quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Lucas Estrela : Farol - guitarrada 2.0




Lucas Estrela é um músico e compositor paraense, em 2017 lançou Farol seu segundo álbum, nesse disco Estrela mistura guitarrada,tecnobrega, lambada, cumbia com synthpop dos anos 1980, ao aliar todas essas influências o resultado obtido é um disco pop que pode ser tocado em diferentes tipos de festas ou servir de trilha sonora para viagens pelo Pará.

As faixas que mais gosto são Reflexões, Lambada Star e Florestinha.
Reflexões: é uma mistura de guitarrada, tecnobrega e synthpop, à primeira vista pode ficar difícil imaginar como Estrela conseguiu juntar ritmos totalmente distintos nessa música mas ao ouvir a canção essa possível desconfiança é eliminada, é incrível como ele conseguiu fazer uma música dance pop com ritmos tão diferentes entre si. Essa é a minha música favorita do disco.

Lambada Star: como o próprio nome já nos adianta, a faixa é uma lambada, mas com influências de guitarrada e synthpop, essa é a música mais dançante do álbum tanto que dá até vontade de aprender a dançar de tão boa que essa música é. Estrela conseguiu fazer uma lambada com influências contemporâneas, o resultado é muito bom.

Florestinha: é uma mistura de cumbia com guitarrada e synthpop, o resultado foi uma música dançante e que me remeteu a cumbia de Nunca Pense Llorar da cantora peruana Rossy War.
Lucas Estrela é um grande destaque da guitarrada, no disco Farol ele conseguiu aliar as influências de música tradicional com a música contemporânea, o resultado é um excelente álbum pop.


Se você ainda não conhece o trabalho do Lucas Estrela essa é uma boa oportunidade de ouvir o incrível trabalho dele com a guitarrada e descobrir um os artistas mais legais do estado do Pará.
Lista de músicas do disco
01. Farol 0:00 
02. Onde é Que Eu Vou Parar 4:45 
03. Reflexões 8:00 
04. Jaguar 11:50 
05. Lambada Star 14:50 
06. A Sereia (part. Lucas Santtana) 18:25 
07. Búfalo 22:25 
08. Florestinha 25:20 
09. Na Corda 28:15 
10. Você é Tudo Pra Mim 32:56



sábado, 20 de janeiro de 2018

GW indica: Strobo

Strobo é um duo que foi formado em 2011 por  Léo Chermont (guitarra e synth) e Arthur Kunz (bateria eletrônica). Conheci o Strobo em 2012 em um show da Karina Buhr, eles eram uma das bandas de abertura e  naquela época o som já era legal porém me dava a sensação de que faltava alguma coisa, tinha a impressão de que se tivesse um vocalista junto com eles iria ficar muito melhor.


Os anos se passaram, eles lançaram três cds  “Strobo” de 2011 e “Delírio Cromático” de 2012) “Mamãe quero ser pop” de 2014, em 2018 assisti novamente a um show do Strobo e gostei muito do som atual, tocam rock com influências de pop, synthpop oitentista, guitarrada e até funk carioca. A influência do synthpop fica bem nítida em algumas músicas onde a sonoridade 8bits logo nos remete a jogos de videogame antigos. 

Gostei  muito pois eles aprimoraram o som e agora não falta nada, não precisa de vocalista pois o duo agora se basta.


Recomendo que você conheça o som do Strobo e caso tenha a oportunidade de assistir a um show vá porque o som deles é muito bom.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Andei meio desligado

Ele andou meio desligado, andou perdido em pensamentos e tinha uma visão turva da realidade onde só enxergava a sua dor e tristeza.
Se trancou no seu mundo paralelo, afogou-se na rotina que o robotizava, essa era uma forma de escapar do que ele sentia. Ele estava preso no seu próprio castelo mental, onde vivia num loooping de repetições de comportamento e palavras.

Deixou o piloto automático tomar conta da situação e não havia espaço para o inesperado.
Ele teve algumas paixões que não deram certo porque ele estava todo errado, estava submerso no mar das dores e tristezas antigas e por isso não conseguiu compartilhar com elas o cara incrível que ele é.  Decidiu agora fazer algo diferente consigo, cuidar dessas dores e tristezas com um auxílio que foi providencial pois sozinho não conseguiu.
Ele andou meio desligado por muito tempo e hoje sabe que precisa voltar a ter uma maior ligação consigo mesmo.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Liga da Justiça: um equívoco da DC

Quando o foi anunciado que iria ser feito um filme da Liga da Justiça havia uma grande expectativa sobre como seria essa adaptação para o cinema.
Eis que o filme foi lançado e ficou aquém das expectativas dos fãs, Liga da Justiça foi um erro cinematográfico da DC que havia obtido um grande sucesso com o filme da Mulher Maravilha meses antes.

O filme da Liga da Justiça é equívoco, a começar por Ben Affleck no papel de Batman, o ator não consegue convencer na pele de Bruce Wayne, o Batman de Affleck é fraco e faz várias piadinhas sem graça durante todo o filme, Affleck não foi uma boa escolha para o papel.

No filme Batman decide organizar os heróis na Liga e tenta liderá-los mas não aptidão para liderança e se dá conta que ele e os demais heróis não são capazes de derrotar o Lobo da Estepe, por isso decide ressuscitar o Superman pois segundo Bruce Wayne “ ele é mais humano do que eu” e por isso saberia como lidar com a equipe e com a situação que estavam enfrentando.

O Aquaman no filme é um personagem que não acrescenta muito no filme, tanto faz  estar em cena ou não, ele teve poucas falas durante o filme e ficou parecendo que a função do Aquaman era ficar fazendo cara de mau e sem camisa.

Mulher Maravilha é a que está mais razoável no filme, as suas cenas são as melhores mas ela não ganhou muito espaço no longa, afinal havia muitos personagens para serem apresentados.




O vilão Lobo da Estepe no filme é um vilão que foi mal desenvolvido durante a narrativa do filme, parece que escreveram o personagem de qualquer jeito. O objetivo dele era obter as três caixas maternas, artefatos poderosos que quando reunidos podem promover a destruição do mundo. As caixas estavam guardadas em três locais diferentes: Ilha das Amazonas, Atlantis e a última foi escondida pelos homens.
A história do filme é bem fraca e parece que foi escrita às pressas e por isso tem um enredo decepcionante, faltou elaborar mais a história ou pode ter sido escolha do diretor deixar o filme desse jeito.

DC se equivocou com a Liga da Justiça, tentou apresentar todos os heróis de uma vez em um curto espaço de tempo ao invés de fazer um filme solo de cada herói e depois fazer o filme da Liga. Além disso, a  DC quis copiar o humor que a Marvel costuma colocar nos seus filmes mas não funcionou de jeito nenhum.

Os super-heróis foram mal aproveitados no filme. O filme tinha Mulher Maravilha, Batman, Flash, Cyborg e Aquaman mas quem resolve o problema com o vilão é o Superman que foi ressuscitado pelos integrantes da Liga, se o Superman não estivesse ali os demais não seriam capazes de derrotar o Lobo da estepe.
DC se equivocou ao fazer o filme da Liga da Justiça, ele ficou aquém do que se esperava, talvez a empresa pudesse aprender com a Marvel como fazer um filme de super-herói.


terça-feira, 24 de outubro de 2017

1 ano sem o Magno

Ontem fez um ano que o Magno se foi, nós fomos amigos por 9 anos e durante todo esse tempo ele foi um grande amigo, foi como um irmão mais velho para mim. As nossas conversas duravam horas e conversávamos sobre todos os assuntos possíveis, cada vez que a gente se encontrava era muito alegre, eu contava as minhas histórias e ele contava as dele, ríamos muito, era muito divertido. Além disso ele me dava conselhos, alertava sobre perigos e tinha uma grande capacidade de analisar situações e tempos depois elas aconteciam do jeito que ele havia falado.


Música era um dos nossos assuntos favoritos, adorávamos não gostar da Anitta, sempre comentávamos sobre ela e suas músicas, embora não gostássemos, não perdíamos nenhum clipe dela
Magno surgiu em minha vida no momento que eu mais precisava, ele foi um grande amigo que me ajudou a ser mais sociável e a me expressar mais, a importância e contribuição dele na minha vida é imensa, muita coisa que entendi e superei eu aprendi com ele.
Ele era um cara carismático e engraçado, não passava despercebido em nenhum lugar que fosse, encantava a todos com o seu grande conhecimento sobre uma grande variedade de assuntos e persuasão. 
Foram muitos anos de amizade e convivência, anos que passei por várias fases e ele acompanhou todas de perto.
Criei esse blog como uma maneira de lidar com o luto, decidi transformar o luto em algo bom e por isso comecei a escrever aqui sobre assuntos que a gente costumava a conversar. Sei que ele gostaria que eu ficasse bem pois era isso que ele sempre queria para mim.

Faz ano que ele se foi e eu guardo comigo as lembranças dos inúmeros momentos bons que vivemos.

domingo, 17 de setembro de 2017

Análise da canção: Rose-Colored Boy - Paramore

Rose Colored Boy é uma música do disco After Laughter da banda Paramore que foi lançado em 2017, o disco marca uma mudança na sonoridade da banda (leia mais sobre aqui neste blog no post Paramore ressurge e tenta reiventar sua música).

 A faixa tem muita influência da sonoridade da música pop dos anos 80 e o sintetizador remete a essa década, a melodia da música é bem alegre o que é um contraste com a letra da canção.

O título da canção Rose-colored boy tem dois significados, pode ser um cara que tenha a pele em um tom de cor de rosa mas no caso da letra se refere ao amigo do eu-lírico que é sempre otimista e vê “tudo cor de rosa” ou seja é alguém que sempre percebe o lado bom de tudo que acontece.

Low-key, no pressure
Just hang with me and my weather
Low-key, no pressure
Just hang with me and my weather

Logo no começo da canção temos o eu lírico mostrando que embora a melodia da música seja alegre a letra não é tão alegre assim. Low-key significa manter as coisas em segredo então o eu lírico já afirma logo no início da música que é alguém que mantém os próprios sentimentos em segredo e não os compartilha com muitas pessoas. Já o just hang with me and my weather é algo como venha sair ir comigo e o meu humor.

Rose-colored boy
I hear you making all that noise
About the world you want to see
And oh, I'm so annoyed
'Cause I just killed off
What was left of the optimist in me.
Nessa estrofe temos o eu-lírico reclamando do rose colored boy porque ele fala bastante sobre a sua visão positiva do mundo enquanto que o eu-lírico reclama porque não consegue ter essa mesma visão por ter “matado o que restava de otimismo em mim”.

Hearts are breaking, wars are raging on
And I have taken my glasses off
You got me nervous
I'm right at the end of my rope
A half empty girl
Don't make me laugh, I'll choke
Aqui o eu-lírico fala sobre acontecimentos que considera sérios como corações partidos e guerras acontecendo, ela está tão pessimista que fala que está acabando as esperanças e que é para ele não tentar fazê-la rir.

Just let me cry a little bit longer
I ain't gon' smile if I don't want to
Hey man, we all can't be like you
I wish we were all rose-colored too
My rose-colored boy
Low-key, no pressure
Just hang with me and my weather

Eu-lírico demonstra irritação e diz que quer chorar mais um pouco e que não irá sorrir se ela não quiser, ela reclama com ele pois  que nem todos são iguais a ele ou seja não possuem a “visão cor de rosa” sobre as coisas mas depois se contradiz ao desejar que todos fossem como ele, ou seja alguém que é sempre otimista.

I want you to stop insisting
That I'm not a lost cause
'Cause I've been through a lot
Really all I've got is just to stay pissed off
If it's all right by you
Aqui temos o eu lírico de novo irritada como o rose-colored boy por ele insistir em dizer que ela não é um caso perdido, que tudo tem jeito e ela afirma que já passou por muita coisa ruim e que tudo o que ela quer é ficar p**** da vida se isso tiver ok para ele.

Leave me here a little bit longer
I think I wanna stay in the car
I don't want anybody seeing me cry now
You say: we gotta look on the bright side
I say: well maybe if you wanna go blind
You say my eyes are getting too dark now
But boy, you ain't ever seen my mind

O eu-lírico pede para ser deixada sozinha, que quer ficar no carro para que ninguém a veja chorando enquanto o rose-colored boy tenta encorajá-la dizendo para ela ver o lado positivo da situação, ela retruca e diz só se “você quiser ficar cego” ou seja para ela não há nada de positivo para ser visto. Ele fala que os olhos dela estão perdendo o brilho e ela retruca novamente ao afirmar “é porque você nem viu a minha mente”.
Não coloquei a letra inteira aqui porque muitas estrofes se repetem no decorrer da música.

Rose colored boy na minha interpretação fala sobre a amizade entre duas pessoas, enquanto uma está passando por momentos difícieis e só consegue enxergar as coisas em “preto e branco” o Rose colored boy já é diferente, ele é sempre otimista e procura ver o lado positivo e tudo, ele vê tudo “cor de rosa” o que por vezes chega até a irritar o eu-lírico, mas que depois se rende a personalidade solar e alegre do Rose-colored boy e deseja que todas as pessoas fossem como ele.

Acredito que muitas pessoas podem se identificar com a letra da música pois já passaram por momentos ruins e que apesar disso é sempre bom ter um amigo Rose colored boy na vida para mostrar o lado positivo das coisas.


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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Análise da canção: Viagem Perdida - Plutão Já Foi Planeta

Plutão já foi planeta é uma banda de pop-rock que foi formada em 2013 na cidade de Natal-RN e é composta por Natália Noronha, Gustavo Arruda; Sapulha Campos Vitória De Santi  e Renato Lelis.


Os potiguares ganharam notoriedade nacional após participarem do programa musical Superstar da Rede Globo, a banda terminou o programa em segundo lugar. Em 2017 eles lançaram pelo selo Slap seu primeiro álbum intitulado “A Ultima Palavra Fecha a Porta”.

Durante o programa a banda chamou a atenção do público e dos jurados por tocarem seu repertório autoral que é composto de boas canções diferentemente das demais bandas da disputa que apostaram muito em covers.


As músicas da Plutão são muito radiofônicas e podem virar hits caso haja um bom investimento na divulgação da banda. As letras das canções são muito bonitas e cheia de sutilezas, o que permite que cada ouvinte faça a sua própria interpretação da letra. 

A música que será analisada aqui é a Viagem Perdida, música do EP da banda intitulado “Daqui pra lá”  que foi lançado de forma independente em 2014.

Plutão Já Foi Planeta- Viagem Perdida

Você confia à fumaça
A ida da memória má
Você confia ao copo
O esquecimento do que sempre será tormento

Você confia à leitura
A distração
mas as palavras são apenas para os olhos
a atenção

Você quer ir embora de você
como se você não lhe fosse
todos os destinos possíveis

a ida é sempre volta
a volta, sempre ida
é melhor que fique
é viagem perdida

aqui, na gente
ficar em casa é viajar
aqui e sempre
é lar, é lá

você quer ir embora de você
como se você não lhe fosse
todos os destinos possíveis

você não sabe o que é se perder
e não encontra uma saída
para um destino possível

“Você confia à fumaça a ida da memória má. Você confia ao copo o  esquecimento do que sempre será tormento”
O eu-lírico da canção parece ser alguém dá conselhos a um amigo que procura distrações para não encarar as dores que sente tanto que recorre a bebida e a drogas ilícitas como um meio de escapar dos tormentos que vive.


“Você confia à leitura a distração mas as palavras são apenas para os olhos a atenção”
Os artifícios anteriores usados pelo eu-lírico não funcionaram então ele apelou até para a leitura mas também não funcionou pois apenas distraiu seus olhos e não conseguiu fazer com que ele distraísse a sua mente dos problemas.

 “Você quer ir embora de você  como se você não lhe fosse todos os destinos possíveis”.
   “A ida é sempre volta, a volta  sempre ida . É melhor que fique, é viagem perdida”.

Aqui o eu-lírico desencoraja o amigo a cometer suicídio pois segundo ele o amigo é o dono do seu próprio destino, já na segunda frase o eu-lírico desencoraja o amigo o uso de bebidas e drogas ilícitas pois segundo ele isso seria uma viagem perdida pois o amigo iria voltar para a realidade de sofrimento depois que os efeitos das drogas passassem.


“Aqui, na gente ficar em casa é viajar . Aqui e sempre é lar, é lá “.
O eu-lírico tenta convencer o amigo de que permanecer sóbrio é prestar atenção no seu próprio mundo interno é uma grande viagem e é o seu próprio lar e a distração que ele tanto procura para se aliviar do sofrimento.

“Você quer ir embora de você  como se você não lhe fosse todos os destinos possíveis”
O eu-lírico desencoraja o amigo a cometer suicídio pois segundo ele o amigo é o dono do seu próprio destino.

“Você não sabe o que é se perder e não encontra uma saída para um destino possível”.
O eu-lírico agora é mais duro com o amigo e fala que ele ainda não sabe como é estar perdido e em meio a um grande tormento e que por isso não encontra uma saída para os seus problemas. Enquanto que o eu-lírico passou por um sofrimento no passado e por isso usa da sua experiência de vida para aconselhar o amigo.


Na minha visão Viagem Perdida é uma música que trata com sutileza  de temas como sofrimento e tentativas de fuga de si mesmo. Muitas pessoas que já passaram por momentos ruins podem se identificar com a letra da canção. Plutão já foi planeta é uma boa banda de pop-rock e que merece ter sucesso nacional.