quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Harry Styles segue uma nova direção com seu álbum de estreia

Talvez você se lembre da boyband britânica One Direction, o grupo fez muito sucesso com o público adolescente fazia um pop  comercial com canções como “what makes you beautiful” , “Nobody can drag me now” entre outras. E como qualquer boyband,o One Direction atingiu seu período de validade e  acabou terminando em 2015, os ex-integrantes saíram em carreira solo e lançaram seus trabalhos. Entre eles o que mais se destacava desde a época do One Direction era o Harry Styles.

Harry Styles era o integrante mais popular do grupo (e o mais bonito também) e quando ele anunciou que lançaria um disco solo criou-se uma grande expectativa a respeito de como seria esse álbum, será que seria igual ao seu antigo trabalho? Era o que se questionava, eis que em 12 de maio de 2017 lança seu primeiro disco solo, o título do cd é o nome do cantor mesmo, essa era uma forma de apresentar uma nova versão do cantor britânico. Na capa temos Harry de costas como se quisesse passar a mensagem de que a música é muito mais importante do que a beleza dele.

Styles surpreendeu muita gente que esperava uma continuação do trabalho de sua antiga boyband, porém ele fez um som totalmente diferente do que se esperava e mostra um grande amadurecimento em relação ao seu antigo trabalho, Harry Styles quer ser um cantor com uma carreira longeva na indústria musical e o disco mostra isso tanto nas letras quantos nos arranjos das canções, no álbum é possível notar influências de Beatles, David Bowie, Rolling Stones e do folk.

As músicas que mais gostei no disco foram Two Ghosts e Signo of Times
Two Ghosts: a música é acústica e a letra fala de forma delicada de um término de um relacionamento amoroso, há especulações de que Harry escreveu essa canção baseado no término do seu namoro com Taylor Swift.  

Sign of Times: essa foi a canção escolhida para ser o single de estreia da carreira solo dele e dá uma boa noção do que se pode esperar do álbum, nessa música pode se notar uma influência de David Bowie e das baladas do Queen, na primeira audição da música eu tive a impressão de já ter ouvido essa canção antes pois ela remete a uma sonoridade antiga, dos anos 70 mas isso não é nenhum demérito, muito pelo contrário, é uma grande qualidade dessa música e nos mostra as influências musicais do Harry que antes não podiam ser ouvidas no seu antigo trabalho.


Harry Styles mostra que seguiu uma nova direção nesse seu primeiro trabalho solo, as músicas são muito boas e eu recomendo que você ouça as canções do disco.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Rouge volta com tudo e lança Bailando, o novo single do grupo

O grupo Rouge voltou a ativa e no domingo 04/02/2018 se apresentou pela primeira vez em um programa da rede Globo, sim o Rouge nunca havia se apresentado em nenhum programa da emissora carioca pois a Globo não as convidava porque o grupo havia sido formado durante um programa do SBT e tinha contrato com a emissora do Silvio Santos.

Elas se apresentaram no Domingão do Faustão no quadro Ding Dong, o quadro é uma disputa musical onde duplas precisam acertar qual é a música ouvindo um trecho da canção sendo tocado com uma campainha, sim, a premissa do quadro é um tanto boba mas tem servido para divulgar antigas e novas músicas.

No programa elas se apresentaram cantando Ragatanga, uma versão acapella e ainda lançaram o novo single que se chama Bailando. Bailando é um pop com influências latinas que é o estilo que está em alta no momento e é uma ótima música, vale lembrar que o grupo já tinha gravado uma música com elementos de música latina, era o Brilha La Luna, que foi lançado em 2004 e tinha o público infantil como alvo.

Bailando por sua vez é uma música que pega as influências latinas e as transforma em um pop muito dançante e agora com foco no público adulto, o clipe da música já foi lançado e mostra um Rouge que continua cantando muito bem e impecável nas harmonias, a sintonia entre elas é tanta que a gente se esquece que elas ficaram muitos anos sem cantar juntas. O clipe é lindo, o cenário é minimalista justamente para dar todo destaque a elas, o figurino e a coreografia estão demais, a fotografia e iluminação do clipe é excelente.

Rouge se reiventou e continua fazendo um pop de alta qualidade, muito melhor que alguns cantores pop que estão atualmente no cenário pop brasileiro.

Assista abaixo o clipe: Rouge - Bailando

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A volta do grupo Rouge

Se você foi criança ou adolescente em 2002 provavelmente se lembra do grupo Rouge, a girlband foi formada durante o reality show musical Popstars que era exibido pela SBT. O grupo era formado por Karin, Luciana, Fantine, Aline e Patrícia, cada uma de um estado brasileiro diferente: Luciana – Minas Gerais, Karin – Rio de Janeiro, Fantine – Mato Grosso, Aline – São Paulo e Patrícia – Paraná. Apesar de serem tão diferentes elas funcionavam muito bem como um grupo, as harmonias das músicas delas são incríveis.

Elas fizeram grande sucesso com hits como Ragatanga, Não dá pra resistir, Beijo molhado, Brilha la luna e Um anjo veio me falar, elas eram presença garantida nos programas de TV e eram um grande sucesso de público e audiência. Na época cada fã tinha uma Rouge preferida, a minha sempre foi a Luciana.

Em 2004 Luciana decidiu deixar o grupo alegando divergências musicais, porém nos bastidores diziam que ela e Fantine não tinham um bom relacionamento e que se desentendiam com frequência. Após a saída dela o grupo nunca mais foi o mesmo pois era a voz da Luciana que conduzia a maioria das músicas além de ser a integrante mais popular e carismática do grupo.

Após anos de especulações o Rouge voltou em 2017 com a formação completa, sim, Luciana está de volta! No primeiro momento a volta era apenas para o show na festa Chá da Alice no Rio de Janeiro, porém o grande sucesso na venda de ingressos resultou em uma apresentação extra no Chá da Alice e a partir daí houve apelos para que houvesse shows em outras capitais do Brasil.

Os pedidos foram atendidos e elas sairão em turnê comemorativa dos 15 anos do grupo, a turnê passará pelas principais capitais brasileiras.

Eu gostava muito do Rouge, tinha cd, pôster, revista e fui ao show em 2003 quando elas vieram se apresentar em Belém, uma tia minha me levou para o show e eu lembro que o local estava lotado de crianças e adolescentes que cantavam as músicas em uníssono.
Em abril de 2018 elas irão se apresentar novamente na capital do Pará após 15 anos, eu estarei lá novamente para relembrar as canções do grupo e para ver a Luciana, a minha Rouge favorita.



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Lucas Estrela : Farol - guitarrada 2.0




Lucas Estrela é um músico e compositor paraense, em 2017 lançou Farol seu segundo álbum, nesse disco Estrela mistura guitarrada,tecnobrega, lambada, cumbia com synthpop dos anos 1980, ao aliar todas essas influências o resultado obtido é um disco pop que pode ser tocado em diferentes tipos de festas ou servir de trilha sonora para viagens pelo Pará.

As faixas que mais gosto são Reflexões, Lambada Star e Florestinha.
Reflexões: é uma mistura de guitarrada, tecnobrega e synthpop, à primeira vista pode ficar difícil imaginar como Estrela conseguiu juntar ritmos totalmente distintos nessa música mas ao ouvir a canção essa possível desconfiança é eliminada, é incrível como ele conseguiu fazer uma música dance pop com ritmos tão diferentes entre si. Essa é a minha música favorita do disco.

Lambada Star: como o próprio nome já nos adianta, a faixa é uma lambada, mas com influências de guitarrada e synthpop, essa é a música mais dançante do álbum tanto que dá até vontade de aprender a dançar de tão boa que essa música é. Estrela conseguiu fazer uma lambada com influências contemporâneas, o resultado é muito bom.

Florestinha: é uma mistura de cumbia com guitarrada e synthpop, o resultado foi uma música dançante e que me remeteu a cumbia de Nunca Pense Llorar da cantora peruana Rossy War.
Lucas Estrela é um grande destaque da guitarrada, no disco Farol ele conseguiu aliar as influências de música tradicional com a música contemporânea, o resultado é um excelente álbum pop.


Se você ainda não conhece o trabalho do Lucas Estrela essa é uma boa oportunidade de ouvir o incrível trabalho dele com a guitarrada e descobrir um os artistas mais legais do estado do Pará.
Lista de músicas do disco
01. Farol 0:00 
02. Onde é Que Eu Vou Parar 4:45 
03. Reflexões 8:00 
04. Jaguar 11:50 
05. Lambada Star 14:50 
06. A Sereia (part. Lucas Santtana) 18:25 
07. Búfalo 22:25 
08. Florestinha 25:20 
09. Na Corda 28:15 
10. Você é Tudo Pra Mim 32:56



sábado, 20 de janeiro de 2018

GW indica: Strobo

Strobo é um duo que foi formado em 2011 por  Léo Chermont (guitarra e synth) e Arthur Kunz (bateria eletrônica). Conheci o Strobo em 2012 em um show da Karina Buhr, eles eram uma das bandas de abertura e  naquela época o som já era legal porém me dava a sensação de que faltava alguma coisa, tinha a impressão de que se tivesse um vocalista junto com eles iria ficar muito melhor.


Os anos se passaram, eles lançaram três cds  “Strobo” de 2011 e “Delírio Cromático” de 2012) “Mamãe quero ser pop” de 2014, em 2018 assisti novamente a um show do Strobo e gostei muito do som atual, tocam rock com influências de pop, synthpop oitentista, guitarrada e até funk carioca. A influência do synthpop fica bem nítida em algumas músicas onde a sonoridade 8bits logo nos remete a jogos de videogame antigos. 

Gostei  muito pois eles aprimoraram o som e agora não falta nada, não precisa de vocalista pois o duo agora se basta.


Recomendo que você conheça o som do Strobo e caso tenha a oportunidade de assistir a um show vá porque o som deles é muito bom.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Andei meio desligado

Ele andou meio desligado, andou perdido em pensamentos e tinha uma visão turva da realidade onde só enxergava a sua dor e tristeza.
Se trancou no seu mundo paralelo, afogou-se na rotina que o robotizava, essa era uma forma de escapar do que ele sentia. Ele estava preso no seu próprio castelo mental, onde vivia num loooping de repetições de comportamento e palavras.

Deixou o piloto automático tomar conta da situação e não havia espaço para o inesperado.
Ele teve algumas paixões que não deram certo porque ele estava todo errado, estava submerso no mar das dores e tristezas antigas e por isso não conseguiu compartilhar com elas o cara incrível que ele é.  Decidiu agora fazer algo diferente consigo, cuidar dessas dores e tristezas com um auxílio que foi providencial pois sozinho não conseguiu.
Ele andou meio desligado por muito tempo e hoje sabe que precisa voltar a ter uma maior ligação consigo mesmo.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Liga da Justiça: um equívoco da DC

Quando o foi anunciado que iria ser feito um filme da Liga da Justiça havia uma grande expectativa sobre como seria essa adaptação para o cinema.
Eis que o filme foi lançado e ficou aquém das expectativas dos fãs, Liga da Justiça foi um erro cinematográfico da DC que havia obtido um grande sucesso com o filme da Mulher Maravilha meses antes.

O filme da Liga da Justiça é equívoco, a começar por Ben Affleck no papel de Batman, o ator não consegue convencer na pele de Bruce Wayne, o Batman de Affleck é fraco e faz várias piadinhas sem graça durante todo o filme, Affleck não foi uma boa escolha para o papel.

No filme Batman decide organizar os heróis na Liga e tenta liderá-los mas não aptidão para liderança e se dá conta que ele e os demais heróis não são capazes de derrotar o Lobo da Estepe, por isso decide ressuscitar o Superman pois segundo Bruce Wayne “ ele é mais humano do que eu” e por isso saberia como lidar com a equipe e com a situação que estavam enfrentando.

O Aquaman no filme é um personagem que não acrescenta muito no filme, tanto faz  estar em cena ou não, ele teve poucas falas durante o filme e ficou parecendo que a função do Aquaman era ficar fazendo cara de mau e sem camisa.

Mulher Maravilha é a que está mais razoável no filme, as suas cenas são as melhores mas ela não ganhou muito espaço no longa, afinal havia muitos personagens para serem apresentados.




O vilão Lobo da Estepe no filme é um vilão que foi mal desenvolvido durante a narrativa do filme, parece que escreveram o personagem de qualquer jeito. O objetivo dele era obter as três caixas maternas, artefatos poderosos que quando reunidos podem promover a destruição do mundo. As caixas estavam guardadas em três locais diferentes: Ilha das Amazonas, Atlantis e a última foi escondida pelos homens.
A história do filme é bem fraca e parece que foi escrita às pressas e por isso tem um enredo decepcionante, faltou elaborar mais a história ou pode ter sido escolha do diretor deixar o filme desse jeito.

DC se equivocou com a Liga da Justiça, tentou apresentar todos os heróis de uma vez em um curto espaço de tempo ao invés de fazer um filme solo de cada herói e depois fazer o filme da Liga. Além disso, a  DC quis copiar o humor que a Marvel costuma colocar nos seus filmes mas não funcionou de jeito nenhum.

Os super-heróis foram mal aproveitados no filme. O filme tinha Mulher Maravilha, Batman, Flash, Cyborg e Aquaman mas quem resolve o problema com o vilão é o Superman que foi ressuscitado pelos integrantes da Liga, se o Superman não estivesse ali os demais não seriam capazes de derrotar o Lobo da estepe.
DC se equivocou ao fazer o filme da Liga da Justiça, ele ficou aquém do que se esperava, talvez a empresa pudesse aprender com a Marvel como fazer um filme de super-herói.