quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A volta do grupo Rouge

Se você foi criança ou adolescente em 2002 provavelmente se lembra do grupo Rouge, a girlband foi formada durante o reality show musical Popstars que era exibido pela SBT. O grupo era formado por Karin, Luciana, Fantine, Aline e Patrícia, cada uma de um estado brasileiro diferente: Luciana – Minas Gerais, Karin – Rio de Janeiro, Fantine – Mato Grosso, Aline – São Paulo e Patrícia – Paraná. Apesar de serem tão diferentes elas funcionavam muito bem como um grupo, as harmonias das músicas delas são incríveis.

Elas fizeram grande sucesso com hits como Ragatanga, Não dá pra resistir, Beijo molhado, Brilha la luna e Um anjo veio me falar, elas eram presença garantida nos programas de TV e eram um grande sucesso de público e audiência. Na época cada fã tinha uma Rouge preferida, a minha sempre foi a Luciana.

Em 2004 Luciana decidiu deixar o grupo alegando divergências musicais, porém nos bastidores diziam que ela e Fantine não tinham um bom relacionamento e que se desentendiam com frequência. Após a saída dela o grupo nunca mais foi o mesmo pois era a voz da Luciana que conduzia a maioria das músicas além de ser a integrante mais popular e carismática do grupo.

Após anos de especulações o Rouge voltou em 2017 com a formação completa, sim, Luciana está de volta! No primeiro momento a volta era apenas para o show na festa Chá da Alice no Rio de Janeiro, porém o grande sucesso na venda de ingressos resultou em uma apresentação extra no Chá da Alice e a partir daí houve apelos para que houvesse shows em outras capitais do Brasil.

Os pedidos foram atendidos e elas sairão em turnê comemorativa dos 15 anos do grupo, a turnê passará pelas principais capitais brasileiras.

Eu gostava muito do Rouge, tinha cd, pôster, revista e fui ao show em 2003 quando elas vieram se apresentar em Belém, uma tia minha me levou para o show e eu lembro que o local estava lotado de crianças e adolescentes que cantavam as músicas em uníssono.
Em abril de 2018 elas irão se apresentar novamente na capital do Pará após 15 anos, eu estarei lá novamente para relembrar as canções do grupo e para ver a Luciana, a minha Rouge favorita.



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Lucas Estrela : Farol - guitarrada 2.0




Lucas Estrela é um músico e compositor paraense, em 2017 lançou Farol seu segundo álbum, nesse disco Estrela mistura guitarrada,tecnobrega, lambada, cumbia com synthpop dos anos 1980, ao aliar todas essas influências o resultado obtido é um disco pop que pode ser tocado em diferentes tipos de festas ou servir de trilha sonora para viagens pelo Pará.

As faixas que mais gosto são Reflexões, Lambada Star e Florestinha.
Reflexões: é uma mistura de guitarrada, tecnobrega e synthpop, à primeira vista pode ficar difícil imaginar como Estrela conseguiu juntar ritmos totalmente distintos nessa música mas ao ouvir a canção essa possível desconfiança é eliminada, é incrível como ele conseguiu fazer uma música dance pop com ritmos tão diferentes entre si. Essa é a minha música favorita do disco.

Lambada Star: como o próprio nome já nos adianta, a faixa é uma lambada, mas com influências de guitarrada e synthpop, essa é a música mais dançante do álbum tanto que dá até vontade de aprender a dançar de tão boa que essa música é. Estrela conseguiu fazer uma lambada com influências contemporâneas, o resultado é muito bom.

Florestinha: é uma mistura de cumbia com guitarrada e synthpop, o resultado foi uma música dançante e que me remeteu a cumbia de Nunca Pense Llorar da cantora peruana Rossy War.
Lucas Estrela é um grande destaque da guitarrada, no disco Farol ele conseguiu aliar as influências de música tradicional com a música contemporânea, o resultado é um excelente álbum pop.


Se você ainda não conhece o trabalho do Lucas Estrela essa é uma boa oportunidade de ouvir o incrível trabalho dele com a guitarrada e descobrir um os artistas mais legais do estado do Pará.
Lista de músicas do disco
01. Farol 0:00 
02. Onde é Que Eu Vou Parar 4:45 
03. Reflexões 8:00 
04. Jaguar 11:50 
05. Lambada Star 14:50 
06. A Sereia (part. Lucas Santtana) 18:25 
07. Búfalo 22:25 
08. Florestinha 25:20 
09. Na Corda 28:15 
10. Você é Tudo Pra Mim 32:56



sábado, 20 de janeiro de 2018

GW indica: Strobo

Strobo é um duo que foi formado em 2011 por  Léo Chermont (guitarra e synth) e Arthur Kunz (bateria eletrônica). Conheci o Strobo em 2012 em um show da Karina Buhr, eles eram uma das bandas de abertura e  naquela época o som já era legal porém me dava a sensação de que faltava alguma coisa, tinha a impressão de que se tivesse um vocalista junto com eles iria ficar muito melhor.


Os anos se passaram, eles lançaram três cds  “Strobo” de 2011 e “Delírio Cromático” de 2012) “Mamãe quero ser pop” de 2014, em 2018 assisti novamente a um show do Strobo e gostei muito do som atual, tocam rock com influências de pop, synthpop oitentista, guitarrada e até funk carioca. A influência do synthpop fica bem nítida em algumas músicas onde a sonoridade 8bits logo nos remete a jogos de videogame antigos. 

Gostei  muito pois eles aprimoraram o som e agora não falta nada, não precisa de vocalista pois o duo agora se basta.


Recomendo que você conheça o som do Strobo e caso tenha a oportunidade de assistir a um show vá porque o som deles é muito bom.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Andei meio desligado

Ele andou meio desligado, andou perdido em pensamentos e tinha uma visão turva da realidade onde só enxergava a sua dor e tristeza.
Se trancou no seu mundo paralelo, afogou-se na rotina que o robotizava, essa era uma forma de escapar do que ele sentia. Ele estava preso no seu próprio castelo mental, onde vivia num loooping de repetições de comportamento e palavras.

Deixou o piloto automático tomar conta da situação e não havia espaço para o inesperado.
Ele teve algumas paixões que não deram certo porque ele estava todo errado, estava submerso no mar das dores e tristezas antigas e por isso não conseguiu compartilhar com elas o cara incrível que ele é.  Decidiu agora fazer algo diferente consigo, cuidar dessas dores e tristezas com um auxílio que foi providencial pois sozinho não conseguiu.
Ele andou meio desligado por muito tempo e hoje sabe que precisa voltar a ter uma maior ligação consigo mesmo.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Liga da Justiça: um equívoco da DC

Quando o foi anunciado que iria ser feito um filme da Liga da Justiça havia uma grande expectativa sobre como seria essa adaptação para o cinema.
Eis que o filme foi lançado e ficou aquém das expectativas dos fãs, Liga da Justiça foi um erro cinematográfico da DC que havia obtido um grande sucesso com o filme da Mulher Maravilha meses antes.

O filme da Liga da Justiça é equívoco, a começar por Ben Affleck no papel de Batman, o ator não consegue convencer na pele de Bruce Wayne, o Batman de Affleck é fraco e faz várias piadinhas sem graça durante todo o filme, Affleck não foi uma boa escolha para o papel.

No filme Batman decide organizar os heróis na Liga e tenta liderá-los mas não aptidão para liderança e se dá conta que ele e os demais heróis não são capazes de derrotar o Lobo da Estepe, por isso decide ressuscitar o Superman pois segundo Bruce Wayne “ ele é mais humano do que eu” e por isso saberia como lidar com a equipe e com a situação que estavam enfrentando.

O Aquaman no filme é um personagem que não acrescenta muito no filme, tanto faz  estar em cena ou não, ele teve poucas falas durante o filme e ficou parecendo que a função do Aquaman era ficar fazendo cara de mau e sem camisa.

Mulher Maravilha é a que está mais razoável no filme, as suas cenas são as melhores mas ela não ganhou muito espaço no longa, afinal havia muitos personagens para serem apresentados.




O vilão Lobo da Estepe no filme é um vilão que foi mal desenvolvido durante a narrativa do filme, parece que escreveram o personagem de qualquer jeito. O objetivo dele era obter as três caixas maternas, artefatos poderosos que quando reunidos podem promover a destruição do mundo. As caixas estavam guardadas em três locais diferentes: Ilha das Amazonas, Atlantis e a última foi escondida pelos homens.
A história do filme é bem fraca e parece que foi escrita às pressas e por isso tem um enredo decepcionante, faltou elaborar mais a história ou pode ter sido escolha do diretor deixar o filme desse jeito.

DC se equivocou com a Liga da Justiça, tentou apresentar todos os heróis de uma vez em um curto espaço de tempo ao invés de fazer um filme solo de cada herói e depois fazer o filme da Liga. Além disso, a  DC quis copiar o humor que a Marvel costuma colocar nos seus filmes mas não funcionou de jeito nenhum.

Os super-heróis foram mal aproveitados no filme. O filme tinha Mulher Maravilha, Batman, Flash, Cyborg e Aquaman mas quem resolve o problema com o vilão é o Superman que foi ressuscitado pelos integrantes da Liga, se o Superman não estivesse ali os demais não seriam capazes de derrotar o Lobo da estepe.
DC se equivocou ao fazer o filme da Liga da Justiça, ele ficou aquém do que se esperava, talvez a empresa pudesse aprender com a Marvel como fazer um filme de super-herói.


terça-feira, 24 de outubro de 2017

1 ano sem o Magno

Ontem fez um ano que o Magno se foi, nós fomos amigos por 9 anos e durante todo esse tempo ele foi um grande amigo, foi como um irmão mais velho para mim. As nossas conversas duravam horas e conversávamos sobre todos os assuntos possíveis, cada vez que a gente se encontrava era muito alegre, eu contava as minhas histórias e ele contava as dele, ríamos muito, era muito divertido. Além disso ele me dava conselhos, alertava sobre perigos e tinha uma grande capacidade de analisar situações e tempos depois elas aconteciam do jeito que ele havia falado.


Música era um dos nossos assuntos favoritos, adorávamos não gostar da Anitta, sempre comentávamos sobre ela e suas músicas, embora não gostássemos, não perdíamos nenhum clipe dela
Magno surgiu em minha vida no momento que eu mais precisava, ele foi um grande amigo que me ajudou a ser mais sociável e a me expressar mais, a importância e contribuição dele na minha vida é imensa, muita coisa que entendi e superei eu aprendi com ele.
Ele era um cara carismático e engraçado, não passava despercebido em nenhum lugar que fosse, encantava a todos com o seu grande conhecimento sobre uma grande variedade de assuntos e persuasão. 
Foram muitos anos de amizade e convivência, anos que passei por várias fases e ele acompanhou todas de perto.
Criei esse blog como uma maneira de lidar com o luto, decidi transformar o luto em algo bom e por isso comecei a escrever aqui sobre assuntos que a gente costumava a conversar. Sei que ele gostaria que eu ficasse bem pois era isso que ele sempre queria para mim.

Faz ano que ele se foi e eu guardo comigo as lembranças dos inúmeros momentos bons que vivemos.

domingo, 17 de setembro de 2017

Análise da canção: Rose-Colored Boy - Paramore

Rose Colored Boy é uma música do disco After Laughter da banda Paramore que foi lançado em 2017, o disco marca uma mudança na sonoridade da banda (leia mais sobre aqui neste blog no post Paramore ressurge e tenta reiventar sua música).

 A faixa tem muita influência da sonoridade da música pop dos anos 80 e o sintetizador remete a essa década, a melodia da música é bem alegre o que é um contraste com a letra da canção.

O título da canção Rose-colored boy tem dois significados, pode ser um cara que tenha a pele em um tom de cor de rosa mas no caso da letra se refere ao amigo do eu-lírico que é sempre otimista e vê “tudo cor de rosa” ou seja é alguém que sempre percebe o lado bom de tudo que acontece.

Low-key, no pressure
Just hang with me and my weather
Low-key, no pressure
Just hang with me and my weather

Logo no começo da canção temos o eu lírico mostrando que embora a melodia da música seja alegre a letra não é tão alegre assim. Low-key significa manter as coisas em segredo então o eu lírico já afirma logo no início da música que é alguém que mantém os próprios sentimentos em segredo e não os compartilha com muitas pessoas. Já o just hang with me and my weather é algo como venha sair ir comigo e o meu humor.

Rose-colored boy
I hear you making all that noise
About the world you want to see
And oh, I'm so annoyed
'Cause I just killed off
What was left of the optimist in me.
Nessa estrofe temos o eu-lírico reclamando do rose colored boy porque ele fala bastante sobre a sua visão positiva do mundo enquanto que o eu-lírico reclama porque não consegue ter essa mesma visão por ter “matado o que restava de otimismo em mim”.

Hearts are breaking, wars are raging on
And I have taken my glasses off
You got me nervous
I'm right at the end of my rope
A half empty girl
Don't make me laugh, I'll choke
Aqui o eu-lírico fala sobre acontecimentos que considera sérios como corações partidos e guerras acontecendo, ela está tão pessimista que fala que está acabando as esperanças e que é para ele não tentar fazê-la rir.

Just let me cry a little bit longer
I ain't gon' smile if I don't want to
Hey man, we all can't be like you
I wish we were all rose-colored too
My rose-colored boy
Low-key, no pressure
Just hang with me and my weather

Eu-lírico demonstra irritação e diz que quer chorar mais um pouco e que não irá sorrir se ela não quiser, ela reclama com ele pois  que nem todos são iguais a ele ou seja não possuem a “visão cor de rosa” sobre as coisas mas depois se contradiz ao desejar que todos fossem como ele, ou seja alguém que é sempre otimista.

I want you to stop insisting
That I'm not a lost cause
'Cause I've been through a lot
Really all I've got is just to stay pissed off
If it's all right by you
Aqui temos o eu lírico de novo irritada como o rose-colored boy por ele insistir em dizer que ela não é um caso perdido, que tudo tem jeito e ela afirma que já passou por muita coisa ruim e que tudo o que ela quer é ficar p**** da vida se isso tiver ok para ele.

Leave me here a little bit longer
I think I wanna stay in the car
I don't want anybody seeing me cry now
You say: we gotta look on the bright side
I say: well maybe if you wanna go blind
You say my eyes are getting too dark now
But boy, you ain't ever seen my mind

O eu-lírico pede para ser deixada sozinha, que quer ficar no carro para que ninguém a veja chorando enquanto o rose-colored boy tenta encorajá-la dizendo para ela ver o lado positivo da situação, ela retruca e diz só se “você quiser ficar cego” ou seja para ela não há nada de positivo para ser visto. Ele fala que os olhos dela estão perdendo o brilho e ela retruca novamente ao afirmar “é porque você nem viu a minha mente”.
Não coloquei a letra inteira aqui porque muitas estrofes se repetem no decorrer da música.

Rose colored boy na minha interpretação fala sobre a amizade entre duas pessoas, enquanto uma está passando por momentos difícieis e só consegue enxergar as coisas em “preto e branco” o Rose colored boy já é diferente, ele é sempre otimista e procura ver o lado positivo e tudo, ele vê tudo “cor de rosa” o que por vezes chega até a irritar o eu-lírico, mas que depois se rende a personalidade solar e alegre do Rose-colored boy e deseja que todas as pessoas fossem como ele.

Acredito que muitas pessoas podem se identificar com a letra da música pois já passaram por momentos ruins e que apesar disso é sempre bom ter um amigo Rose colored boy na vida para mostrar o lado positivo das coisas.


]