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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Michele Amador e Nelsinho Rodrigues - voz de cabeça e falsete no brega marcante

Banda Amazonas foi uma banda de brega que fez bastante sucesso nos anos 2000 em Belém do Pará, sua vocalista era a Michele Amador que saiu do grupo para a carreira solo. A banda teve hits como: Se tu te vais, Tic Tic Tac e Traficante. Essa última é um dueto entre Amador e Nelsinho Rodrigues.


Há alguns meses atrás ouvi novamente a música Traficante da Banda Amazonas e fiquei com a impressão que nessa música há voz de cabeça feita pela Michele Amador e falsete feito pelo Nelsinho Rodrigues. Conversei com algumas pessoas e continuo achando que a minha impressão é verdadeira.

 

Michele Amador na época vocalista da banda

O que é voz de cabeça?

Voz de cabeça está dentro registros modais e dentro dele contém a voz de peito, voz de cabeça, voz intermediária e a voz mista, essas são as regiões de ressonância da voz, ou seja, é o lugar que amplifica a voz produzida pelas pregas vocais. 


A voz de cabeça é um registro utilizado para notas agudas e tem como características um som leve, com menos volume e a sensação acústica percebida pelo cantor no topo da cabeça. Esse som é o que pode ser observado a partir do minuto 1:58 até 2:02 na parte que Michele canta.

 

O que é falsete?

De acordo com o superprof:  “do italiano falsetto = "tom falso", o falsete é o registro vocal através do qual o cantor emite – de modo controlado, portanto, não natural, ou seja, "falso" – sons mais agudos ou mais graves que vão além dos da sua faixa de frequência acústica natural (sua tessitura vocal)”.


Já para o Songsteradmin “No falsete, não temos o fechamento completo das pregas vocais, o que o torna na voz masculina audivelmente com um aspecto um pouco sussurrado, com “ar na voz”. É esse som que podemos observar na voz do Nelsinho Rodrigues a partir do minuto 2:00 até 2:04




E você o que acha?  há falsete e voz de cabeça nessa música?

 

 

 

 

Fontes consultadas para o falsete:

https://www.superprof.com.br/blog/usar-bem-agudos-no-canto/

http://blog.songster.com.br/2018/01/19/registros-vocais/

 


segunda-feira, 1 de junho de 2020

"Ui, ui, ui, ai, ai, ai"... o real significado da letra do hit junino Crina Negra

Junho é o mês do ano mais esperado por mim por causa das festas juninas e das comidas típicas do período. Infelizmente em 2020 não haverá festas por causa da pandemia de Corona vírus que assola o Brasil.


Aqui em Belém do Pará todos os anos tocam sempre as mesmas músicas durante o período junino, uma delas é a Crina Negra, composição de Robertinho do Recife e que fez muito sucesso com a banda baiana Patrulha, essa canção toca nas festas juninas belenenses desde 1992 e com certeza várias gerações de crianças já dançaram quadrilha ao som dela. Além da letra marcante uma outra característica dessa canção são os riffs de guitarra tem uma parte que imitam o relinchar de um cavalo.



Capa do disco Orixás que tem a música Crina Negra

À primeira vista a Crina Negra fala sobre uma mulher livre e corajosa que sai galopando por aí nua em cima de seu cavalo de pelagem preta, quase como uma Lady Godiva do sertão.

Lady Godiva

Leco Maia, um dos vocalistas da banda em entrevista de 2019 para o repórter Lucas Gomes de O Liberal deu sua versão sobre o significado da letra que segundo ele, fala sobre a força da mulher do sertão e suas conquistas e ainda ressalta que: "Naquela época (1992) ainda tinha muito preconceito. Então fala da mulher não só como a mãe da família, mas com a força motriz de um homem, sem perder a ternura de ser mulher, sem perder a capacidade de amar. Isso acompanhado de um ritmo empolgante".

Leco Maia e Cátia Guima em 1992 e atualmente

O cantor relembra que a música fez um enorme sucesso no ano de 1992 “Na época tinha um programa de rádio na Bahia chamado ‘A Quadrilha do  Galinho’, onde tinham vinte quadrilhas que no final se apresentavam para disputar o campeonato de quadrilha. Naquele ano, das 20, 14 quadrilhas se apresentaram com “Crina Negra”. Foi a música que alavancou o sucesso da nossa banda e rendeu muitos frutos pra gente. Até hoje essa música se torna imortal na belíssima voz de Cátia, para mim, se não a melhor, uma das melhores cantoras que a Bahia já teve e tem, porque ela canta muito ainda”, afirmou Leco para o repórter de O Liberal.


A letra como foi mencionada anteriormente é de Robertinho do Recife e na minha opinião não trata apenas de uma mulher forte e independente como o Leco Maia, acho que tem muito duplo sentido na letra da música que não é percebido por um ouvinte desatento que pode achar que crina negra é apenas um cavalo de pelagem preta.


Robertinho do Recife compositor de Crina Negra

Na minha interpretação o compositor descreveu de maneira intencionalmente dúbia um coito a beira mar.  Logo no começo da letra podemos ter a impressão de que crina negra é um cavalo, inclusive a palavra garanhão pode ser tanto o cavalo reprodutor quanto o homem que se relaciona com várias mulheres.

Meu cavalo é forte

Faz mil léguas sem cansar,

Na batida do chicote, no galope a beira mar

Meu cavalo alazão saio no clarão da lua,

Meu formoso garanhão, cavalgando toda nua”



Nessa primeira estrofe Robertinho do Recife conseguiu deixar uma dúvida no ouvinte se o Crina Negra é um homem ou um cavalo. Porém no decorrer da letra podemos perceber que é um homem mesmo.

“Eu sou cavaleira, sou mulher guerreira”

Nessa frase o eu-lírico se autointitula de mulher corajosa, que sai por aí sem medos.


Depois de sabermos que o cavalo “Crina Negra” na verdade é um homem o restante da letra fica explícito que se trata sexo a beira mar como na estrofe abaixo.

“Em cima do crina-negra, me dá uma tremedeira

Uma suadeira que me faz arrepiar,

Uma louca gemedeira

Ui, ui, ui, ai, ai, ai”



Nessa parte aqui fica explícito o real sentido da letra e o duplo sentido termina. O compositor conseguiu falar de sexo de uma maneira a primeira vista implícita para um ouvinte menos atento. Tanto que há pessoas que  até hoje acham que a canção é uma forma de enaltecimento da coragem feminina como o próprio Leco Maia afirmou.

Crina Negra continua sendo um dos clássicos das festas juninas de Belém do Pará, ouça a música no vídeo abaixo



Entrevista de 2019 de Leco para o site O Liberal : https://www.oliberal.com/cultura/uma-louca-gemedeira-conhe%C3%A7a-a-hist%C3%B3ria-por-tr%C3%A1s-de-crina-negra-sucesso-das-festas-juninas-h%C3%A1-27-anos-1.154152

E você o que acha da letra da música Crina Negra?

 


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Ensaio para a II Mostra Cultural


Domingo foi o dia do meu ensaio com a Marina, para a II Mostra Cultural: especial duetos. O ensaio foi em um estúdio, foi uma experiência nova para nós pois nunca havíamos entrado em um estúdio antes, eu cheguei até a comentar com ela  que eu  estava nervosa e tremendo por dentro.



A banda passou a música You know I'm no good da Amy Winehouse duas vezes com a gente, na primeira vez o áudio saiu estranho e na segunda vez deu tudo certo. As linhas de baixo dessa música são maravilhosas e ouvir isso  ao vivo foi demais, eu amo o som de baixo, é o meu instrumento favorito.


Nos dias anteriores ao ensaio eu estava tendo dificuldades com a letra e a Marina gentilmente se dispôs a ficar com as partes que eu estava tendo dificuldades, então dividimos a letra da música que ficou assim:
Eu fiquei com o começo e ela com o final, nós decidimos que vamos cantar o refrão juntas. 

Estou muito feliz de estar nesse trabalho com Marina, deu muito certo essa nossa parceria para o dueto, ela é muito gente boa, gentil e canta muito bem. Ter ela ali do meu lado no palco me passa uma segurança e tranquilidade, sinto que tudo vai dar certo.

Cantar para em um palco, ter plateia será uma coisa nova para mim, estou empolgada e também um pouco nervosa também com a nossa apresentação da II Mostra Cultural. Mas sobretudo estou feliz comigo mesma por me permitir ter mais uma experiência enriquecedora na minha vida. Decidi mais uma vez enfrentar os meus medos e a timidez para realizar mais um sonho que é cantar no palco.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Fleetwood Mac no disco Rumors: do caos à obra-prima

Fleetwood Mac é uma banda anglo-americana formada em 1967 e teve várias formações porém a mais bem sucedida contava com Lindsey Buckingham, Stevie Nicks, John McVie, Mick Fleetwood e Christine McVie.
Em 1977 eles lançaram o décimo álbum da banda chamado “Rumors”, ela passava por um momento bastante crítico por conta dos divórcios dos integrantes, o clima era de caos entre eles, esse momento de grandes conflitos emocionais acabou gerando um dos melhores álbuns da história do rock.

Já tinha ouvido falar desse disco antes mas só agora decidi ouví-lo e gostei muito, as músicas são maravilhosas, os arranjos e as letras são muito boas. 
Eu destaco as faixas “Go your own way’’, “Dreams” e “The Chain” que foram as que eu mais gostei, “Go your own way’’ é ótima de cantar e a melodia e as linhas de baixo do Jonh McVie  são incríveis, meu instrumento favorito é o baixo e eu adorei o som do instrumento nessa música.

 O Lindsey Buckingham compôs a letra que fala do divórcio dele com  a Stevie Nicks. Ela não gostou quando Buckingham trouxe a canção para as gravações do disco pois a letra era claramente sobre ela.

“Dreams” foi composta e cantada pela Stevie Nicks nele ela fala do fim do relacionamento com o Lindsay Buckingham de forma sutil, diferentemente de Buckingham que foi muito direto em “Go your own way”.

“The Chain’’ é creditada a todos os integrantes da banda,  Stevie Nicks e Lindsey Buckinham compartilham os vocais na música. 
Segundo o site Songfacts: “partes de diferentes  músicas  foram unidas para formar a faixa. A linha de baixo que chega a cerca de 3 minutos da música foi escrita independentemente por John McVie, que originalmente planejava usá-la em uma outra música".


Defino o disco “Rumors’’ como agridoce porque no decorrer das canções do disco é perceptível os momentos de doçura e amargura, assim como claridade alternando com momentos sombrios.

Todo o drama e conflitos emocionais vividos pelos integrantes do Fleetwood Mac gerou um disco excelente. O álbum “Rumors’’ completou em 2017, 40 anos de lançamento e deixou sua marca como um dos melhores disco de rock de todos os tempos.


Citação retirada do site Songfacts: http://www.songfacts.com/detail.php?id=3694

domingo, 15 de abril de 2018

Rouge volta a Belém após 15 anos e contagia o público

No dia 14 de abril de 2018 foi realizado no Hangar- centro de convenções em Belém o show do Rouge, foi o segundo show do grupo na capital paraense, o primeiro ocorreu em 2003 e eu fui assistir.

Em 2018 o Rouge voltou a Belém, desta vez o público era composto em sua maioria por pessoas que eram crianças e adolescentes em 2003, até porque dessa vez a censura era de 18 anos, diferente da época do primeiro show.

Elas iniciaram a apresentação cantando a música “Blá blá blá’’ que ganhou muita intensidade ao vivo e se transformou em um pop rock, o público estava muito animado, parecia que estava possuído pelo ritmo Ragatanga e cantou a música a plenos pulmões e pulou bastante. 

A energia que a plateia passava era grande, todos estavam muito felizes pelo show e aproveitaram o momento, havia poucas pessoas filmando com o celular, o público estava interessado em curtir a apresentação.

A animação do público era tão grande que contagiou as integrantes do Rouge, Aline e Luciana estavam com os olhos marejados e pareciam não acreditar na tamanha recepção calorosa que o público deu para o grupo.

 Li Martins, Aline e Luciana chegaram a agradecer a plateia pelo carinho e Fantine afirmou que o público belenense foi o mais caloroso e animado da turnê.
 Uma coisa  legal que percebi foi a boa sintonia entre Fantine e Luciana, mostrando que as divergências entre elas ficaram no passado.

O Rouge tocou todos os seus hits destaque para as músicas que mais gosto que são “Não dá pra resistir’’, “Beijo molhado’’, “Um anjo veio me falar’’ e “Brilha la luna’’. Elas são grandes cantoras e demonstram isso ao cantar muito bem as baladas e as músicas mais agitada, Rouge é o melhor grupo pop da história do Brasil e dificilmente serão superadas. 

Embora todas as integrantes sejam cantoras incríveis a minha favorita é a Luciana, desde sempre ela foi minha Rouge favorita, ela é uma grande cantora e muito carismática também, ela brilha no palco.

Já no final do show o Rouge tocou o novo single “Bailando’’, “Brilha la luna’’ e encerrou o show com o “Ragatanga”. Foi 1h30 de hits, todas estavam incríveis, principalmente a Luciana.

Eu só tirei fotos quando elas estavam cantando as 4 músicas que eu nunca gostei.
Não quis gravar vídeos ou tirar muitas fotos pois a minha intenção era  aproveitar  o momento e ver meu grupo pop preferido e que marcou a minha infância.

Adorei o show do Rouge, foi muito bom ver de novo um show depois de tanto tempo. Torço para que tenha mais uma apresentação do grupo em Belém.


sábado, 20 de janeiro de 2018

GW indica: Strobo

Strobo é um duo que foi formado em 2011 por  Léo Chermont (guitarra e synth) e Arthur Kunz (bateria eletrônica). Conheci o Strobo em 2012 em um show da Karina Buhr, eles eram uma das bandas de abertura e  naquela época o som já era legal porém me dava a sensação de que faltava alguma coisa, tinha a impressão de que se tivesse um vocalista junto com eles iria ficar muito melhor.


Os anos se passaram, eles lançaram três cds  “Strobo” de 2011 e “Delírio Cromático” de 2012) “Mamãe quero ser pop” de 2014, em 2018 assisti novamente a um show do Strobo e gostei muito do som atual, tocam rock com influências de pop, synthpop oitentista, guitarrada e até funk carioca. A influência do synthpop fica bem nítida em algumas músicas onde a sonoridade 8bits logo nos remete a jogos de videogame antigos. 

Gostei  muito pois eles aprimoraram o som e agora não falta nada, não precisa de vocalista pois o duo agora se basta.


Recomendo que você conheça o som do Strobo e caso tenha a oportunidade de assistir a um show vá porque o som deles é muito bom.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Análise da canção: Viagem Perdida - Plutão Já Foi Planeta

Plutão já foi planeta é uma banda de pop-rock que foi formada em 2013 na cidade de Natal-RN e é composta por Natália Noronha, Gustavo Arruda; Sapulha Campos Vitória De Santi  e Renato Lelis.


Os potiguares ganharam notoriedade nacional após participarem do programa musical Superstar da Rede Globo, a banda terminou o programa em segundo lugar. Em 2017 eles lançaram pelo selo Slap seu primeiro álbum intitulado “A Ultima Palavra Fecha a Porta”.

Durante o programa a banda chamou a atenção do público e dos jurados por tocarem seu repertório autoral que é composto de boas canções diferentemente das demais bandas da disputa que apostaram muito em covers.


As músicas da Plutão são muito radiofônicas e podem virar hits caso haja um bom investimento na divulgação da banda. As letras das canções são muito bonitas e cheia de sutilezas, o que permite que cada ouvinte faça a sua própria interpretação da letra. 

A música que será analisada aqui é a Viagem Perdida, música do EP da banda intitulado “Daqui pra lá”  que foi lançado de forma independente em 2014.

Plutão Já Foi Planeta- Viagem Perdida

Você confia à fumaça
A ida da memória má
Você confia ao copo
O esquecimento do que sempre será tormento

Você confia à leitura
A distração
mas as palavras são apenas para os olhos
a atenção

Você quer ir embora de você
como se você não lhe fosse
todos os destinos possíveis

a ida é sempre volta
a volta, sempre ida
é melhor que fique
é viagem perdida

aqui, na gente
ficar em casa é viajar
aqui e sempre
é lar, é lá

você quer ir embora de você
como se você não lhe fosse
todos os destinos possíveis

você não sabe o que é se perder
e não encontra uma saída
para um destino possível

“Você confia à fumaça a ida da memória má. Você confia ao copo o  esquecimento do que sempre será tormento”
O eu-lírico da canção parece ser alguém dá conselhos a um amigo que procura distrações para não encarar as dores que sente tanto que recorre a bebida e a drogas ilícitas como um meio de escapar dos tormentos que vive.


“Você confia à leitura a distração mas as palavras são apenas para os olhos a atenção”
Os artifícios anteriores usados pelo eu-lírico não funcionaram então ele apelou até para a leitura mas também não funcionou pois apenas distraiu seus olhos e não conseguiu fazer com que ele distraísse a sua mente dos problemas.

 “Você quer ir embora de você  como se você não lhe fosse todos os destinos possíveis”.
   “A ida é sempre volta, a volta  sempre ida . É melhor que fique, é viagem perdida”.

Aqui o eu-lírico desencoraja o amigo a cometer suicídio pois segundo ele o amigo é o dono do seu próprio destino, já na segunda frase o eu-lírico desencoraja o amigo o uso de bebidas e drogas ilícitas pois segundo ele isso seria uma viagem perdida pois o amigo iria voltar para a realidade de sofrimento depois que os efeitos das drogas passassem.


“Aqui, na gente ficar em casa é viajar . Aqui e sempre é lar, é lá “.
O eu-lírico tenta convencer o amigo de que permanecer sóbrio é prestar atenção no seu próprio mundo interno é uma grande viagem e é o seu próprio lar e a distração que ele tanto procura para se aliviar do sofrimento.

“Você quer ir embora de você  como se você não lhe fosse todos os destinos possíveis”
O eu-lírico desencoraja o amigo a cometer suicídio pois segundo ele o amigo é o dono do seu próprio destino.

“Você não sabe o que é se perder e não encontra uma saída para um destino possível”.
O eu-lírico agora é mais duro com o amigo e fala que ele ainda não sabe como é estar perdido e em meio a um grande tormento e que por isso não encontra uma saída para os seus problemas. Enquanto que o eu-lírico passou por um sofrimento no passado e por isso usa da sua experiência de vida para aconselhar o amigo.


Na minha visão Viagem Perdida é uma música que trata com sutileza  de temas como sofrimento e tentativas de fuga de si mesmo. Muitas pessoas que já passaram por momentos ruins podem se identificar com a letra da canção. Plutão já foi planeta é uma boa banda de pop-rock e que merece ter sucesso nacional.