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sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Madame Saatan volta depois de 8 anos e faz show arrebatador no Psica 2022

 Era outubro de 2022 quando eu soube por meio da Internet que a banda Madame Saatan iria voltar para fazer um show comemorativo no Festival Psica em Belém. Eu fiquei muito surpresa pois não esperava ver mais ao vivo a banda que faz parte da minha vida. Até porque a Sammliz, a vocalista da banda, vem sendo questionada desde 2014 sobre voltar com o grupo e ela sempre negou.  

Desde outubro expectativas foram criadas pelos fãs da Madame Saatan na Internet e o que eu esperava era que o show tivesse energia.

No dia 18 de dezembro estive no festival Psica só pra ver a Madame Saatan, cheguei cedo no festival, assisti de longe ao show de Luedji Luna e antes mesmo dele terminar fui direto para o local do palco Rio Voador para ficar bem na frente e ver a banda de perto, lá perto do palco encontrei pessoas conhecidas de shows de outrora. 

Um cara disse que lembrou de mim, ele disse que me viu no show de 2009 que a Madame fez no hoje extinto African Bar e eu estive mesmo nesse show que foi a volta da banda para Belém, fiquei surpresa com a memória do sujeito.

O público que estava em volta onde eu estava eram de fãs que assim como eu acompanham a Madame Saatan há muito tempo, foi muito legal estar junto dos meus contemporâneos, parecia um reencontro de parentes que não se viam há anos.

O festival atrasou e a banda entrou no palco Rio Voador com 1h de atraso mas isso não desmotivou a plateia, quando eles começaram a tocar Respira o público cantou e pulou com uma grande empolgação, depois vieram os outras músicas que eu gosto como Até o fim, Fúria, Moira e  Sete dias, nessa última a Sammliz colocou uma saia vermelha pra simbolizar a pomba gira. 

No telão passavam imagens da história da banda como trechos de clipes e de participações em programas de TV, foi muito legal poder relembrar esses momentos.

O show teve a mesma energia que eles sempre tiveram nem parecia que estavam há anos sem tocar juntos de tão bom que estava. A Sammliz pediu pra galera fazer uma roda punk e a wall of death e o público fez. Teve uma parte que ela sentou na grade e ficou bem pertinho do público presente, foi aí que pude vê-la bem próximo mesmo. Não consegui falar com ela após o show porque eu estava preocupada com o transporte mas espero poder falar com ela em outro show seja da Madame ou da carreira solo.

Os pontos baixos pra mim foram as músicas Molotov e Invisível mas é porque nunca gostei dessas músicas mesmo e se trocassem elas por outras seria bem melhor.

Camisa que comprei no Psica

Gostei muito do show, teve a mesma energia que a banda sempre mostrou, o público apaixonado mostrou toda a sua empolgação e vigor. Foi uma celebração de uma geração inteira que curtiu a Madame Saatan anos atrás e  que pode ver novamente a sua banda preferida.

 

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Madame Saatan surpreende os fãs e volta as atividades depois de 8 anos

 Ontem foram divulgados os nomes de três atrações da 10ª edição do Festival Psica, e o nome mais importante para mim foi a Madame Saatan, fiquei estupefata ao ler o nome do grupo, eu não esperava ver o grupo junto novamente afinal faz 8 anos que a banda acabou e a Sammliz (vocalista) sempre negou uma volta da Madame Saatan.

A Madame Saatan é uma banda de rock aqui de Belém, ela foi muito famosa no nicho de rock aqui na cidade, era uma banda de heavy metal que cantava em português e tinha fãs fiéis. Ela fazia parte do prolífico cenário de rock de Belém nos anos 2000 junto com Suzana Flag, Stigma, Johnny Rockstar, A Euterpia entre outras bandas.

Madame Saatan em 2011 no lançamento do Peixe Homem


Fiquei muito surpresa com o anúncio da volta da banda no Festival Psica, a Madame vai tocar na íntegra o seu segundo disco, Peixe Homem que foi lançado em 2011 e que neste ano completa 11 anos. Lembro muito bem desse disco e inclusive estive no show de lançamento dele que ocorreu  no Píer da Casa das Onze Janelas aqui na capital paraense.

Eu acompanho o trabalho da Madame Saatan desde o início e ela é a banda mais importante pra mim, não tem como eu falar da minha vida sem falar nela porque é muito marcante.

Foto bem antiga da banda, acho que é de 2004 ou 2005

Conheci a banda quando eu tinha 15 anos e ela terminou eu tinha 25 anos, foram 10 anos de banda. Lembro que fui a shows e assisti outros tantos pela TV e agora vou poder ver novamente a Madame Saatan nos palcos.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

10 anos do lançamento do disco Peixe Homem da Madame Saatan

 Em 2021 o disco Peixe Homem, o segundo álbum da Madame Saatan completa 10 anos de lançamento. O primeiro disco da banda é auto intitulado e tem 10 faixas, algumas delas bem conhecidas do público que frequentava os shows como Apocalipse, Prometeu, Cine Trash e Messalina Blues. Eu estava animada para ouvir o novo disco porque já acompanhava a carreira da banda desde 2004 e desde o início o som da Madame Saatan já era pesado.



Lembro de assistir o clipe de Respira, primeiro single do Peixe Homem na MTV Brasil porém não me recordo se ele estreou antes ou depois do lançamento oficial do disco. 



No clipe a banda toca dentro de um igarapé, eles surgem da água como se fossem criaturas daquele meio. O clipe estava muito bonito, a fotografia foi a melhor que de todos os clipes anteriores. Sammliz está belíssima no clipe e naquela época ela já era minha crush (embora naquela época não se usasse esse termo, pelo menos eu não me recordo disso).

Crush



Peixe Homem foi lançado em setembro de 2011 em Belém do Pará no Píer da Casa das Onze Janelas, eu fui sozinha para esse show porque nenhum amigo gostava da banda. Cheguei lá não lembro o horário, só lembro que era a tarde e já tinha uma multidão curtindo os shows das bandas de abertura, eram duas bandas a primeira não me recordo o nome já a segunda era a Red Nightmare que tinha um som tão pesado que eu tinha a impressão que o chão estava tremendo. 


Píer antes do show da Madame Saatan.

Lá eu conheci uma garota aleatória e ficamos conversando até o show da Madame Saatan começar, quando o show começou foi uma música mais pesada que a outra, o público estava curtindo bastante.

Show da Madame Saatan 

Fiquei distante do palco porque eu não queria entrar na roda de pogo (aka roda punk) que eu tinha certeza que ia rolar.



Eis que a Sammliz na música Gotas em Caos resolve separar a multidão em dois lados como se fosse Moisés abrindo o mar vermelho, eu vi a cena de longe e pensei "que porr* é essa"?!. Quando os dois lados se encontraram foi um empurra-empurra generalizado, até eu que estava distante do palco fui afetada e tive que empurrar uns caras que eram jogados contra mim, foi bastante tenso esse momento.

Momento que a Sammliz separa a multidão

Foi muito legal o show e já dava para notar que o Peixe Homem já era bem mais pesado que o primeiro disco da Madame Saatan. 


Comprei o cd e uma camisa da banda nesse dia. Cheguei em casa e fui ouvir o disco, de primeira percebi um disco incrivelmente pesado e que a gravação deu um salto enorme de qualidade comparado ao seu antecessor, parecia um disco gringo. Olhei a ficha técnica e lá tinha produção de Paulo Anhaia e que foi masterizado nos EUA por Alan Douches, por isso que o Peixe Homem soa tão bom.



Neste mês resolvi ouvir novamente o Peixe Homem e algumas memórias vem à tona, na época do lançamento eu tinha 21 anos e estava no meu primeiro ano de faculdade, lembro de ver no campus da UFPA que eu estudava pôsteres que eram propaganda do show de lançamento do disco.

A banda era muito boa mesmo

As músicas que mais gostei na época foram Respira, Até o fim e Fúria, esta última não tem clipe mas merecia ter tido de tão boa que ela é. Na minha opinião Peixe Homem envelheceu bem e continua bom 10 anos depois.

 

Todas as fotos do show são de Raíssa D:http://meucadafalso.blogspot.com/2011/09/madame-saatan-lanca-o-album-peixe-homem.html


terça-feira, 18 de agosto de 2020

Sammliz expurga dor dilacerante no novo single 'Irmã'

 Sammliz lançou hoje dia 18 de agosto de 2020 o seu novo single Irmã, ele fará parte do EP Leviatã Lux que teve seu lançamento adiado por causa da pandemia (leia o post desse blog Sammliz lança Leviatã Lux para entender o conceito por trás do trabalho)

A própria cantora contou em uma live do instagram sobre o que a música se trata, segundo ela é uma história pessoal, de alguém que foi gravemente ferido e enganado por outrem que foi maldoso, mas que, diante dos outros se mostra outra pessoa totalmente diferente, muitas pessoas podem se identificar com a canção.

Irmã é um pop eletrônico com influências dos anos 80 mas com uma letra profunda, o que me remeteu a música Hard Times do Paramore no disco After Laughter de 2017 onde letras inquietantes recebem uma roupagem pop.

A letra de Irmã é ainda mais forte do que a do single Leviatã Lux e mostra uma mulher que sofre de uma dor lancinante.

“O que você dirá?

À quem atravessar o seu caminho com um punhal no coração?”


O começo da música já mostra a enorme dor que o eu-lírico sente, “punhal no coração’’ é uma frase muito forte que demonstra que ele foi  traído e dilacerado por dentro pois o coração simboliza o amor, no caso dessa letra é um amor fraternal. Vale lembrar que em português é mais comum de ouvir a frase “apunhalado pelas costas’’ mas a causadora do ato vai além do ataque inesperado e mata de forma vil o amor fraternal que o eu-lírico sentia.

“Ainda se dirá filha do sol, fogo, vento, e mar?

Mas quem é filha de lá não atravessa o coração de outra mulher”

Aqui temos novamente a palavra coração para dar ênfase na traição e o eu-lírico ainda fala que a traidora se dizia esotérica ou pretensamente good vibes da internet por conta dos quatro elementos da natureza. É o caso da pessoa que se diz evoluída enquanto age de forma cruel.


“O que você dirá ao mundo sobre quem é você?

Sobre quem foi você um dia sombra atrás de mim

Ainda se dirá real em sua felicidade virtual?

Só sei que quem é luz não atravessa outra mulher”

Aqui o eu-lírico demonstra incredulidade pela deslealdade que sofreu, pois, essa pessoa era tão próxima a ponto de ser confundida como a sombra, ele ainda questiona sobre o que essa pessoa irá de mostrar como é na sua felicidade falsa de rede social. “Só sei que quem é luz não atravessa outra mulher” temos a reafirmação da dor sofrida.


Você não é quem diz

E quem será que é na escuridão

Você não é quem diz

E quem será você?

Irmã”

Aqui o eu-lírico se mostra novamente incrédulo sobre o que sofreu e não reconhece na pessoa que ele conhecia essa que a traiu.


“O que você dirá? O que você não disse ainda pra você que levará apenas solidão?

Ainda brilhará afinal seu ativismo artificial?

Pois quem é luz não vai sangrar jamais outra mulher

O que você será quando acordar ainda em você

ainda tão pequena sombra atrás de mim’’


Nesse trecho há uma crítica a falsa sororidade apregoada em redes sociais, mais uma vez temos a menção a deslealdade sofrida pelo eu-lírico e um questionamento se essa pessoa ainda se dará conta do que cometeu.


“Ainda pedirá perdão desviando meus olhos abissais?

Pois quem é luz  sempre se vê em outra mulher”

Nesse trecho há o questionamento se ela irá pedir perdão para o eu-lírico que está destruído de tanto chorar.

“Quem será irmã, quem será

Quem é amor, quem?

Quem será irmã, quem será?

Quem é amor, quem?

Eu?”

No final temos os questionamentos sobre o que cada um de nós é na escuridão.

Irmã já está disponível no streaming

A canção tem uma letra forte, mostra uma dor excruciante sendo depurada em pouco mais de três minutos de canção. Sammliz está despedaçada, sangra, e mesmo assim não planeja vingança ou se autodestrói. Irmã é o expurgo de uma dor dilacerante.

Nunca passei por dor semelhante à desse novo single porém consigo ter ideia do sofrimento depois de ouvir a música.


terça-feira, 5 de maio de 2020

4 de maio, um novo ciclo e Leviatã Lux

4 de maio foi o dia do meu aniversário e de acordo com a astrologia a cada celebração a pessoa ingressa em um novo ciclo na vida com características especiais a cada período.


Durante muitos anos não comemorei os meus aniversários e eles eram um dia qualquer sem significados especiais. Em 2018 decidi voltar a comemorar e desde então a cada ano é uma celebração diferente.

Em 2020 decidi fazer uma pequena festa temática, pensei em vários temas entre eles Queen, rock dos anos 1970, karaokê e o Leviatã Lux. No final optei por Leviatã Lux que é uma música da Sammliz, artista que eu gosto do trabalho e acompanho há muitos anos, inclusive eu já havia analisado a letra dessa música  e decifrado os simbolismos dela e tu podes ler esse post aqui no blog.


A letra de Leviatã Lux conta a história uma mulher que enfrentou uma grandes dores e que mesmo assim conseguiu se reconstruir. Me identifico com a letra pois também já passei por momentos ruins a ponto de achar que não ia conseguir ficar bem e no decorrer dos anos seguintes consegui me reconstruir. Quando a letra fala “vou montando leviatãs e curando o coração demora’’ lembro que demorei um ano para curar o meu coração de questões que não cabem ser expostas aqui.



Essa música traz para mim uma mensagem de superação, ainda mais quando no refrão é dito “a vingança é o amor”, não é o amor à vingança e sim que a melhor resposta para o desamor é o amor próprio.


Por ser algo tão peculiar o tema suscitou uma certa estranheza de algumas pessoas, inclusive no cara que fez as artes que usei na minha comemoração. Ele disse que Leviatã Lux “foi o tema mais doido” que ele já viu e não tem problema. O que mais me importou foi fazer algo que fosse significativo para mim e consegui.

 

 


segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Sammliz lança Leviatã Lux - resenha


Sammliz  divulgou na sexta-feira dia 6 de dezembro seu novo single Leviatã Lux, ele fará parte do EP que será lançado em 2020 após o carnaval.
Antes de o single sair a cantora publicou nas redes sociais as fotos de divulgação do novo trabalho, me chamou a atenção ela ter tirado as fotos em um fundo cor de rosa, sei que a escolha dessa cor não foi aleatória pois no trabalho dela tudo tem um significado, um conceito por trás.

 Na cromoterapia a cor rosa está associada ao amor e ao romantismo, em tonalidade mais escura por sua vez significa sedução e sensualidade.

 Outra coisa que me chamou a atenção foi o uso do triângulo nas fotos, ele simboliza a santíssima trindade e também faz alusão às tríades início, meio e fim e corpo, mente e espírito, acredito que essas tríades serão o conceito central do novo disco.

Leviatã Lux é o nome da música, lux vem do latim e significa luz, já o Leviatã tem dos significados, um bíblico e outro do livro de Thomas Hobbes.  De acordo com Conegero “Leviatã é a transliteração da palavra hebraica levyathan, e que possui origem indefinida. Geralmente entende-se que Leviatã significa “mostro marinho”, “dragão” ou “grande réptil aquático”. Enquanto que no livro de Hobbes o Leviatã representa o estado: “defende a vida de todos, não permitindo que uns atentem contra a vida dos outros. Mas para garantir o respeito ao pactuado, o Estado deve impor, pelo medo, tal obediência. Por isso ele deve ser forte, cruel e violento”.

 A letra fala sobre extrema dor e vulnerabilidade, o eu-lirico mergulha no sofrimento e tentar ressignificá-lo ao se dar conta que  a única vingança possível é o amor.
 O sofrimento é tão intenso ao ponto do eu-lirico usar o corvo como símbolo na parte que fala "gritando como um corvo", esse animal é um símbolo que representa o mau agouro, a morte e outros elementos sombrios. 

Em uma determinada parte é dito: "Vou montando leviatãs e curando o coração, demora" nessa parte aqui o eu-lirico fala sobre não ter medo de procurar as razões do seu sofrimento mesmo que elas sejam dolorosas  para assim conseguir depois de um tempo se recuperar.



A letra ainda diz que "a vingança é o amor, eu vejo o céu no chão" aqui interpreto que por mais que várias coisas ruins tenham acontecido e que haja a sensação de que tudo ficou de cabeça pra baixo não vale a pena se vingar, a vingança aqui é o amor, o oposto do que seria esperado para alguém que foi ferido gravemente.

Leviatã Lux é o começo de uma nova fase da Sammliz que talvez agora aposte mais na sonoridade eletrônica do que o disco antecessor, o Mamba. Fico curiosa para ouvir o disco e descobrir qual é o conceito por trás dele.


Referências sobre o Leviatã: https://estiloadoracao.com/o-que-e-leviata/


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Minha primeira aula de canto


Ano passado decidi fazer aula de canto e hoje foi o primeiro dia. A professora explicou a importância da hidratação para cantar, há dois tipos de hidratação, a indireta que é beber água e a direta que é usar um nebulizador com soro fisiológico e fazer a inalação.


Aprendi também sobre a respiração costal-diafragmática abdominal e como ela é importante para o canto e tive que fazer dois exercícios de respiração que eu nunca havia feito na minha vida. Depois disso tive que cantar um trechinho de uma música, nesse momento fiquei em dúvida em cantar Fleetwood Mac-Gypsy ou Sammliz - Fucking lovers porém acabei escolhendo a música da Sammliz.


Assumo que fiquei inibida em cantar porque as minhas colegas já sabem cantar um pouco e eu ainda não sei nada. Porém eu encarei o desafio e cantei o fucking lovers.

A professora disse para todos os alunos praticarem o exercício de respiração em casa e na próxima aula trazer uma música para cantar, acho que desta vez vou cantar a
música Gypsy do Fleetwood Mac.


sábado, 11 de agosto de 2018

Sammliz encerra o ciclo do disco Mamba

Em agosto de 2016 Sammliz lançou Mamba seu primeiro disco solo, esse álbum era muito aguardado por mim pois queria saber como seria a sonoridade do disco, se ela iria continuar com o rock pesado da sua antiga banda a Madame Saatan ou se iria fazer um som bem diferente do seu antigo grupo. Mamba me surpreendeu por ter uma sonoridade distinta do que a Sammliz vinha fazendo até então. Me chamou a atenção o conceito que a Sammliz decidiu colocar no disco que é o feminino e suas nuances coisa que não era possível na Madame Saatan, aliás tem apenas uma música assim na discografia da banda que é a Messalina Blues.


As letras do Mamba são contadas a partir de vários eu-líricos feminino cada música tem história diferentes, temos a mulher que fracassou no relacionamento, a obsessiva, a que superou problemas, a divindade africana, a deusa romana entre outras que muitas pessoas poderão se identificar com alguma delas.  Eu ouvia o disco e analisava as letras, algumas analises publiquei aqui no blog.


Eu cheguei a conversar com o Magno algumas vezes sobre esse disco, a gente trocava impressões e a respeito do álbum.  Nessa época eu não pensava ter um blog mas eis que outubro de 2016 ele se foi e em dezembro do mesmo ano decidi criar o blog Glorious Weirdo como uma forma de me ajudar a lidar com o luto. A primeira publicação do blog foi sobre “Sammliz se reiventa musicalmente ao lançar seu disco Mamba’’. 

Em abril de 2017 enviei a resenha para a própria cantora que gostou e publicou na sua página do Facebook, o resultado  foi um grande sucesso e até hoje essa resenha é a mais lida do blog Glorious Weirdo.


A minha música favorita continua sendo Fucking Lovers, ela é rica em imagens como “as sete saias girando”, “ morte da estrela nos olhos dela” e a grande sacada de colocar a frase “por dentro há nós morrendo em quantos” essa é uma sintaxe que não existe em língua portuguesa mas que foi utilizada em prol da mensagem da música e eu acredito que por causa da métrica também. Se a gente for colocar a frase na sintaxe usual teremos “por dentro (de) nós há quantos morrendo” porém não temos o mesmo efeito poético da frase usada pela artista nessa canção.
Continuo achando que essa faixa iria render um excelente videoclipe pois é a melhor faixa do disco na minha opinião.


Outro ponto que também foi abordado no disco foi uma influência de elementos afro-brasileiros, como em Oya onde Sammliz dá voz a própria divindade como personagem central da música e em outras faixas do disco é comum a menção a raios, trovões, tempestades que são elementos da natureza relacionados com o orixá Oya.


Uma coisa que eu não entendi até agora foi porque a faixa “Ano novo” é a faixa número 9 e não a última faixa do disco pois eu acho que ficaria melhor assim, já que a faixa fala de encerramentos de ciclos. Essa escolha talvez só a própria Sammliz possa me responder pois não acredito que essa música tenha sido colocada aleatoriamente.
Nada é por acaso nesse disco tudo foi bem elaborado e faz parte do conceito de explorar o feminino e suas vertentes. Tudo tem um significado, o nome do disco, a foto de capa, o adereço de cabeça que ela usou na foto, as cores escolhidas para a foto, os nomes das canções, as letras... tudo é rico de referências.



Eis que em agosto de 2018 a Sammliz anunciou o fim do ciclo Mamba e agora se dedicará a compor e produzir novas canções, assim como a serpente africana ela "trocará de pele'' e no próximo ano lançará um novo disco, ainda não sei qual será o conceito artístico desse novo trabalho, o que eu sei é que ela tem a capacidade de reinventar e surpreender a todos.

Se você quer saber mais sobre o Mamba leia aqui no blog a resenha e as análises de letras de músicas desse disco.