segunda-feira, 10 de maio de 2021

Distopia 1984 de Orwell mostra como pode ser o futuro próximo

A distopia 1984 foi escrita por George Orwell em 1948 e se tornou um grande sucesso. Em 2020 o livro voltou a ser um dos mais vendidos na categoria ficção.


Já tinha assistido ao filme 1984 e estudado um pouco sobre distopias porém ainda não  havia lido, até que neste ano decidi comprá-lo.

1984 o filme

O livro descreve um regime autoritário que controla a vida dos cidadãos e os espiona até mesmo dentro de suas próprias casas por meio das famigeradas teletelas.

Teletela dentro da casa de Winston, não há privacidade

As pessoas não têm como fazer escolhas e nem privacidade nas suas próprias casas, tudo é controlado pelo partido tirano que tem como figura maior o Grande Irmão (em inglês Big Brother, sim o nome do famoso reality show veio daí). Ele é implacável e quando alguém vai de encontro às suas ordens a pessoa é sumariamente apagada sem deixar quaisquer vestígios de que um dia essa ela existiu.

O grande irmão


Os nomes dos ministérios do regime ditatorial contradizem com as funções deles, por exemplo o Ministério do Amor promove torturas e o Ministério da Fartura promove a fome, O partido também promove slogans absurdos como "guerra é paz'', ''liberdade é escravidão'', ''ignorância é força''. Tudo isso promove uma dissonância cognitiva e confunde os cidadãos. 

Orwell escreveu que "quem controla o passado, controla o presente" e explica como isso acontece, de tempos em tempos notícias antigas e dados antigos são modificados para atender a ordem do partido que quer passar para a população que o regime autoritário está sendo muito bom e que não há porque se revoltar, além disso a ocultação de dados faz com que os cidadãos fiquem sem ter parâmetros para comparar o passado com o presente e desse modo não há como se revoltar ou exigir melhorias nas condições de vida.

Winston é um dos funcionários encarregados de alterar os dados do passado e fabricar outros do agrado do regime autoritário.

No livro também mostra que uma das formas mais eficientes de controlar a população é restrição lexical, vocábulos são extirpados do dicionário para impedir que a população consiga se expressar e questionar o partido. As palavras são suprimidas e substituídas por outras sem o mesmo significado, é a chamada Novafala.


O regime autoritário controla até mesmo a vida íntima dos cidadãos ao promover a castidade como política de estado, quem for pego ao descumprir a ordem pode sofrer sérias consequências. 


Além disso, os cidadãos são instigados a sentir e vociferar ódio contra os traidores do governo deste modo a libido é canalizada para algo útil ao partido, tanto que há um evento público chamado 2 minutos de ódio onde todos os cidadãos são obrigados a participar e esbravejar discurso de ódio contra os traidores do sistema.

Trecho do livro

1984 é uma distopia escrita após a segunda guerra mundial e pude identificar semelhanças entre o que é descrito lá e a atual realidade do Brasil.

Recomendo que você leia ao livro e tire as suas próprias conclusões

sábado, 24 de abril de 2021

Filme Mortal Kombat (2021): entretenimento e lutas sangrentas

 Se você foi criança ou adolescente nos anos 90 com certeza conhece o jogo Mortal Kombat, ele fez muito sucesso e existe até hoje. Em 1995 a história do jogo ganhou uma adaptação para o cinema que fez um enorme sucesso, a música tema Techno Syndrome marcou o filme e é lembrada até hoje.

 

Mortal Kombat (2021)

Neste ano de 2021 foi lançado o novo filme do Mortal Kombat, 26 anos depois do primeiro longa metragem. Ele já estreou em alguns países e no Brasil estreará no cinema dia 20 de maio porém já está disponível na internet.

 


 O filme é intitulado Mortal Kombat a vingança de Scorpion, a sinopse é: o lutador Cole Young não porque está sendo perseguido por Sub-Zero do clã de assassinos Lin-Kuei. Young  se une a  grupo de lutadores que foram escolhidos para defender a Terra  em uma batalha sangrenta contra as forças do Outworld.

 


O filme traz alguns dos personagens clássicos como Liu Kang, Raiden, Shang Tsung,Kung Lao, Jax, Sonya Blade, Sub Zero entre outros.

Kung Lao, Liu Kang, Scorpion e Sonya Blade

Nos EUA o filme foi recebeu a classificação Rated R que aqui no Brasil seria o equivalente a  classificação para maiores de 18 anos,isso se deve ao fato do filme ser violento e com cenas gore. Essas cenas são esperadas pois quem já jogou qualquer Mortal Kombat não esperava outra coisa do filme.

 

Rated R

 O diretor afirmou que teve que cortar algumas cenas por elas serem violentas demais até para o padrão Mortal Kombat. Gostei do filme, o enredo é bem amarrado e não tem cenas desnecessárias e atende as expectativas dos fãs do jogo.

Jax e Sub Zero

O que eu senti falta foi de mais cenas de fatality e brutality, acho que ficou faltando isso para o filme.

 

Jogo Mortal Kombat

A música Techno Syndrome toca no filme só que agora numa versão 2021 mas ainda assim prefiro o Techno Syndrome original.

O longa-metragem é dirigido por Simon McQuoid e produzido por James Wan (franquia Invocação do Mal, Aquaman), Todd Garner (Into the Storm), E. Bennett Walsh (Homens de Preto: Internacional).

Mortal Kombat 2021 entrega o que é esperado pelos fãs: entretenimento e lutas sangrentas.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Como reverti a esteatose hepática

 Em janeiro de 2020 decidi começar a fazer exercícios físicos na academia porém antes disso tive uma consulta com a cardiologista, ela me prescreveu o exame hemograma completo entre outros. No resultado do exame fiquei sabendo que eu estava com 247 de colesterol, muito acima do que é considerado normal. 


Depois disso a médica suspeitou que eu estivesse com esteatose hepática que é popularmente conhecida como gordura no fígado, em seguida fiz o exame de ultrassom que confirmou a suspeita dela, eu realmente estava com esteatose hepática no grau II.



Em março procurei outra médica, desta vez a nutróloga para começar o tratamento mas a pandemia chegou e com ela muita coisa mudou, alguns consultórios médicos fecharam. Só fui conseguir me consultar novamente em junho de 2020.

Fiz mais exames dentre eles o de bioimpedância, recebi a receita para comprar 5 remédios de manipulação e depois fui encaminhada para a nutricionista, ela elaborou um plano alimentar específico para mim.


Quando eu recebi o plano fiquei em choque porque a maioria das coisas que eu comia bastante agora eu precisava evitar como: laticínios, alimentos ultraprocessados, alimentos ricos em açúcar refinado. 

Exemplos de alimentos ultraprocessados.

Eu cheguei a pensar: "o que eu vou comer agora?" pois eu costumava comer pães com requeijão com frequência, beber refrigerante todos os dias, comer biscoito recheado em excesso e para completar ainda comia lanches fast food 3 vezes por semana. 



Não era a toa que eu estava com 10kg acima do peso, com o colesterol altíssimo e com gordura no fígado. O excesso de uma alimentação desregulada foi  que me ocasionou a esteatose hepática.



A médica disse que eu teria que emagrecer 10kg, eu achei um grande desafio pois naquele momento me pareceu quase que impossível mesmo assim decidi encarar o tratamento, eu sabia que eu iria levar de 6 meses a 1 ano para conseguir me livrar desse problema.



Comecei a mudar a alimentação, segui as orientações da nutricionista, tomei os remédios receitados pela nutróloga e ainda comecei a fazer exercícios 3 vezes por semana e depois de três meses aumentei para 5 vezes por semana os exercícios físicos. 


Por muitas vezes pensei em desistir dos exercícios pois estavam difíceis para mim e tinha vezes que eu não estava disposta a fazer os exercícios mas fiz mesmo assim. Acho que a minha disciplina me ajudou muito porque eu fazia as coisas que eu devia fazer mesmo sem vontade, o que me motivava era que eu tinha que fazer isso para conseguir resolver o meu problema.



Eis que agora depois de 8 meses de tratamento consegui a remissão da esteatose hepática, estou livre dela e não preciso mais tomar remédios. Vou permanecer com os exercícios físicos e a alimentação saudável.



quarta-feira, 31 de março de 2021

Tapestry, o segundo e sensacional álbum da Carole King completa 50 anos

 Costumo assistir vídeos no YouTube com frequência, um dos meus canais favoritos é o do Régis Tadeu, lá ele indica discos e conta histórias da carreira de bandas e cantores. Foi por meio de indicação dele  que comecei a ouvir o disco Rumours do Fleetwood Mac, esse disco se tornou um dos meus favoritos.  

 


Há um mês atrás o crítico musical  Régis Tadeu indicou o disco Tapestry da cantora americana Carole King, eu já tinha ouvido falar dessa cantora mas nunca havia me interessado em ouvir músicas dela até o momento da indicação.

 


 Gosto muito de bandas e cantores da década de 70 e são as músicas que mais ouço, entre as bandas desse período que eu mais escuto estão Fleetwood Mac, Queen, Novos Baianos e Rita Lee & Tutti Frutti.

 


O disco Tapestry da Carole King foi lançado em 1971 e é o segundo disco da sua carreira. 

Carole King em 1971

Eu não tinha expectativa nenhuma com esse disco mas assim que ouvi a primeira música que é "I feel the earth move" que gostei bastante, em seguida  veio a belíssima balada "So far away" onde King fala de amor com uma sensibilidade enorme.

 


 A terceira música do disco é "It's too late", eu já tinha ouvido essa música em algum momento da vida, talvez em alguma novela da rede Globo, não lembro. Até então, eu não sabia que essa música é da Carole King, "It's too late" é a música que mais gosto do disco porque ela é de uma grande delicadeza, nela King trata de um fim de relacionamento sem ser piegas ou dramática.

Carole King ganhou 4 grammys pelo disco Tapestry

Há cinco anos o jornalista  Michael Gallucci finalizou sua resenha sobre o Tapestry no ultimateclassicrock.com:   “Não é apenas um dos maiores álbuns de cantoras-compositoras de todos os tempos, é um dos maiores álbuns de todos os tempos – um marco de uma era que celebra sua atemporalidade. Grandes canções nunca saem de moda”.

Carole King atualmente aos 78 anos de idade.

Carole King produziu  um álbum atemporal e suas canções são  sensíveis, vigorosas e delicadas. 

sábado, 20 de março de 2021

Free Woman é a música mais injustiçada do álbum Chromatica da Lady Gaga

 Lady Gaga lançou no ano passado Chromatica seu sexto álbum, dele três músicas foram escolhidas como singles Stupid Love, Rain on me e 911.



Porém tem uma música nesse disco que merecia ter sido lançada como single, é Free Woman que fala sobre superação e autoaceitação.



A cantora declarou em uma entrevista a Zane Lowe na Apple Music que  Free Woman é dedicada a comunidade trans: “Quando eu canto ‘Free Woman’, canto para a comunidade trans”, disse a popstar. 

Lady Gaga na Apple Music

Na minha opinião Free Woman  é uma das melhores músicas do Chromatica junto com Rain on Me.  Free Woman me lembra muito o pop do início dos anos 90 da Madonna, a música Finally da Cece Peniston, além do eurodance que estava em alta na época.

Madonna

Cece Peniston no clipe de Finally

Não lembro com riqueza de detalhes de todos os hits da época porque eu era criança mas tenho uma memória do tipo de música que tocava no rádio e nos lugares que eu frequentava.




Assim que ouvi Free Woman pela primeira vez me senti de volta a infância. A música traz uma nostalgia e com toques de modernidade, o som remete a sonoridade dos anos 90 porém não é datado. Se não fosse a pandemia de corona vírus essa música seria hit em baladas.

Outra coisa que  gostei na canção foram os vocais da Lady Gaga, ela canta a música com bastante emoção e dá pra perceber isso mesmo com as batidas dançantes.

Trecho de Free Woman

Infelizmente Lady Gaga desistiu de trabalhar na divulgação do Chromatica o que é uma pena porque Free Woman é uma música injustiçada pois é muito boa, tem letra e arranjos acima da média das músicas pop atuais e merecia ter sido lançada como single e ter clipe.

Ouça abaixo a música Free Woman.




domingo, 7 de março de 2021

Batwoman estreia segunda temporada e tenta se reinventar sem Ruby Rose

 A série Batwoman está na sua segunda temporada, mas dessa vez sem a protagonista Kate Kane que era interpretada pela atriz australiana Ruby Rose.


Ruby deixou a produção pois alegou estar cansada do ritmo de gravações e também por ter se machucado gravemente em uma das filmagens dos episódios.

Ruby Rose

A saída dela deixou os roteiristas com um grande dilema: manter a personagem Kate Kane e apenas trocar de atriz? Ou escalar uma nova personagem para ser a Batwoman? Eles optaram pela segunda opção e escalaram a atriz Javicia Leslie para interpretar Ryan, que virá a ser a nova protagonista.

Para explicar o sumiço da Kate Kane eles fizeram que um avião que supostamente ela teria embarcado sofresse um grave acidente e explodisse. O corpo nunca foi encontrado e por isso a série levanta a hipótese dela estar viva em algum lugar desconhecido.


É neste contexto que a série apresenta Ryan, ela é uma mulher com passagens na polícia e que sofreu muito na infância e na adolescência por viver em situação de vulnerabilidade social, ela está disposta a se redimir a ajudar a proteger Gotham city dos criminosos.


Javicia atua melhor que a sua antecessora mas ainda assim ela ainda não me convenceu no papel de Batwoman, acho que isso é culpa do roteiro e da direção que ainda não achou uma forma de contar essa nova história.


Com a saída de Kane quem perdeu espaço foi a personagem Sophia, na primeira temporada ela estava ganhando um pouco mais de destaque na trama pois estava em fase de aceitação da sua homossexualidade e ainda havia uma aproximação com a Kate, sua ex-namorada, porém todo o desenvolvimento dessa história foi cancelado, o que é uma pena porque essa história tinha tudo para ser muito boa.

Kate e Sophia


Quem continua bem na história é a Alice, que é uma das vilãs da trama. A personagem é exagerada e quase resvala na canastrice. Acho que só não fica canastrão porque a atriz que a interpreta é boa.

Alice

Até o momento não estou gostando muito da segunda temporada de Batwoman, acho que se os roteiristas tivessem optado por manter a Kate Kane e apenas ter trocado a atriz teria sido melhor para a trama. Agora eles têm um grande desafio que é criar uma nova história que ainda faça sentido com a primeira temporada, o que é difícil.


Vou continuar assistindo Batwoman para ver como essa trama vai se desenvolver.