Mostrando postagens com marcador vinil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vinil. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Documentário Admirável Mundo Novo Baiano conta a história dos Novos Baianos.

 Sesc digital apresenta até o dia 6 de fevereiro em seu site o documentário Filhos de João – Admirável Mundo Novo Baiano (2008) que por meio do grupo Novos Baianos mostra como era a música popular brasileira nos anos 1970 além de fazer uma retrospectiva do estilo de vida dos seus integrantes e da influência que João Gilberto teve na música deles.



Logo no começo do documentário traz o depoimento do cantor Tom Zé que  foi o responsável por ensinar o jovem Moraes Moreira a tocar violão e o apresentou a Galvão, posteriormente eles conheceram o Paulinho Boca de Cantor, Pepeu Gomes e Baby Consuelo.



Uma curiosidade é que o nome Baby Consuelo foi tirado de um filme chamado Caveira My Friend, Paulinho Boca de Cantor deu esse nome como sugestão de nome artístico para a Bernadete Dinorah, que ficou nacionalmente conhecida como Baby Consuelo.



Outra coisa legal do documentário é que ele mostra que o cantor João Gilberto foi fundamental para a mudança do som dos Novos Baianos, João foi conhecê-los pessoalmente e deu várias ideias para a banda, entre elas sugeriu que eles usassem pandeiro e cavaquinho nas músicas e segundo o Pepeu Gomes, naquela época esses instrumentos eram conservadores, os jovens não tocavam esses instrumentos.



Antes da influência de João os Novos Baianos tocavam rock, um rock com elementos do Brasil, mas que ainda era rock. Depois eles abraçaram o samba e o chorinho e os misturaram com suas antigas influências e lançaram em 1972 o maravilhoso disco Acabou Chorare.

Acabou Chorare é um disco muito bom, todas as músicas são boas e eu destaco ‘Besta é tu’, ‘Brasil Pandeiro’ e ‘Preta Pretinha’, é um disco alegre e solar que reflete a vida que os integrantes do grupo viviam.



Eu já tive a oportunidade de ouví-lo em vinil original da época, é um disco para se ouvir prestando atenção nas vozes e nos arranjos. Adoro esse disco, é um dos meus favoritos. Se você nunca ouviu o disco, ouça, ele está disponível em todos os serviços de streaming.


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Novos Baianos - Acabou Chorare: a alegria em forma de disco

Neste ano eu descobri o gosto por vinis, tenho ido com frequência a fonoteca do Centur para ouvir os discos. Já ouvi vários como Queen,Beatles, Cyndi Lauper, Madonna, Rita Lee  entre outros artistas.


Um dos discos que mais gostei foi um disco nacional, o Acabou Chorare dos Novos Baianos, eu já tinha ouvido falar desse álbum e até conhecia 3 músicas por meio de covers de outros artistas. Novos Baianos é uma banda que foi criada na Bahia em 1969. Ela é formada por Moraes Moreira (compositor, vocal e violão), BabyConsuelo (vocal), Pepeu Gomes (Guitarra), Paulinho Boca de Cantor (vocal), Dadi (baixo) e Luiz Galvão (vocal). 

O segundo disco do grupo, Acabou Chorare foi lançado em 1972 e usa guitarra, baixo e bateria junto com cavaquinho, chocalho, triângulo, pandeiro e agogô e faz uma mistura de rock, samba e ritmos nordestinos.O resultado é um som único.

Todas as músicas são maravilhosas mas as minhas preferidas são “Brasil Pandeiro, “Tinindo trincando” e “Besta é tu”. As duas músicas tem os vocais da Baby do Brasil (que na época era chamada de Baby Consuelo), os vocais dela harmonizam perfeitamente os vocais dos demais integrantes.



Esse é um disco muito bom, todas as canções são excelentes, os arranjos das músicas é de um primor incrível. É um disco muito alegre, alto astral e que transmite a atmosfera de alegria que os integrantes viviam na época do disco. Ao ouvir o disco tenho a nítida impressão que ele foi produzido e gravado da maneira mais espontânea possível pois o disco transmite uma leveza e um bom humor únicos.

Eu amei esse disco, tanto que penso comprar um toca discos para poder ouvi-lo o mais vezes
Se você não conhece esse disco dos Novos Baianos recomendo que ouça essa verdadeira obra prima da música brasileira.


sexta-feira, 15 de junho de 2018

Fleetwood Mac no disco Rumors: do caos à obra-prima

Fleetwood Mac é uma banda anglo-americana formada em 1967 e teve várias formações porém a mais bem sucedida contava com Lindsey Buckingham, Stevie Nicks, John McVie, Mick Fleetwood e Christine McVie.
Em 1977 eles lançaram o décimo álbum da banda chamado “Rumors”, ela passava por um momento bastante crítico por conta dos divórcios dos integrantes, o clima era de caos entre eles, esse momento de grandes conflitos emocionais acabou gerando um dos melhores álbuns da história do rock.

Já tinha ouvido falar desse disco antes mas só agora decidi ouví-lo e gostei muito, as músicas são maravilhosas, os arranjos e as letras são muito boas. 
Eu destaco as faixas “Go your own way’’, “Dreams” e “The Chain” que foram as que eu mais gostei, “Go your own way’’ é ótima de cantar e a melodia e as linhas de baixo do Jonh McVie  são incríveis, meu instrumento favorito é o baixo e eu adorei o som do instrumento nessa música.

 O Lindsey Buckingham compôs a letra que fala do divórcio dele com  a Stevie Nicks. Ela não gostou quando Buckingham trouxe a canção para as gravações do disco pois a letra era claramente sobre ela.

“Dreams” foi composta e cantada pela Stevie Nicks nele ela fala do fim do relacionamento com o Lindsay Buckingham de forma sutil, diferentemente de Buckingham que foi muito direto em “Go your own way”.

“The Chain’’ é creditada a todos os integrantes da banda,  Stevie Nicks e Lindsey Buckinham compartilham os vocais na música. 
Segundo o site Songfacts: “partes de diferentes  músicas  foram unidas para formar a faixa. A linha de baixo que chega a cerca de 3 minutos da música foi escrita independentemente por John McVie, que originalmente planejava usá-la em uma outra música".


Defino o disco “Rumors’’ como agridoce porque no decorrer das canções do disco é perceptível os momentos de doçura e amargura, assim como claridade alternando com momentos sombrios.

Todo o drama e conflitos emocionais vividos pelos integrantes do Fleetwood Mac gerou um disco excelente. O álbum “Rumors’’ completou em 2017, 40 anos de lançamento e deixou sua marca como um dos melhores disco de rock de todos os tempos.


Citação retirada do site Songfacts: http://www.songfacts.com/detail.php?id=3694

sábado, 7 de abril de 2018

Visite a fonoteca Satyro de Mello


Estive na Fonoteca Satyro de Mello pela primeira vez em janeiro desse ano, na ocasião ouvi o disco de vinil Live Magic do Queen, dessa vez resolvi ir lá novamente e ouvi o disco Abbey Road dos Beatles, nunca tinha ouvido esse disco antes e gostei muito das músicas Come Together, Maxwell´s Silver Hammer e Here Comes the Sun.

A Fonoteca faz parte da biblioteca pública Arthur Vianna, da Fundação Cultural do Pará (FCP), reúne um rico acervo musical que é aberto ao público e pode ser visitado gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h.

Lá tem uma coleção de discos dos Beatles enquanto do Queen tem alguns como o Live Magic , Live Killers e o Jazz . Além disso, há muitos outros discos de vinis disponíveis lá de artistas de diferentes estilos musicais.

No espaço qualquer pessoa pode escutar música. O acervo, que contém raridades, também está aberto a doações. Atualmente, mais de 25 mil vinis estão disponíveis ao público.

É só chegar lá, escolher o disco no catálogo impresso e depois fazer a solicitação ao funcionário do local pois somente os funcionários são autorizados a manusear o material para manter a coleção preservada e organizada. Entretanto, o funcionário deixa contigo a capa do disco onde você pode ver as informações e às vezes até os encartes contidos nele.

A fonoteca é um espaço que vale muito a pena visitar em Belém, lá você pode ter contato com um rico universo musical e ouvir discos clássicos. 

Se você nunca ouviu o som de um disco de vinil podes ter a oportunidade de ouvir lá, o som do vinil é incrível. Recomendo uma visita no espaço.


Endereço:
Av. Gentil Bittencourt, 650 - 3° Andar
Contato:
(91) 3202-4332 / cbpav@fcp.pa.gov.br
Horário de funcionamento:
8h30 às 18h de segunda a sexta


Com informações obtidas em: http://agenciapara.com.br/Noticia/160959/historia-da-musica-paraense-e-preservada-na-fonoteca-satyro-de-mello
www.fcp.pa.gov.br/espacos-culturais/sede/biblioteca-arthur-vianna/fonoteca-satyro-de-mello