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terça-feira, 7 de maio de 2019

Nem tudo serve pra gente


Nem tudo serve para todo mundo, não há um gosto universal, não há uma unanimidade incontestável.

Cada pessoa tem os seus próprios gostos, o que muitas vezes pode ir de encontro ou até mesmo ao encontro do que a maioria gosta.
“Essa é a melhor série da Netflix” dizem, vou assistir e não acho nada disso.


“Esse é a melhor cantor do momento” dizem de novo, vou ouvir e não acho nada disso.


Há gosto para tudo e está tudo bem, o que é ruim é tentar obrigar alguém a gostar de algo só porque você gosta.

Entender que nem tudo serve para todos é libertador e esse tudo serve para as pessoas também, nem todo mundo vai gostar da gente e a gente também não vai gostar de todo mundo e está tudo bem, não dá para ter afinidades com todas as pessoas. Acho que a  ideia de ter 1 milhão de amigos dá certo só na música do Roberto Carlos mesmo.

Nos relacionamentos quantas vezes achamos certas pessoas muito legais e por vezes nos envolvemos com ela, mas depois fica nítido que u não tem nada a ver um com o outro e por  vezes um dos dois quer mudar a outra  pessoa a força para que ela seja o que o outro idealizou.

 Não adianta forçar, jeito é aceitar que nem tudo é para todo mundo e que nem a gente mesmo vai dar certo com todas as pessoas.
Nem tudo serve para todos e aprender isso pode garantir menos sofrimento



quinta-feira, 1 de março de 2018

Roberto Carlos em Fera ferida : dor e poesia

Fera ferida é uma música composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos em 1982 e faz parte do reportório de Roberto Carlos até hoje. A canção foi escrita  após o fim do  casamento de Roberto com Nice, na música fica claro o sofrimento do eu-lírico e as mágoas que restaram depois do término da relação.

Roberto e Erasmo são grandes compositores e eu acho essa música incrível porque conseguiram demonstrar de forma poética toda a dor e sofrimento de um fim de relacionamento, muitas pessoas podem se identificar com a letra que continua atemporal mesmo tendo passado muitos anos após o seu lançamento. Para mim essa letra é de uma beleza sem igual, nela há a mágoa misturada com a tentativa de seguir em frente depois do fim. Algumas estrofes me chamaram muito a minha atenção, são elas:
“Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo, sem laços
Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar, um amigo”

Aqui o eu-lírico está totalmente desnorteado com o fim do relacionamento e querendo ajuda para se recuperar de toda a tristeza após o fim.

“Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes”
Eu sei que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci”

Essas são as estrofes que considero mais bonitas de toda a letra  da  canção, aqui o eu-lírico fala que existiram momentos bons no relacionamento amoroso mas que foram destruídos pelas constantes brigas. O eu-lírico saiu machucado e com marcas dessa relação, as cicatrizes emocionais estão visíveis, mas ele não consegue verbalizar o sofrimento que sente e embora ele esteja calado ainda não esqueceu o que sofreu.

“Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração”

Nessa estrofe o eu-lírico demonstra que não irá voltar atrás na decisão de se separar da sua namorada, ele está decido que a seperação é inevitável uma fez que ele está profundamente magoado com tudo o que aconteceu, tanto que está ferido no corpo, na alma e no coração.

Fera ferida é uma música forte e trata de um tema que é comum em músicas dos mais variados gêneros mas faz isso de uma forma poética e brilhante, a música é linda e é uma das músicas que mais gosto do repertório do Roberto Carlos. Há duas versões mais populares dessa música, uma do próprio Roberto que interpretou a música de uma forma contida e mesmo assim expressa toda a tristeza da canção. 

A outra versão é a de Maria Betânia que deu a canção uma interpretação de dor voltada para fora, toda a tristeza é demonstrada de uma maneira clara por Betânia e a versão dela ainda tem um arranjo de violinos que aumentam de intensidade e dão o tom um tanto grandiloquente a canção. Tanto a interpretação de Roberto quanto a de Maria Betânia conseguem passar a emoção que a música pede e são duas grandes versões de uma mesma música.