domingo, 17 de abril de 2022

Harry Styles lança “As it was’’ seu novo single

 Harry Styles é o ex-integrante da boy band One Direction que mais logrou êxito na carreira solo. Ele lançou dois discos um homônino em 2017 e o Fine Line em 2019, esses álbuns renderam hits como Sign of Times, Lights up, Adore You, Falling, Golden e Watermelon Sugar.

No dia 1 de abril Harry divulgou a canção As It Was, que é o primeiro single do seu terceiro disco chamado Harry´s House que será lançado no dia 20 de maio deste ano. Na minha opinião a letra fala sobre a dor e a aceitação das mudanças nas nossas vidas, pode ser sobre um relacionamento amoroso perdido ou até mesmo sobre a perda de um emprego que gostava. O mais legal da letra é que ela é aberta as mais diversas interpretações.


O clipe foi lançado também no dia 1 de abril e traz Harry vestindo um macacão vermelho com lantejoulas, e contracena com uma atriz que veste um macacão parecido com o dele só que na cor azul. Eles correm em círculos em uma sala e por vezes se aproximam. As cores vermelho e azul me remeteram a competição de boxe nas olimpíadas onde os adversários vestem essas cores.


O diretor do clipe pode ter escolhido essas cores para representar um conflito entre eles. Harry veste vermelho e isso pode significar uma tentativa de suprimir sua singularidade e ignorar suas emoções  pois o vermelho é frequentemente associado a emoções fortes. 

A mulher de azul pode representar uma versão passada e superada do próprio Harry que está correndo em círculos para tentar manter essa identidade porque é familiar e confortável.

No final do clipe, ele sai da sala aonde estava preso e corria em círculos, vai para a rua e  abraça as mudanças, seus sentimentos e encontra liberdade na fluidez da experiência humana.


 

 

 

 

 

 

 

Atypical: temporada final mostra o amadurecimento de Sam e sua família

Atypical contou a história de Sam Gardner, um jovem autista de 18 anos que busca o amor e a própria independência. A familia dele é formada pelos pais Elsa e Doug, Sam tem uma irmã chamada Casey. A série tem 4 temporadas e hoje resolvi assistir a última, ela foi lançada em agosto de 2021.

A última temporada da série tem 10 episódios e neles os telespectadores acompanham a vida de Sam na faculdade e seu relacionamento com a família e com a sua namorada,a Paige.

Sam e Paige

 No decorrer dos episódios Sam decide viajar para a Antártida e se prepara de todas as formas possíveis para ir, sua namorada tenta dissuadí-lo da ideia mas isso só faz com que ele fique obstinado a atingir o seu objetivo.

Família do Sam

Nesta temporada a família do protagonista ganha mais destaque, principalmente a Casey. Ela ganhou mais espaço na trama, os episódios mostram o quanto ela tem sofrido com a ansiedade e sentimento de incapacidade por causa da pressão de ser sempre a melhor em tudo. Todos inclusive a sua família acham que ela deveria sempre se destacar em tudo o que faz.

Casey

Além disso, o namoro de Casey e Izzie passa por alguns momentos dificeis por conta dos problemas pessoais que ambas enfrentam. Izzie por sua vez precisa lidar com a sua mãe, que é uma pessoa que desmerece tudo o que a filha faz.

Casey e Izzie


Os personagens Elsa e Doug também enfrentam alguns problemas, eles superprotegem os filhos e alguns conflitos surgem. Doug é o mais invasivo porque toma decisões sem consultar os filhos e com isso intefere demais na vida de Casey.

Doug e Elsa

Foi uma pena que Atypical tenha terminado na quarta temporada, ainda teria muito assunto para explorar para mais. Apesar disso acredito que a série cumpriu o seu papel de entreter e ao mesmo tempo falar sobre autismo e mostrar o protagonista tendo que superar várias adversidades e com isso o faz cada vez mais ter autonomia e fugir da superproteção dos pais.


domingo, 6 de março de 2022

Avril Lavigne retorna as suas origens do pop punk 2000s e lança 'Love Sux' seu novo disco

 Avril Lavigne lançou seu sétimo álbum de estúdio que  se chama Love Sux. Ele foi produzido por Travis Barker, baterista do Blink 182. Barker toca a bateria no disco que também contou com a participação de Mark Hoppus do Blink 182, Machine Gun Kelly e do rapper Bear.

Love Sux foi feito sob demanda para aproveitar a onda de Pop rock (que também é chamado de pop punk)  que ganhou  espaço na mídia e com os ouvintes  nos últimos meses. Artistas  jovens como Willow Smith, Olívia Rodrigo e o próprio Machine Gun Kelly resgataram o gênero e  lançaram singles que seguem essa vertente que foi muito popular nos anos 2000.

Olívia Rodrigo, Machine Gun Kelly e Willow Smith

Avril Lavigne foi a figura mais popular do pop rock naquela época seus três primeiros discos venderam milhões e a consolidaram como a maior representante desse gênero musical.

Avril Lavigne no auge

A partir de 2010 o pop punk entrou em declínio e a carreira da Avril passou por momentos muito esquisitos como quando ela lançou em 2013  as horríveis canções “Hello Kitty” e "Here´s to never growing up" do medonho disco que leva o nome dela.

Esse disco autointitulado é pavoroso. Ruim demais

Em Love Sux ela resgata a sonoridade que a consagrou nos anos 2000, as letras falam sobre namoro, festas, beijos entre outros temas amenos. Ao ouvir o disco tive a impressão de estar ouvindo o disco The Best Damn Thing que ela lançou em 2007, os arranjos e as letras são muito parecidas com as daquela época.

Travis Barker e Avril Lavigne no clipe de Bite Me

Bite Me foi o primeiro single lançado e a música tem menos de 3 minutos e já começa pelo refrão, essa é uma  estrátegia para tentar viralizar a canção no Tik Tok onde vídeos curtos com as infames dancinhas fazem sucesso.


A música que mais gostei do Love Sux foi Dejá Vu embora ela pareça ser atual e sim  uma música perdida do Under My Skin mas que só foi reaproveitada agora, além disso ela destoa das demais do álbum e parece que foi colocada só para cumprir o número mínimo de canções.

Na minha opinião é o melhor disco dela

.Li na internet muita gente reclamando das letras pouco maduras do álbum e chamando Avril de “Peter Pan musical’’ e que ela já tem 37 anos e deveria amadurecer. O curioso foi que a cantora lançou em 2019 o disco Head Above Water que tinha letras mais maduras que os trabalhos anteriores e a mídia e os fãs deram pouca importância para ele, tanto que o single Head Above Water conseguiu apenas um primeiro lugar na parada musical cristã embora não seja uma música religiosa.

Head Above Water (2019) pouca gente deu bola.

Love Sux não é um disco tão ruim como eu já li algumas pessoas escrevendo por aí, é um disco feito sob medida  aproveitar a onda de notoriedade do pop punk. Ao ouvir o disco tive a impressão que Avril não escreveu músicas novas e sim reaproveitou sobras do The Best Damn Thing.


Avril apostou no pop rock que a consagrou décadas atrás e conseguiu atrair a atenção dos seus antigos fãs mas não sei se irá conseguir atingir os jovens de hoje que são da geração tiktok .

 Não me identifiquei nem o som e tampouco com as letras, eu gostava de músicas do tipo do Love Sux  quando eu era adolescente mas vale a pena tu ouvires o disco e  tirar as suas próprias conclusões.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Woodstock 99: documentário da HBO sobre o festival musical marcado pelo ódio e devastação

A HBO Max tem no seu catálogo vários documentários, um deles é o Music Box que é uma série de documentários sobre momentos marcantes da música.


O primeiro episódio é sobre o famigerado festival Woodstock edição de 1999 que ocorreu na cidade de Rome no estado de Nova Iorque, o catastrófico evento durou 4 dias e ficou marcado como um dos piores eventos musicais da história mundial. O evento ocorreu durante o verão norte-americano em uma enorme base aérea desativada que era um lugar com muito concreto e asfalto,  não havia árvores disponíveis.

Base área em Rome antes do funesto Woodstock 99

A lista de atrações  tinha os artistas mais famosos daquela época como Metallica, Alanis Morissette, Rage Against the Machine,Red Hot Chilli Peppers, Korn, Limp Bizkit e Offspring. 

O evento foi um desastre do início ao fim, a infraestrutura era precária para um evento que custou muito caro para os padrões da época, cada ingresso foi vendido por 180 dólares. Não havia banheiros suficientes, a água era vendida e preços astronômicos, não havia tendas ou árvores para fazer sombra para o público e por fim a temperatura altíssima e o sol escaldante fizeram uma vítima, Dave DeRosia que era um dos espectadores morreu de hipertermia.

Pessoas chafurdadas na lama de dejetos humanos

O número de crimes durante o Woodstock 99  foi grande: 44 pessoas presas (a maioria por posse de drogas), vandalismo, estupros e mortes. 1,2 mil pessoas foram levadas para o pronto socorro.

O documentário entrevistou músicos, seguranças, pessoas que assistiram aos shows e os organizadores do evento. Dave Koning é socorrista e  trabalhou em resgates após as passagens dos furacões Katrina e Sandy nos EUA e afirmou que o lugar mais perigoso que ele já trabalhou foi no Woodstock 99. 

Pessoas passando mal por conta do calor que chegou atingir 42 graus

Já o DJ Moby falou que quando ele entrou na área do evento sentiu a energia pesada do local e animosidade estampada na cara do público e saiu dali assim que terminou a sua apresentação, no começo ele planejava ficar para assistir as demais apresentações mas desistiu. Moby afirmou incrédulo: “Como pudemos ir de artistas sensíveis e inteligentes, como Kurt Cobain e Michael Stipe, à brutalidade misógina de um Limp Bizkit, em tão pouco tempo?”

Moby

Limp Bizkit

Woodstock 99 conseguiu entrar para a história dos festivais mundiais só que de forma negativa, ele foi um verdadeiro caos, o público enfurecido fez grandes fogueiras com pedaços de madeira e latas que estavam jogadas por lá.

 Mulheres foram estupradas e houve morte por hipertermia. A ganância por dinheiro e a falta de organização na minha opinião foram  as grandes  responsáveis pela devastação total que foi este festival.

domingo, 9 de janeiro de 2022

It´s a sin: cativante e dolorosa, série mostra o início da epidemia de HIV no Reino Unido

 Estava em busca de assistir novas séries  porque a última que eu assisti foi a excelente WandaVision. Encontrei por acaso a minissérie britânica chamada It's a Sin e na hora o título me fez lembrar de uma música homônima do Pet Shop Boys, aliás o nome da produção é uma homenagem ao duo de synth pop.

Originalmente It's a Sin foi exibida em meados de janeiro de 2021 pelo Channel 4 britânico e no Brasil é possível assisti-la pelo HBO Max.

 A série tem 5 episódios e se passa entre 1981 a 1991 em Londres e conta a história de um grupo de 6 amigos, são eles Ritchie, Colin, Roscoe, Jill, Gregory e Ash. Eles são gays e Jill é a única hétero da trupe. Os 3  personagens principais da trama, são Colin, Ritchie e Roscoe e é partir deles que a trama se desenvolve.

Em Londres os amigos lidam com os altos e baixos da vida e curtem intensamente o que a cidade tem para oferecer até que em meados 1981 a epidemia mortal de HIV/AIDS começa assolar o Reino Unido e muda completamente as suas vidas.

  A série mostra que a doença era  ignorada pelas autoridades de saúde e pela população em geral e dizia-se que era uma peste que só matava gays. Esse preconceito em torno da doença e da homossexualidade impossibilitou, na época, o avanço das pesquisas sobre a contaminação e também de que muitas vidas fossem salvas pela medicina.

"It’s a Sin" é um sucesso de audiência no Reino Unido e  gerou um aumento do número de testes de HIV, muitos telespectadores foram tocados pela serie.

“It’s a Sin” é uma produção alegre, cativante e também dolorosa , entretém e provoca reflexões ao mesmo tempo. Foi uma grata surpresa assisti-la e a recomendo.

domingo, 14 de novembro de 2021

Avril Lavigne lança seu novo singe 'Bite me' com Travis Barker

 A cantora canadense Avril Lavigne está de volta ao pop rock que a consagrou como a grande expoente do gênero que teve seu auge nos anos 2000.

Travis e Avril no clipe de Bite Me

Ela assinou um contrato com o selo DTA do Travis Barker baterista do Blink 182 e lançou o single Bite Me que  foi produzido pelo próprio Barker e traz de volta a sonoridade dos antigos trabalhos de Lavigne nos anos 2000, achei a música muito parecida com as do álbum dela de 2007 o The Best Damn Thing.

Clipe de Bite Me

O retorno ao pop rock que a cantora canadense fez com Bite Me segue a tendência de mercado onde músicas desse tipo vem conseguindo notoriedade pois público está disposto a ouvir músicas com guitarras novamente.


Artistas jovens tem usado o pop rock dos anos 2000 de  inspiração para as umas músicas como  Olivia Rodrigo e sua música Good For You fez sucesso e resgatou a sonoridade que o Paramore fazia na música Misery Business, Willow Smith que lançou duas músicas produzidas pelo Travis Barker que são Transperent Soul e Grow está última é uma colaboração com a própria  Avril Lavigne.

Avril e Willow no clipe de Grow.

Machine Gun Kelly lançou o disco Tickets to Downfall totalmente inspirado na sonoridade do pop rock que também resgata o passado.

Machine Gun Kelly

Ou seja Avril Lavigne percebeu que há demanda para ela lançar novas músicas no estilo pop rock que a consagrou e atende ao seu público que estava ávido por músicas desse tipo uma vez que o seu último disco o Head Above Water de 2019 era um disco mais maduro e trazia temas fortes como a faixa que dá título ao disco que fala sobre como a cantora sobreviveu a doença de Lime.

Em Bite Me os temas pesados e mais maduros ficam de lado, nesse novo single ela quer falar sobre como superar um ex-namorado e se divertir.

Quando eu ouvi a música pela primeira vez o novo single me senti de volta ao longínquo 2007 onde eu era adolescente e as preocupações da vida eram menores, esse sentimento de nostalgia atingiu em cheio a mim e  ao público que a acompanhava naquela época. Agora resta saber se essa sonoridade vai atingir novos públicos, eu acredito que sim por causa do revival dos anos 2000 que está acontecendo não somente na música como na estética de clipes.

A impressão que Bite Me me deu é que a cantora agora quer se divertir, falar de temas leves e voltar para o pop rock.

domingo, 31 de outubro de 2021

Amy Winehouse e Eu: A História de Dionne Bromfield

Dez anos após a morte de Amy Winehouse, em 23 de julho de 2011, o  documentário Amy Winehouse & Me: Dionne's story conta a história de Dionne Bromfield com a sua madrinha.


 

Ele foi lançado em 27 de julho de 2021 na MTV  e tem 1 hora de duração, ele começa como elas se conheceram quando Bromfield tinha apenas  6 anos de idade, quando a cantora pediu à mãe da menina para ser sua madrinha.


Amy e Dionne pré adolescente

 

 Dionne, agora com 25 anos de idade, decidiu revelar  ao público sua história com Amy Winehouse e compartilhar como foi viver com a madrinha e, ao mesmo tempo, perdê-la tão cedo e de forma tão traumática.



Bromfield declarou: “Amy foi uma outra mãe para mim. Ela não tinha filhos, um dos propósitos dela era cuidar de mim. Era como se ela fosse uma mãe e uma irmã juntas em uma pessoa só”.

 Segundo Dionne: “Não posso mensurar o quão terapêutica esta jornada tem sido para mim. Finalmente, posso avançar para o próximo capítulo da minha carreira, sabendo que lidei com emoções que foram enterradas por anos“. Espero que este documentário apresente Amy como mais do que apenas uma pessoa lutando contra o vício e, ao invés disso, mostre a pessoa incrível que minha madrinha era“


Amy Winehouse & Me: Dionne's story é um documentário doce e triste ao mesmo tempo pois sabemos do desfecho que a cantora inglesa teve.Ele mostra a jornada de Dionne em revisitar sua vida com a Amy Winehouse, tentar entender o que aconteceu há 10 anos e também prestar uma homenagem a madrinha.



Você pode assistir ao documentário na plataforma de streaming Prime video.