Solidão?
que nada!é uma frase de uma música do
Cazuza onde ele fala sobre as dores dele sobre as partidas e chegadas das
pessoas na vida dele.
Essa
frase me veio à mente não no contexto do Cazuza, ela veio depois que
lembreidas viagens que fiz sozinha no
passado. Algumas pessoas falaram incrédulas para mim: "mas tu foste
sozinha?!" como se ir viajar ou até mesmo ir a eventos sem outra companhia
fosse uma coisa ruim a ser evitada a qualquer custo.
O
tom que ela foi dita me deu a impressão que a ir viajar sozinha demonstra que a
pessoa é insuportável e que ninguém quis acompanhá-la. Gosto de fazer as minhas
coisas mesmo sem a presença de outras pessoas me acompanhando.
Uma das viagens sozinha
Tenho esse pensamento desde a época que eu era
fã da banda Madame Saatan, eu ia para os shows sozinha pois não conhecia
ninguém que gostasse da banda então eu ia mesmo assim, não ter companhia nunca
foi nenhum empecilho para mim.
Madame Saatan
Além
disso, tem o fato os meus amigos já serem pessoas comprometidas e que só iriam
viajar se o cônjuge fosse junto, o que na maioria das vezes não dá pois cada um
tem sua vida e nem sempre podem, tem interesse ou disposição de ir comigo em
certos lugares e está tudo bem, não vou romper amizade com ninguém por causa
disso.
Não
me privei de ir viajar ou de ir em eventos por estar sozinha, se eu quero ir,
vou mesmo estando sozinha ou acompanhada. Não acho que isso seja solidão e sim
fazer o que quer independente de estar com alguém ou não.
Balneário Cachoeria do Apolônio
Solidão
a meu ver seria ser alguém totalmente isolada, sem amigos sequer para
conversar. O que não é o meu caso.Vou
continuar viajando e indo aos eventos independente de estar acompanhada ou não.
Solidão? Que nada!.
Em
Belém alguns programas de notícias policiais utilizam de momentos cômicos para
atenuar o conteúdo violento que vai ao ar todos os dias e para entreter o telespectador,
esse fenômeno é conhecido como infoentreternimento.
Segundo
o dicionário infopédia o infoentreternimento pode ser definido como: conteúdo midiático (sobretudo televisivo)
concebido para apresentar informação (nomeadamente, notícias) de forma
recreativa, à semelhança de um programa de entretenimento.
Um
dos precursores do infoentreternimento em Belém na metade dos anos 90 foi o
programa Metendo Bronca da RBA retransmissora da Band, nele eram veiculadas diariamente as notícias de
crimes, entre uma reportagem e outra havia o alívio cômico com os personagens
Índio Cara de pau que aparecia no programa e cantava algumas músicas, Bobo e
Capacidade que eram ajudantes de palco e sempre encenavam situações engraçadas
para os telespectadores.
Anaice, Bobo e Capacidade.
Anos
depois a TV Record Belém resolveu apostar na mistura de informação e brincadeiras com os antigos apresentadores Valdo Souza e Renê Marcelo do Balanço Geral Pará, eles apresentavam
jogos do tipo “encontre o pica-pau diferente na tela e ganhe’’ entre outros
jogos, por vezes tinham conversas jocosas com os repórteres com o objetivo de
entreter.
Atualmente
o Balanço Geral Pará assumiu de vez sua vocação de divertir e passar
informação. O programa é apresentado por Marcus Pimenta.
Marcus Pimenta
Pimenta é
histriônico, fala tão alto que às vezes é preciso abaixar o volume da televisão
para não levar sustos, ele também sabe como prender o público na frente da TV
com táticas que me lembra o que o João Kleber fazia nos programas dele.
A
melhor parte do programa é quando o Pimenta se junta com as jornalistas Célia Pinho
e Tâmara
Célia Pinho e Pimenta
Célia já tem 30 anos de televisão e é uma repórter bastante
conhecida em Belém por reportagens engraçadas que ela faz nos bairros da
capital, ela fala de forma coloquial e com gírias, o que a aproxima do público.
Ela
é uma jornalista popular e faz qualquer tipo de reportagem, uma das que teve
mais repercussão na cidade foi quando ela foi até um ponto de alagamento e se
molhou por causa das marolas provocadas por caminhões que passavam por lá.
Célia ficou indignada e falou bobagens que foram engraçadas e viralizaram na
cidade.
Célia na reportagem que viralizou
Tâmara
é repórter da redação do Balanço Geral Pará e recentemente se juntou a Célia
Pinho para serem responsáveis pelos momentos de humor do programa, elas falam
besteiras junto com o Pimenta e alegram o público entre uma
reportagem de crimes ou de prestação de serviços.
Nessa
semana Célia e Pimenta se reuniram para encenar a extinta banheira do Gugu,
Pimenta como de praxe prendeu atenção do público e ficou por duas horas gerando
a expectativa dos telespectadores em vê-los nessa situação insólita.
Quando
finalmente entraram na piscina de plástico foi o maior sucesso de audiência, na
internet o vídeo com esse momento já teve mais de 400 compartilhamentos na
página oficial do programa.
O
Balanço Geral Pará é um programa exemplo de infoentreternimento e isso sempre
fez parte do programa desde a época dos antigos apresentadores Atualmente o
Balanço Geral Pará abraçou de vez as brincadeiras misturadas com as
notícias.
Os jornalistas/personagens
Marcus Pimenta, Célia Pinho e Tâmara fazem isso muito bem e não tem medo do ridículo para entreter o público.
8
de setembro de 2020 e hoje seria o trigésimo quarto aniversário do Magno se ele
ainda estivesse entre nós. Magno Gomes de Brito foi um homem singular por sua personalidade.
Ele
era o cara que chamava a atenção por onde passava pois era carismático e não
passava despercebido aonde chegasse. As pessoas conversavam com ele e se
sentiam tão à vontade que ele já virava amigo delas.
Magno
carismático e inteligente, sabia conversar sobre os mais variados assuntos, de
filosofia existencialista de Jean Paul Sartre a bobagens da TV. Ele era muito humano, sabia ouvir
as pessoas como ninguém, ele por vezes dava conselhos quando achava necessário.
Magno
foi o meu melhor e maior amigo durante nove anos, nos conhecemos em 2007 e
começamos uma amizade que durou até o fim da vida dele. Em 2007 eu era uma
adolescente sem amigos e ele foi o meu grande amigo. A gente conversava por
horas sobre vários assuntos, eu costumava visitá-lo com frequência e essas
visitas eram divertidas e com bate papos que duravam horas.
Nós
costumávamos conversar sobre música, uma das artistas que mais gostávamos de
falar era a Anitta, naquela época não perdíamos nenhum clipe dela nem que fosse
só para falar mal. Recentemente ouvi acidentalmente a música Na Batida e quase
chorei por conta das lembranças que ela me evocou.
Magno
foi um cara incrível e a importância dele na minha vida é imensa, ele foi como
um irmão mais velho para mim pois me ouvia e se preocupava comigo. Foram nove
anos de amizade que eu nunca havia tido na minha vida.
Quando
o Magno faleceu em outubro de 2016 ficou um vazio gigantesco na minha vida e eu
demorei muito para me recompor, uma dessas tentativas de me ajudar foi criar
esse blog Glorious Weirdo, ele surgiu de uma dor dilacerante. Criei o blog com
o objetivo de me dar voz para eu falar das coisas que eu queria dizer, mas que
ninguém estava interessado em ouvir e eu me sentia sufocada com tanta coisa
para falar.
Primeiro post do meu blog que foi criado dois meses depois do falecimento do Magno.
Hoje
seria o aniversário do Magno e essa data é dura demais porque estive presente
no último aniversário dele, as lembranças batem forte e me fazem chorar, não
sei se algum dia irei lembrar dele sem chorar. O que eu sei que ele foi um
grande amigo que tive na minha vida.
Desde
2017 o mês de setembro não tem sido muito bom para mim por causa das memórias
que ele me traz. 8 de setembro era o dia do aniversário do Magno e também foi o
último mês de vida dele antes do fatídico acidente doméstico ocorrido em
outubro de 2016.
Em
8 de setembro de 2016 foi o último aniversário
dele eeu o presenteeicom o dvd Mad Max: Estrada da fúria e um
cartãozinho com felicitações.
Hoje
30 de agosto já não estava me sentindo bem quando encontrei no Spotify a música
“Na batida” da Anitta e coloquei para tocar, foi só eu ouvir e quase que eu
choro, não pela letra que não tem nada demais e sim pelas lembranças que ela me
despertou.
Eu e o Magno assistimos muito esse clipe na época que ele foi
lançado e conversávamos animadamente sobre o pop nacional e a carreira da
Anitta. Foram essas as memórias que a canção trouxe à tona novamente.
Ouvir
essa canção mexeu comigo tanto que em
seguida coloquei uma playlist com as músicas da Pablo Vittar para ver se eu
melhorava.
Não me sentir bem antes de setembro começar é recorrente, ano
passado me senti do mesmo jeito, eu ainda irei conseguir dar um
novo significado para esse mês.
Kiki
é um gato siamês que apareceu na rua da minha casa em meados de março de 2020
após as grandes chuvas que ocorreram no período. Ninguém sabe ao certo como o
bichano foi parar na rua, algumas pessoas afirmam que ele veio arrastado pela
correnteza que inundou a rua porém não acredito nessa versão que me parece inverossímil.
Kiki
Acho
que ele possa ter sido abandonado pelo antigo dono ou se perdeu dos seus donos
depois de ter saído de casa no período do cio.
O que sabemos é que Kiki é um
animal tranquilo e afetuoso, o que para mim reforça a ideia de que ele era um
animal doméstico pois gatos que vivem nas ruas geralmente são arriscos.
Kiki
viveu durante alguns meses na rua da minha casa onde ele tinha uma casinha que
foi feita por duas vizinhas minhas.
Atualmente ele passa mais tempo na casa de
uma das vizinhas que construiu a casinha para ele, embora o felino ainda não
tenha dono.
Eu
e dois vizinhosalimentamos o Kiki todos
os dias, ele nunca passou fome.
O
maior desejo meu e dos meus vizinhos é que Kiki seja adotado e seja tratado com
todo o carinho que ele dá para todos.
Sammliz
lançou hoje dia 18 de agosto de 2020 o seu novo single Irmã, ele fará parte do
EP Leviatã Lux que teve seu lançamento adiado por causa da pandemia (leia o
post desse blog Sammliz lança Leviatã Lux
para entender o conceito por trás do trabalho)
A própria cantora contou em uma live do instagram sobre o que a música se trata, segundo ela é uma história pessoal, de alguém que foi gravemente ferido e enganado por outrem que foi maldoso, mas que, diante dos outros se mostra outra pessoa totalmente diferente, muitas pessoas podem se identificar com a canção.
Irmã é um pop eletrônico com influências dos anos 80 mas com uma letra profunda, o que me remeteu a música Hard Times do Paramore no disco After Laughter de 2017 onde letras inquietantes recebem uma roupagem pop.
A
letra de Irmã é ainda mais forte do que a do single Leviatã Lux e mostra uma
mulher que sofre de uma dor lancinante.
“O
que você dirá?
À
quem atravessar o seu caminho com um punhal no coração?”
O
começo da música já mostra a enorme dor que o eu-lírico sente, “punhal no
coração’’ é uma frase muito forte que demonstra que ele foi traído e dilacerado por dentro pois o coração
simboliza o amor, no caso dessa letra é um amor fraternal. Vale lembrar que em
português é mais comum de ouvir a frase “apunhalado pelas costas’’ mas a
causadora do ato vai além do ataque inesperado e mata de forma vil o amor fraternal
que o eu-lírico sentia.
“Ainda
se dirá filha do sol, fogo, vento, e mar?
Mas
quem é filha de lá não atravessa o coração de outra mulher”
Aqui
temos novamente a palavra coração para dar ênfase na traição e o eu-lírico
ainda fala que a traidora se dizia esotérica ou pretensamente good vibes da
internet por conta dos quatro elementos da natureza. É o caso da pessoa que se
diz evoluída enquanto age de forma cruel.
“O
que você dirá ao mundo sobre quem é você?
Sobre
quem foi você um dia sombra atrás de mim
Ainda
se dirá real em sua felicidade virtual?
Só
sei que quem é luz não atravessa outra mulher”
Aqui
o eu-lírico demonstra incredulidade pela deslealdade que sofreu, pois, essa
pessoa era tão próxima a ponto de ser confundida como a sombra, ele ainda
questiona sobre o que essa pessoa irá de mostrar como é na sua felicidade falsa
de rede social. “Só sei que quem é luz não atravessa outra mulher” temos a reafirmação
da dor sofrida.
“Você
não é quem diz
E
quem será que é na escuridão
Você
não é quem diz
E
quem será você?
Irmã”
Aqui
o eu-lírico se mostra novamente incrédulo sobre o que sofreu e não reconhece na
pessoa que ele conhecia essa que a traiu.
“O
que você dirá? O que você não disse ainda pra você que levará apenas solidão?
Ainda
brilhará afinal seu ativismo artificial?
Pois
quem é luz não vai sangrar jamais outra mulher
O
que você será quando acordar ainda em você
ainda
tão pequena sombra atrás de mim’’
Nesse trecho há uma crítica a falsa sororidade
apregoada em redes sociais, mais uma vez temos a menção a deslealdade sofrida
pelo eu-lírico e um questionamento se essa pessoa ainda se dará conta do que
cometeu.
Nesse
trecho há o questionamento se ela irá pedir perdão para o eu-lírico que está
destruído de tanto chorar.
“Quem
será irmã, quem será
Quem
é amor, quem?
Quem
será irmã, quem será?
Quem
é amor, quem?
Eu?”
No
final temos os questionamentos sobre o que cada um de nós é na escuridão.
Irmã já está disponível no streaming
A canção tem uma letra forte, mostra uma dor excruciante sendo depurada em pouco mais de três minutos de canção. Sammliz está despedaçada, sangra, e mesmo assim não planeja vingança ou se autodestrói. Irmã é o expurgo de uma dor dilacerante.
Nunca
passei por dor semelhante à desse novo single porém consigo ter ideia do sofrimento depois de ouvir a música.
Batwoman
é uma série norte-americana protagonizada pela atriz australiana Ruby Rose, ela
mistura ação, drama e ficção científica. A série estreou em 6 de outubro de
2019 e já foi renovada para a segunda temporada em 2021.
A
história se passa em Gotham city que enfrenta uma grande onda de violência e
Kate Kane tenta resolver os problemas da cidade e ao mesmo tempo sofre com a não
aceitação da morte da sua mãe e a morte da irmã gêmea e ainda tenta
reestruturar a vida amorosa após uma grande decepção.
Ruby Rose como Batwoman
Kate
Kane é a primeira super-heroína assumidamente lésbica do universo da DC comics, Ruby Rose falou sobre o que tem em comum com a Batwoman: "Temos histórias semelhantes em que nós duas saímos do
armário muito jovens, nunca nos escondemos, pagamos preços diferentes, mas
parecidos, com isso. Nunca foi uma questão para mim se eu seria ou não honesta
sobre minha sexualidade. Eu meio que disse isso por volta dos 11 ou 12 anos da
idade, e essa é a mesma história com Kate".
Logo no primeiro episódio somos apresentados a Kate e a Sophia, elas eram
namoradas e colegas na academia de formação do exército.
Kate e Sophia
Quando o
relacionamento delas é descoberto Kate é obrigada a se retratar com seus
superiores por ter tido uma “conduta inadequada” que é uma mera desculpa para
disfarçar a homofobia vigente. Ela se recusa e é expulsa da instituição militar enquanto que Sophia acata a decisão dos seus superiores e permanece no grupo.
Sophia termina com Kate
Nessa
parte do episódio a série faz um paralelo com a política doDon´t
askdon´t tell que vigorou nas
forças armadas americanas de 1993 a 2011. De acordo com a revista Fortune: “homens e mulheres homossexuais foram
completamente banidos das forças armadas e forçados a mentir em seus pedidos,
se quisessem servir. Líderes militares argumentaram na época que membros do
serviço abertamente gay interromperiam a "coesão da unidade",
ameaçando a eficácia da unidade.”
Os
anos se passam e Gotham city está ameaçada por criminosos e o Batman está
desaparecido, Kate Kane se transforma na Batwoman para salvar a cidade e esclarecer
as mortes da sua mãe e da irmã.
Haverá
uma segunda temporada da série em 2021 porém sem a Ruby Rose, a australiana
desistiu do papel de Batwoman, segundo rumores divulgados na imprensa a atriz
estava insatisfeita com as condições de trabalho por ter que gravar durante
muitas horas e isso teria causado atritos no set de filmagem. Outras
especulações afirmam que ela desistiu do papel após se machucar no set em uma
cena de luta.
De
acordo com o site Decider, os produtores
teriam optado por inserir uma nova personagem, em vez de outra pessoa para
encarnar a vigilante Kate Kane. Segundo a descrição de anúncio dos recrutadores
de atores do The CW Television Network, a atração teria uma nova personagem
para assumir o papel de Batwoman em Gotham City.
Não
sei se dará certo essa ideia de criar uma nova personagem para o lugar de Kate
Kane, de qualquer forma teremos que esperar para saber o que irá acontecer.