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segunda-feira, 1 de junho de 2020

"Ui, ui, ui, ai, ai, ai"... o real significado da letra do hit junino Crina Negra

Junho é o mês do ano mais esperado por mim por causa das festas juninas e das comidas típicas do período. Infelizmente em 2020 não haverá festas por causa da pandemia de Corona vírus que assola o Brasil.


Aqui em Belém do Pará todos os anos tocam sempre as mesmas músicas durante o período junino, uma delas é a Crina Negra, composição de Robertinho do Recife e que fez muito sucesso com a banda baiana Patrulha, essa canção toca nas festas juninas belenenses desde 1992 e com certeza várias gerações de crianças já dançaram quadrilha ao som dela. Além da letra marcante uma outra característica dessa canção são os riffs de guitarra tem uma parte que imitam o relinchar de um cavalo.



Capa do disco Orixás que tem a música Crina Negra

À primeira vista a Crina Negra fala sobre uma mulher livre e corajosa que sai galopando por aí nua em cima de seu cavalo de pelagem preta, quase como uma Lady Godiva do sertão.

Lady Godiva

Leco Maia, um dos vocalistas da banda em entrevista de 2019 para o repórter Lucas Gomes de O Liberal deu sua versão sobre o significado da letra que segundo ele, fala sobre a força da mulher do sertão e suas conquistas e ainda ressalta que: "Naquela época (1992) ainda tinha muito preconceito. Então fala da mulher não só como a mãe da família, mas com a força motriz de um homem, sem perder a ternura de ser mulher, sem perder a capacidade de amar. Isso acompanhado de um ritmo empolgante".

Leco Maia e Cátia Guima em 1992 e atualmente

O cantor relembra que a música fez um enorme sucesso no ano de 1992 “Na época tinha um programa de rádio na Bahia chamado ‘A Quadrilha do  Galinho’, onde tinham vinte quadrilhas que no final se apresentavam para disputar o campeonato de quadrilha. Naquele ano, das 20, 14 quadrilhas se apresentaram com “Crina Negra”. Foi a música que alavancou o sucesso da nossa banda e rendeu muitos frutos pra gente. Até hoje essa música se torna imortal na belíssima voz de Cátia, para mim, se não a melhor, uma das melhores cantoras que a Bahia já teve e tem, porque ela canta muito ainda”, afirmou Leco para o repórter de O Liberal.


A letra como foi mencionada anteriormente é de Robertinho do Recife e na minha opinião não trata apenas de uma mulher forte e independente como o Leco Maia, acho que tem muito duplo sentido na letra da música que não é percebido por um ouvinte desatento que pode achar que crina negra é apenas um cavalo de pelagem preta.


Robertinho do Recife compositor de Crina Negra

Na minha interpretação o compositor descreveu de maneira intencionalmente dúbia um coito a beira mar.  Logo no começo da letra podemos ter a impressão de que crina negra é um cavalo, inclusive a palavra garanhão pode ser tanto o cavalo reprodutor quanto o homem que se relaciona com várias mulheres.

Meu cavalo é forte

Faz mil léguas sem cansar,

Na batida do chicote, no galope a beira mar

Meu cavalo alazão saio no clarão da lua,

Meu formoso garanhão, cavalgando toda nua”



Nessa primeira estrofe Robertinho do Recife conseguiu deixar uma dúvida no ouvinte se o Crina Negra é um homem ou um cavalo. Porém no decorrer da letra podemos perceber que é um homem mesmo.

“Eu sou cavaleira, sou mulher guerreira”

Nessa frase o eu-lírico se autointitula de mulher corajosa, que sai por aí sem medos.


Depois de sabermos que o cavalo “Crina Negra” na verdade é um homem o restante da letra fica explícito que se trata sexo a beira mar como na estrofe abaixo.

“Em cima do crina-negra, me dá uma tremedeira

Uma suadeira que me faz arrepiar,

Uma louca gemedeira

Ui, ui, ui, ai, ai, ai”



Nessa parte aqui fica explícito o real sentido da letra e o duplo sentido termina. O compositor conseguiu falar de sexo de uma maneira a primeira vista implícita para um ouvinte menos atento. Tanto que há pessoas que  até hoje acham que a canção é uma forma de enaltecimento da coragem feminina como o próprio Leco Maia afirmou.

Crina Negra continua sendo um dos clássicos das festas juninas de Belém do Pará, ouça a música no vídeo abaixo



Entrevista de 2019 de Leco para o site O Liberal : https://www.oliberal.com/cultura/uma-louca-gemedeira-conhe%C3%A7a-a-hist%C3%B3ria-por-tr%C3%A1s-de-crina-negra-sucesso-das-festas-juninas-h%C3%A1-27-anos-1.154152

E você o que acha da letra da música Crina Negra?

 


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A volta do grupo Rouge

Se você foi criança ou adolescente em 2002 provavelmente se lembra do grupo Rouge, a girlband foi formada durante o reality show musical Popstars que era exibido pela SBT. O grupo era formado por Karin, Luciana, Fantine, Aline e Patrícia, cada uma de um estado brasileiro diferente: Luciana – Minas Gerais, Karin – Rio de Janeiro, Fantine – Mato Grosso, Aline – São Paulo e Patrícia – Paraná. Apesar de serem tão diferentes elas funcionavam muito bem como um grupo, as harmonias das músicas delas são incríveis.

Elas fizeram grande sucesso com hits como Ragatanga, Não dá pra resistir, Beijo molhado, Brilha la luna e Um anjo veio me falar, elas eram presença garantida nos programas de TV e eram um grande sucesso de público e audiência. Na época cada fã tinha uma Rouge preferida, a minha sempre foi a Luciana.

Em 2004 Luciana decidiu deixar o grupo alegando divergências musicais, porém nos bastidores diziam que ela e Fantine não tinham um bom relacionamento e que se desentendiam com frequência. Após a saída dela o grupo nunca mais foi o mesmo pois era a voz da Luciana que conduzia a maioria das músicas além de ser a integrante mais popular e carismática do grupo.

Após anos de especulações o Rouge voltou em 2017 com a formação completa, sim, Luciana está de volta! No primeiro momento a volta era apenas para o show na festa Chá da Alice no Rio de Janeiro, porém o grande sucesso na venda de ingressos resultou em uma apresentação extra no Chá da Alice e a partir daí houve apelos para que houvesse shows em outras capitais do Brasil.

Os pedidos foram atendidos e elas sairão em turnê comemorativa dos 15 anos do grupo, a turnê passará pelas principais capitais brasileiras.

Eu gostava muito do Rouge, tinha cd, pôster, revista e fui ao show em 2003 quando elas vieram se apresentar em Belém, uma tia minha me levou para o show e eu lembro que o local estava lotado de crianças e adolescentes que cantavam as músicas em uníssono.
Em abril de 2018 elas irão se apresentar novamente na capital do Pará após 15 anos, eu estarei lá novamente para relembrar as canções do grupo e para ver a Luciana, a minha Rouge favorita.