segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Woodstock 99: documentário da HBO sobre o festival musical marcado pelo ódio e devastação

A HBO Max tem no seu catálogo vários documentários, um deles é o Music Box que é uma série de documentários sobre momentos marcantes da música.


O primeiro episódio é sobre o famigerado festival Woodstock edição de 1999 que ocorreu na cidade de Rome no estado de Nova Iorque, o catastrófico evento durou 4 dias e ficou marcado como um dos piores eventos musicais da história mundial. O evento ocorreu durante o verão norte-americano em uma enorme base aérea desativada que era um lugar com muito concreto e asfalto,  não havia árvores disponíveis.

Base área em Rome antes do funesto Woodstock 99

A lista de atrações  tinha os artistas mais famosos daquela época como Metallica, Alanis Morissette, Rage Against the Machine,Red Hot Chilli Peppers, Korn, Limp Bizkit e Offspring. 

O evento foi um desastre do início ao fim, a infraestrutura era precária para um evento que custou muito caro para os padrões da época, cada ingresso foi vendido por 180 dólares. Não havia banheiros suficientes, a água era vendida e preços astronômicos, não havia tendas ou árvores para fazer sombra para o público e por fim a temperatura altíssima e o sol escaldante fizeram uma vítima, Dave DeRosia que era um dos espectadores morreu de hipertermia.

Pessoas chafurdadas na lama de dejetos humanos

O número de crimes durante o Woodstock 99  foi grande: 44 pessoas presas (a maioria por posse de drogas), vandalismo, estupros e mortes. 1,2 mil pessoas foram levadas para o pronto socorro.

O documentário entrevistou músicos, seguranças, pessoas que assistiram aos shows e os organizadores do evento. Dave Koning é socorrista e  trabalhou em resgates após as passagens dos furacões Katrina e Sandy nos EUA e afirmou que o lugar mais perigoso que ele já trabalhou foi no Woodstock 99. 

Pessoas passando mal por conta do calor que chegou atingir 42 graus

Já o DJ Moby falou que quando ele entrou na área do evento sentiu a energia pesada do local e animosidade estampada na cara do público e saiu dali assim que terminou a sua apresentação, no começo ele planejava ficar para assistir as demais apresentações mas desistiu. Moby afirmou incrédulo: “Como pudemos ir de artistas sensíveis e inteligentes, como Kurt Cobain e Michael Stipe, à brutalidade misógina de um Limp Bizkit, em tão pouco tempo?”

Moby

Limp Bizkit

Woodstock 99 conseguiu entrar para a história dos festivais mundiais só que de forma negativa, ele foi um verdadeiro caos, o público enfurecido fez grandes fogueiras com pedaços de madeira e latas que estavam jogadas por lá.

 Mulheres foram estupradas e houve morte por hipertermia. A ganância por dinheiro e a falta de organização na minha opinião foram  as grandes  responsáveis pela devastação total que foi este festival.

domingo, 9 de janeiro de 2022

It´s a sin: cativante e dolorosa, série mostra o início da epidemia de HIV no Reino Unido

 Estava em busca de assistir novas séries  porque a última que eu assisti foi a excelente WandaVision. Encontrei por acaso a minissérie britânica chamada It's a Sin e na hora o título me fez lembrar de uma música homônima do Pet Shop Boys, aliás o nome da produção é uma homenagem ao duo de synth pop.

Originalmente It's a Sin foi exibida em meados de janeiro de 2021 pelo Channel 4 britânico e no Brasil é possível assisti-la pelo HBO Max.

 A série tem 5 episódios e se passa entre 1981 a 1991 em Londres e conta a história de um grupo de 6 amigos, são eles Ritchie, Colin, Roscoe, Jill, Gregory e Ash. Eles são gays e Jill é a única hétero da trupe. Os 3  personagens principais da trama, são Colin, Ritchie e Roscoe e é partir deles que a trama se desenvolve.

Em Londres os amigos lidam com os altos e baixos da vida e curtem intensamente o que a cidade tem para oferecer até que em meados 1981 a epidemia mortal de HIV/AIDS começa assolar o Reino Unido e muda completamente as suas vidas.

  A série mostra que a doença era  ignorada pelas autoridades de saúde e pela população em geral e dizia-se que era uma peste que só matava gays. Esse preconceito em torno da doença e da homossexualidade impossibilitou, na época, o avanço das pesquisas sobre a contaminação e também de que muitas vidas fossem salvas pela medicina.

"It’s a Sin" é um sucesso de audiência no Reino Unido e  gerou um aumento do número de testes de HIV, muitos telespectadores foram tocados pela serie.

“It’s a Sin” é uma produção alegre, cativante e também dolorosa , entretém e provoca reflexões ao mesmo tempo. Foi uma grata surpresa assisti-la e a recomendo.

domingo, 14 de novembro de 2021

Avril Lavigne lança seu novo singe 'Bite me' com Travis Barker

 A cantora canadense Avril Lavigne está de volta ao pop rock que a consagrou como a grande expoente do gênero que teve seu auge nos anos 2000.

Travis e Avril no clipe de Bite Me

Ela assinou um contrato com o selo DTA do Travis Barker baterista do Blink 182 e lançou o single Bite Me que  foi produzido pelo próprio Barker e traz de volta a sonoridade dos antigos trabalhos de Lavigne nos anos 2000, achei a música muito parecida com as do álbum dela de 2007 o The Best Damn Thing.

Clipe de Bite Me

O retorno ao pop rock que a cantora canadense fez com Bite Me segue a tendência de mercado onde músicas desse tipo vem conseguindo notoriedade pois público está disposto a ouvir músicas com guitarras novamente.


Artistas jovens tem usado o pop rock dos anos 2000 de  inspiração para as umas músicas como  Olivia Rodrigo e sua música Good For You fez sucesso e resgatou a sonoridade que o Paramore fazia na música Misery Business, Willow Smith que lançou duas músicas produzidas pelo Travis Barker que são Transperent Soul e Grow está última é uma colaboração com a própria  Avril Lavigne.

Avril e Willow no clipe de Grow.

Machine Gun Kelly lançou o disco Tickets to Downfall totalmente inspirado na sonoridade do pop rock que também resgata o passado.

Machine Gun Kelly

Ou seja Avril Lavigne percebeu que há demanda para ela lançar novas músicas no estilo pop rock que a consagrou e atende ao seu público que estava ávido por músicas desse tipo uma vez que o seu último disco o Head Above Water de 2019 era um disco mais maduro e trazia temas fortes como a faixa que dá título ao disco que fala sobre como a cantora sobreviveu a doença de Lime.

Em Bite Me os temas pesados e mais maduros ficam de lado, nesse novo single ela quer falar sobre como superar um ex-namorado e se divertir.

Quando eu ouvi a música pela primeira vez o novo single me senti de volta ao longínquo 2007 onde eu era adolescente e as preocupações da vida eram menores, esse sentimento de nostalgia atingiu em cheio a mim e  ao público que a acompanhava naquela época. Agora resta saber se essa sonoridade vai atingir novos públicos, eu acredito que sim por causa do revival dos anos 2000 que está acontecendo não somente na música como na estética de clipes.

A impressão que Bite Me me deu é que a cantora agora quer se divertir, falar de temas leves e voltar para o pop rock.

domingo, 31 de outubro de 2021

Amy Winehouse e Eu: A História de Dionne Bromfield

Dez anos após a morte de Amy Winehouse, em 23 de julho de 2011, o  documentário Amy Winehouse & Me: Dionne's story conta a história de Dionne Bromfield com a sua madrinha.


 

Ele foi lançado em 27 de julho de 2021 na MTV  e tem 1 hora de duração, ele começa como elas se conheceram quando Bromfield tinha apenas  6 anos de idade, quando a cantora pediu à mãe da menina para ser sua madrinha.


Amy e Dionne pré adolescente

 

 Dionne, agora com 25 anos de idade, decidiu revelar  ao público sua história com Amy Winehouse e compartilhar como foi viver com a madrinha e, ao mesmo tempo, perdê-la tão cedo e de forma tão traumática.



Bromfield declarou: “Amy foi uma outra mãe para mim. Ela não tinha filhos, um dos propósitos dela era cuidar de mim. Era como se ela fosse uma mãe e uma irmã juntas em uma pessoa só”.

 Segundo Dionne: “Não posso mensurar o quão terapêutica esta jornada tem sido para mim. Finalmente, posso avançar para o próximo capítulo da minha carreira, sabendo que lidei com emoções que foram enterradas por anos“. Espero que este documentário apresente Amy como mais do que apenas uma pessoa lutando contra o vício e, ao invés disso, mostre a pessoa incrível que minha madrinha era“


Amy Winehouse & Me: Dionne's story é um documentário doce e triste ao mesmo tempo pois sabemos do desfecho que a cantora inglesa teve.Ele mostra a jornada de Dionne em revisitar sua vida com a Amy Winehouse, tentar entender o que aconteceu há 10 anos e também prestar uma homenagem a madrinha.



Você pode assistir ao documentário na plataforma de streaming Prime video.



terça-feira, 3 de agosto de 2021

Wanda Vision: super-heróis e as fases do luto

Wanda Vision é uma série da Marvel, ela tem ao todo 9 episódios que duram em média 35 minutos.  Ela é estrelada pelo casal Wanda Maximoff e Visão. A série mostra a vida dos dois após os eventos do último filme dos Vingadores.


No primeiro capítulo somos apresentados ao casal de super-heróis em uma sitcom dos anos 50 que remete a seriados do passado como a I Love Lucy. Cada episódio da de Wanda Vision é ambientado em uma década diferente, no capítulo dos anos 60 temos uma clara homenagem a série A Feiticeira.


Tudo parece estar tudo bem na sitcom até que Visão começa a desconfiar que há algo de errado com a cidade de Westview e que Wanda está envolvida nisso de alguma forma. A partir daí o seriado entra em uma nova fase, saem as homenagens a sitcons de décadas passadas e se transforma em uma história de mistério.

No decorrer da história vemos que Wanda passou por dois lutos recentes, ela perdeu o irmão Pietro e o marido Visão. 

Visão e Wanda

Ela passa por essas grandes perdas e que está totalmente desamparada, ela não aceita a seu doloroso destino e cria em Westview uma realidade paralela, onde ela ressuscita seus entes queridos e transforma a sua vida e a dos demais moradores em uma sitcom.

Wanda Vision é a história da Feiticeira Escarlate, mas sobretudo é a história de Wanda, uma mulher que enfrenta as fases do luto sozinha. A personagem é humanizada e isso faz com que os telespectadores se identifiquem afinal muitos de nós já passamos por lutos e entendemos o que ela sente.

Gostei muito de assistir Wanda Vision, é uma série muito boa e me surpreendeu. Quando eu comecei a assisti-la achei que apenas seria uma sitcom bobinha, porém ela vai muito além disso.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

A vilã Alice é a grande protagonista da segunda temporada de Batwoman

A segunda temporada de Batwoman chegou ao fim após 18 capítulos, nela somos apresentados a Ryan Wilder (Javicia Leslie)  que viria a ser a nova Batwoman, ela é uma mulher que sofreu muito durante a vida, ela tem passagens pela polícia e está disposta a defender Gotham city dos criminosos.


 Embora Leslie atue melhor que a sua antecessora, a Ruby Rose, ela ainda não me convenceu no papel de heroína de Gotham, acho que isso é culpa do roteiro que ainda não conseguiu criar uma história convincente. Ryan Wilder é uma Batwoman que ainda está a sombra da Kate Kane.

Javicia Leslie como Ryan Wilder

 Ruby Rose como a Kate Kane

A verdadeira protagonista desta segunda temporada é a vilã e irmã gêmea de Kate Kane, a Alice. Ela foi a peça fundamental na trama, a maioria das histórias exploradas tinham alguma ligação com ela, além disso ela foi o elo entre as histórias de Ryan Wilder e a Kate Kane. Se não fosse pela Alice essa segunda temporada não teria sentido nenhum, ela carregou a série nas costas. 

Alice

O mérito é todo da atriz Rachel Skarten que conseguiu fazer da Alice uma vilã com várias camadas, bem longe do maniqueísmo comuns em histórias de super-heróis. É por causa dela que Alice é um personagem rico e que não resvala em momento algum na canastrice.

Alice é a grande protagonista

Sophia foi uma personagem com pouca função nesta segunda temporada, ao contrário da primeira onde se destacou, nessa segunda temporada dava a impressão que os roteiristas não sabiam o que fazer com a personagem mas também não poderiam tirá-la da série sem motivo algum.

Meagan Tandy como a Sophia

 A atriz Meagan Tandy fez o melhor que pôde com a personagem. É uma pena uma personagem que tinha várias possibilidades de narrativas junto com a Kate Kane ter sido esvaziada depois que a antiga Batwoman desapareceu.

Kate e Sophia na primeira temporada

 Temos também a participação especial da Kate Kane, desta vez interpretada pela atriz Wallis Day que fez um bom trabalho. A função de Kane era manter algum tipo de coerência na trama e encerrar algumas histórias como a dos Corvos.

Wallis Day como a Kate Kane

A segunda temporada de Batwoman foi razoável, ela começou muito confusa e sem sentido porém os roteiristas conseguiram criar uma história coerente. Eles optaram pelo mais difícil que foi criar uma nova história em vez de apenas escalar uma nova atriz para interpretar a Kate Kane.

Kate e Sophia

A terceira temporada está marcada para estrear em outubro deste ano e pretendo assistir para saber o que a Alice irá aprontar na nova temporada.   

domingo, 25 de julho de 2021

'Space Jam: Um novo legado' traz cultura pop e games nesse novo filme

O filme ‘Space Jam: Um novo legado’  estreou no Brasil no dia 15 de julho. O longa é uma nova versão do filme Space Jam de 1996 que foi protagonizada pelo campeão da NBA Michael Jordan e fez um enorme sucesso naquele ano.

Space Jam Um Novo Legado

 No filme ‘Space Jam: Um novo legado’ a sinopse é a seguinte: a inteligência artificial, Al G sequestra o filho de Lebron James e envia o jogador de basquete  para uma realidade paralela, onde vivem apenas os personagens de desenho animado da Warner Bros. Para resgatar o seu filho, James precisará vencer uma partida de basquete junto com os personagens Looney Tunes contra o time de Al G .



Neste filme Warner Bros traz referências a outros desenhos e filmes da companhia como a Liga da Justiça que faz uma breve participação no longa além de personagens da Hanna e Barbera que aparecem rapidamente no filme e que também estão na arquibancada do jogo.


Personagens de Hanna e Barbera aparecem rapidamente no filme

O roteiro do filme é simples, não espere uma história complexa porque essa não é a intenção do longa. A intenção do Space Jam é conquistar o público adulto que assistiu ao primeiro filme e atrair um novo público infantil, o entretenimento é garantido. É um filme leve e bom para assistir em família.

Lebron James tem uma atuação satisfatória para quem nunca tinha atuado antes, o diretor do filme fez um bom trabalho com ele.



A minha crítica ao desempenho de James é que por vezes ele é muito sério em momentos que não deveria ser, porém acho que isso é da personalidade dele, ele não é ator e mesmo assim fez um bom papel dentro do que era esperado dele.



Há diferenças entre os filmes de 1996 e o atual de 2021 entre elas duas se destacam: a tecnologia e remodelagem de alguns personagens.


O novo filme foi adaptado dos tempos atuais onde a tecnologia é muito presente, então vemos neste filme: inteligência artificial, programação de videogames e realidade virtual. Coisas que sequer seriam possíveis em 1996. Outra coisa para se destacar foi a remodelagem dos personagens, eles aparecem de duas formas, em desenho e em animação.

Looney Tunes em desenho e em 3D

A personagem que foi totalmente remodelada e com isso recebeu críticas de alguns fãs do primeiro Space Jam foi Lola Bunny, ela em 1996 foi desenhada sensual demais, vestia shorts e camiseta muito curtas para exibir o corpo mesmo sem necessidade na história.


1996 e 2021

No novo longa ela ganhou uma nova vestimenta que a não sexualiza, essa simples mudança gerou insatisfação em alguns fãs do antigo filme, pessoas de 30 anos ou mais que se incomodam profundamente com novas versões de clássicos do passado e que dizem que isso “acabou com a infância deles”.


 Um ponto negativo do filme é não utilizar todos os personagens Looney Tunes no longa, Ligeirinho, Frangolino, Frajola e Piu Piu tem pouco tempo de tela e mal participam do jogo de basquete.



A mensagem que Space Jam Um Novo Legado passa é  de valorização dos talentos  de cada um, não adianta queremos ser alguém que não somos, todos têm habilidades que devem ser valorizadas.