sábado, 21 de novembro de 2020

Miley Cyrus e Dua Lipa lançam o single Prisoner

Miley Cyrus e Dua Lipa lançaram nesta semana o clipe da música Prisoner, que é o novo single do disco Plastic Hearts da Miley,  ele será lançado no dia 27/11. Gostei bastante da música e do clipe, a estética dele lembra filmes de terror thrash dos anos 80, além disso a canção traz referencias de músicas dessa década.




 

A forma como elas cantam o refrão me lembrou muito as melodias de  Physical  hit de 1981 da  Olivia Newton John  e também  I was made for loving you sucesso de 1979 da banda Kiss.

 



O vídeoclipe de Prisoner mostra Miley e Dua dirigindo um ônibus e fugindo em busca da liberdade, para mim essa foi uma clara referência ao icônico filme Thelma e Louise de 1991 que foi estrelado por Geena Davis e Susan Sarandon.


 





Outra coisa que merece destaque é a química que as cantoras tem juntas, ficou muito convincente, melhor que muito casal de namorados por aí. Tem duplas que não tem química nenhuma mas esse não é o caso de Cyrus e Lipa.




 O visual de Cyrus me lembrou um pouco a Cherrie Currie vocalista do The Runaways, em outro momento a cantora se lambuza com uma compota de cereja o que eu interpretei como uma referência a música Cherry Bomb do the Runaways. Uma outra interpretação mais óbvia é que as cerejas simbolizam sangue em uma referência a filmes de terror.




No Plastic Hearts haverá uma música com a Joan Jett que fez parte do The Runaways e isso pode ser  um indicativo de que essa canção seja o próximo single a ser lançado.

 

Lista de músicas do Plastic Hearts

Essa cena que ela se suja de cereja acontece bem na parte que Miley encena uma pegação com a Dua Lipa, algumas pessoas na internet afirmaram que  essa cena seria uma representação de sangue menstrual e isso simbolizaria que as coisas evoluíram para além de uma pegação.



Não acredito que seja isso, acredito mais na referencia a Joan Jett e a música Cherry Bomb.

Gostei muito dessa música Prisoner  e estou esperando ansiosamente o lançamento de Plastic Hearts.



O você o que achou da música e do clipe?



 


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Miley Cyrus e Stevie Nicks lançam o single Edge of Midnight

 Miley Cyrus lançou nesta semana o single Edge of Midnight,  ele é um mashup do atual single de Miley, Midnight Sky, com  hit  dos anos 80 “Edge of Seventeen” de Stevie Nicks, vocalista da banda Fleetwood Mac.

Um mashup acontece quando duas faixas diferentes são mixadas em uma música. Por exemplo, você pega os vocais de uma faixa e os mistura com uma batida de uma faixa diferente. No Caso de Cyrus e Nicks as letras e as batidas das duas músicas foram misturadas e deram origem a Edge of Midnight.

Edge of Seventeen faz parte do disco Bella Donna (1981)


Já conhecia ambas as músicas e gostei bastante do mash up, o synth-pop de Cyrus combina perfeitamente com o hit de 1981 de Nicks. Elas cantam versos de ambas as músicas, as letras e os vocais se complementam, tanto que é difícil perceber qual música é de 2020 ou é qual é a de quase 40 anos atrás.


Edge of Midnight estará no disco ‘Plastic Hearts’ que Miley irá lançar em 27 de novembro de 2020. A expectativa é que o álbum tenha muita influência de rock pois  Cyrus está abraçando do gênero como nunca fez antes, suas últimas performances e músicas que ela fez covers como Heart of Glass do Blondie e Zombie do The Cranberries mostram isso.


Assista abaixo a canção Edge of Midnight




domingo, 18 de outubro de 2020

A reinvenção de Miley Cyrus

 Nunca me interessei pela  carreira da Miley Cyrus mas sei que ela despontou para o estrelato na série Hanna Montana da Disney, depois do fim da série ela lançou a música Party in the USA que foi um hit.

Miley Cyrus em 2020


Em meados de 2013 ela lançou o disco Bangerz que continha dois grandes hits da época como Can´t stop e Wrecking Ball. Naquele momento ela tentava se desvencilhar de vez da imagem de atriz mirim da Disney e para isso apostou em uma imagem pública e clipes que geraram controvérsias.

Eis que Cyrus ressurge mais amadurecida musicalmente em 2020 e lançou o single Midnight Sky, ela está numa nova fase agora, flertando com o rock e a sonoridade do pop dos anos 80, visualmente ela parece como se a Madonna e o David Bowie tivessem tido uma filha.


No single Miley se inspirou numa sonoridade pop dos anos 80. Segundo a cantora a maior inspiração para a canção foi a Stevie Nicks do Fleetwood Mac, Nicks trabalhou com Miley na produção da faixa e inclusive autorizou o uso de samples da música Edge of Seventeen que foi lançada por ela no início dos anos 80.

Stevie Nicks - Edge of Seventeen (1981)

Miley e Stevie Nicks

 Midnight Sky na minha opinião é um pop muito melhor do que as músicas anteriores que não tinham personalidade e poderiam ter sido gravadas por qualquer cantora pop.

Midnight sky

Fui surpreendida  positivamente com música e tenho a ouvido com frequência no Spotify. A faixa me passa a impressão que Miley finalmente gravou um single que queria de verdade. Confira abaixo a apresentação ao vivo de Midnight Sky.



Outra coisa que me chamou a atenção foram as covers que Cyrus tem feito, é uma melhor que a outra, ela tem conseguido imprimir sua personalidade nas músicas e tem feito apresentações incríveis. 
Ela tem colocado nas covers a influência de rock que ela tem, fazendo com que as canções se tornem únicas. Recentemente ela arrasou na cover de Heart of Glass da banda Blondie que você pode assistir abaixo.

Blondie - Heart of glass (1978)




A Debbie Harry, vocalista da banda, gostou da cover que ficou incrível. Miley baixou o tom da música e a cantou utilizando técnicas de belting, não é nada "gritado" e sim pura técnica vocal mesmo.

sábado, 12 de setembro de 2020

Solidão? que nada!

 Solidão? que nada!  é uma frase de uma música do Cazuza onde ele fala sobre as dores dele sobre as partidas e chegadas das pessoas na vida dele.

 


Essa frase me veio à mente não no contexto do Cazuza, ela veio depois que lembrei  das viagens que fiz sozinha no passado. Algumas pessoas falaram incrédulas para mim: "mas tu foste sozinha?!" como se ir viajar ou até mesmo ir a eventos sem outra companhia fosse uma coisa ruim a ser evitada a qualquer custo.

 


O tom que ela foi dita me deu a impressão que a ir viajar sozinha demonstra que a pessoa é insuportável e que ninguém quis acompanhá-la. Gosto de fazer as minhas coisas mesmo sem a presença de outras pessoas me acompanhando.

 

Uma das viagens sozinha


 Tenho esse pensamento desde a época que eu era fã da banda Madame Saatan, eu ia para os shows sozinha pois não conhecia ninguém que gostasse da banda então eu ia mesmo assim, não ter companhia nunca foi nenhum empecilho para mim.

 

Madame Saatan

Além disso, tem o fato os meus amigos já serem pessoas comprometidas e que só iriam viajar se o cônjuge fosse junto, o que na maioria das vezes não dá pois cada um tem sua vida e nem sempre podem, tem interesse ou disposição de ir comigo em certos lugares e está tudo bem, não vou romper amizade com ninguém por causa disso.

 

Não me privei de ir viajar ou de ir em eventos por estar sozinha, se eu quero ir, vou mesmo estando sozinha ou acompanhada. Não acho que isso seja solidão e sim fazer o que quer independente de estar com alguém ou não.

 

Balneário Cachoeria do Apolônio


Solidão a meu ver seria ser alguém totalmente isolada, sem amigos sequer para conversar. O que não é o meu caso.  Vou continuar viajando e indo aos eventos independente de estar acompanhada ou não. Solidão? Que nada!.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Balanço Geral Pará é a mistura de informação e entretenimento

 Em Belém alguns programas de notícias policiais utilizam de momentos cômicos para atenuar o conteúdo violento que vai ao ar todos os dias e para entreter o telespectador, esse fenômeno é conhecido como infoentreternimento.  



Segundo o dicionário infopédia o infoentreternimento pode ser definido como: conteúdo midiático (sobretudo televisivo) concebido para apresentar informação (nomeadamente, notícias) de forma recreativa, à semelhança de um programa de entretenimento.

Um dos precursores do infoentreternimento em Belém na metade dos anos 90 foi o programa Metendo Bronca da RBA retransmissora da Band, nele  eram veiculadas diariamente as notícias de crimes, entre uma reportagem e outra havia o alívio cômico com os personagens Índio Cara de pau que aparecia no programa e cantava algumas músicas, Bobo e Capacidade que eram ajudantes de palco e sempre encenavam situações engraçadas para os telespectadores.

Anaice, Bobo e Capacidade.

Anos depois a TV Record Belém resolveu apostar na mistura de informação e brincadeiras com os antigos apresentadores Valdo Souza e Renê Marcelo do Balanço Geral Pará, eles apresentavam jogos do tipo “encontre o pica-pau diferente na tela e ganhe’’ entre outros jogos, por vezes tinham conversas jocosas com os repórteres com o objetivo de entreter.


Atualmente o Balanço Geral Pará assumiu de vez sua vocação de divertir e passar informação. O programa é apresentado por Marcus Pimenta.

Marcus Pimenta

Pimenta é histriônico, fala tão alto que às vezes é preciso abaixar o volume da televisão para não levar sustos, ele também sabe como prender o público na frente da TV com táticas que me lembra o que o João Kleber fazia nos programas dele.



A melhor parte do programa é quando o Pimenta se junta com as jornalistas Célia Pinho e Tâmara

Célia Pinho e Pimenta

Célia já tem 30 anos de televisão e é uma repórter bastante conhecida em Belém por reportagens engraçadas que ela faz nos bairros da capital, ela fala de forma coloquial e com gírias, o que a aproxima do público.


Ela é uma jornalista popular e faz qualquer tipo de reportagem, uma das que teve mais repercussão na cidade foi quando ela foi até um ponto de alagamento e se molhou por causa das marolas provocadas por caminhões que passavam por lá. Célia ficou indignada e falou bobagens que foram engraçadas e viralizaram na cidade.

Célia na reportagem que viralizou

Tâmara é repórter da redação do Balanço Geral Pará e recentemente se juntou a Célia Pinho para serem responsáveis pelos momentos de humor do programa, elas falam besteiras junto com o Pimenta e alegram o público entre uma reportagem de crimes ou de prestação de serviços.


Nessa semana Célia e Pimenta se reuniram para encenar a extinta banheira do Gugu, Pimenta como de praxe prendeu atenção do público e ficou por duas horas gerando a expectativa dos telespectadores em vê-los nessa situação insólita.

Quando finalmente entraram na piscina de plástico foi o maior sucesso de audiência, na internet o vídeo com esse momento já teve mais de 400 compartilhamentos na página oficial do programa.

O Balanço Geral Pará é um programa exemplo de infoentreternimento e isso sempre fez parte do programa desde a época dos antigos apresentadores Atualmente o Balanço Geral Pará abraçou de vez as brincadeiras misturadas com as notícias. 


Os jornalistas/personagens Marcus Pimenta, Célia Pinho e Tâmara fazem isso muito bem e não tem medo do ridículo para entreter o público.

 

 

 

 

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Magno é insubstituível e hoje seria o aniversário dele

 8 de setembro de 2020 e hoje seria o trigésimo quarto aniversário do Magno se ele ainda estivesse entre nós. Magno Gomes de Brito foi um homem singular por sua personalidade.


Ele era o cara que chamava a atenção por onde passava pois era carismático e não passava despercebido aonde chegasse. As pessoas conversavam com ele e se sentiam tão à vontade que ele já virava amigo delas.


Magno carismático e inteligente, sabia conversar sobre os mais variados assuntos, de filosofia existencialista de Jean Paul Sartre a bobagens da TV. Ele era muito humano, sabia ouvir as pessoas como ninguém, ele por vezes dava conselhos quando achava necessário.

Magno foi o meu melhor e maior amigo durante nove anos, nos conhecemos em 2007 e começamos uma amizade que durou até o fim da vida dele. Em 2007 eu era uma adolescente sem amigos e ele foi o meu grande amigo. A gente conversava por horas sobre vários assuntos, eu costumava visitá-lo com frequência e essas visitas eram divertidas e com bate papos que duravam horas. 

Nós costumávamos conversar sobre música, uma das artistas que mais gostávamos de falar era a Anitta, naquela época não perdíamos nenhum clipe dela nem que fosse só para falar mal. Recentemente ouvi acidentalmente a música Na Batida e quase chorei por conta das lembranças que ela me evocou.


Magno foi um cara incrível e a importância dele na minha vida é imensa, ele foi como um irmão mais velho para mim pois me ouvia e se preocupava comigo. Foram nove anos de amizade que eu nunca havia tido na minha vida.

Quando o Magno faleceu em outubro de 2016 ficou um vazio gigantesco na minha vida e eu demorei muito para me recompor, uma dessas tentativas de me ajudar foi criar esse blog Glorious Weirdo, ele surgiu de uma dor dilacerante. Criei o blog com o objetivo de me dar voz para eu falar das coisas que eu queria dizer, mas que ninguém estava interessado em ouvir e eu me sentia sufocada com tanta coisa para falar.

Primeiro post do meu blog que foi criado dois meses depois do falecimento do Magno.

Hoje seria o aniversário do Magno e essa data é dura demais porque estive presente no último aniversário dele, as lembranças batem forte e me fazem chorar, não sei se algum dia irei lembrar dele sem chorar. O que eu sei que ele foi um grande amigo que tive na minha vida.

domingo, 30 de agosto de 2020

Setembro me traz lembranças

 Desde 2017 o mês de setembro não tem sido muito bom para mim por causa das memórias que ele me traz. 8 de setembro era o dia do aniversário do Magno e também foi o último mês de vida dele antes do fatídico acidente doméstico ocorrido em outubro de 2016.



Em 8 de setembro de 2016  foi o último aniversário dele e  eu o presenteei  com o dvd Mad Max: Estrada da fúria e um cartãozinho com felicitações.


Hoje 30 de agosto já não estava me sentindo bem quando encontrei no Spotify a música “Na batida” da Anitta e coloquei para tocar, foi só eu ouvir e quase que eu choro, não pela letra que não tem nada demais e sim pelas lembranças que ela me despertou.


Eu e o Magno assistimos muito esse clipe na época que ele foi lançado e conversávamos animadamente sobre o pop nacional e a carreira da Anitta. Foram essas as memórias que a canção trouxe à tona novamente.

Ouvir essa canção  mexeu comigo tanto que em seguida coloquei uma playlist com as músicas da Pablo Vittar para ver se eu melhorava.

Não me sentir bem antes de setembro começar é recorrente, ano passado me senti do mesmo jeito, eu ainda irei conseguir dar um novo significado para esse mês.