sábado, 4 de março de 2017

Livro: Breve história do feminismo no Brasil

Comecei a me interessar pelo tema feminismo em 2009 quando eu era estudante de um cursinho pré-Enem, esse interesse surgiu em uma aula de filosofia, o professor falava sobre violência contra a mulher e em um determinado momento mostrou um depoimento de uma mulher que havia tido os braços mutilados pelo marido, aquilo me chocou demais tanto que quando a aula acabou eu saí de lá pensando sobre como aquilo pode ocorrer com uma mulher e que mais mulheres também pudessem estar sofrendo violência doméstica.

A partir daí comecei a pesquisar o assunto na internet, eu ia a Lan houses e passava algumas horas lendo matérias e blogs sobre feminismo, naquela época antes de ler sobre o assunto eu tinha o pensamento do senso comum que acha que feminismo era achar que as mulheres eram superiores aos homens e que queriam dominá-los (sim, é um pensamento totalmente equivocado, mas era o que eu pensava antes de estudar o assunto).
Quando eu entrei na universidade eu tive acesso a muitos livros e alguns deles eram sobre feminismo. Nessa época eu comprei o livro “Breve história do feminismo no Brasil” de autoria de Maria Telles, nele a autora retrata a condição que a mulher era submetida, os movimentos de reivindicação de direitos desde o Brasil colônia até os tempos atuais.
Um dos tópicos do livro que eu destaco é a parte da violência contra mulher, Telles retrata que a violência doméstica era tida como coisa íntima do casal e que somente pessoas de baixa escolaridade a cometiam, porém essa visão começou a mudar com casos que chocaram a opinião pública e tiveram grande repercussão na mídia na época por serem cometidos por pessoas de alta escolaridade e de classe média, um dos casos citados é o de Ângela Diniz que foi assassinada pelo seu namorado Doca Street, a defesa de Street alegava “crime passional” e “legítima defesa da honra” e ainda desqualificava a honra da vítima. De acordo com Teles “as feministas cariocas tanto batalharam que a Justiça condenou Doca Street, o que, sem dúvida, representou um novo passo nessa luta contra a violência. O poder judiciário, graças à pressão dos grupos de mulheres e à atuação de alguns advogados esclarecidos, passou a dar novo tratamento à questão”.
A partir dessa vitória  a questão da violência contra a mulher ganhou mais visibilidade, tanto que em 1985 foi criada em São Paulo a primeira delegacia da defesa da mulher, que foi a primeira delegacia especializada do país.

O livro Breve história do feminismo como seu título já sugere faz uma revisão histórica sobre a condição e a luta das mulheres por direitos civis e por justiça. Eu aconselho que você leia o livro para saber como a história do feminismo começou no Brasil, os ganhos que movimento trouxe para as mulheres e também para se informar e refutar “argumentos” comuns nas redes sociais como o “para que ter delegacia da mulher e não ter uma delegacia do homem?”. Nesse caso você pode explicar para a pessoa a importância da delegacia da mulher ou mesmo pedir para a pessoa ler esse livro e se informar melhor sobre o assunto.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Livro : Psicologia das multidões - Gustave Le Bon

Quando eu estudava na universidade eu era uma assídua frequentadora da biblioteca central, eu ia para lá ler livros que não tinham relação direta com o meu curso, em sua maioria os temas dos livros que eu costumava ler eram Psicologia Social, Filosofia e Sociologia.

Foi na biblioteca da universidade que eu descobri autores como Zygmunt Bauman, Pierre Bourdieu, Michel Foucault, entre tantos outros. Em uma das minhas visitas à biblioteca eu vi o livro Psicologia das Multidões do autor Gustave Le Bon e o peguei emprestado.  Le Bon fala  em seu livro fala que as características das multidões são a impulsividade, a irritabilidade, a incapacidade raciocinar, a ausência de espírito crítico, anonimato e impunidade, Segundo ele as pessoas que fazem parte de uma multidão assumem uma  “alma coletiva”.




Segundo o livro uma pessoa que esteja sozinha tem consciência de que não pode incendiar casa ou saquear uma loja, porém, quando ela faz parte de uma multidão se deixar sugestionar por ela o que a faz perder a individualidade naquele momento, e diante da primeira sugestão se saques ou linchamentos, cederá imediatamente.

No mês passado uma matéria do UOL me chamou atenção, ela falava sobre a onda de saques a lojas no estado do Espírito Santo e no decorrer da minha leitura da reportagem identifiquei vários conceitos abordados no livro de Le Bon mas sem mencionar o livro onde essas ideias foram desenvolvidas, um exemplo são os seguintes trechos: “ a condição de anonimato é essencial para que esse comportamento de massa aconteça. Se eu for sozinho, eu vou ser identificado. Se eu sou anônimo, se estou espalhado na multidão, me sinto imune" [...] “A lógica é que já que o fato está acontecendo, a pessoa vai lá levar a parte dela sem se responsabilizar. É o que acontece com quem participa de um linchamento”.

Psicologia das multidões é um livro que foi publicado pela primeira vez em 1894 e que até hoje continua atual e ajuda a compreender as relações humanas em uma multidão e ajuda explicar atos como saques, linchamentos, brigas de torcedores de times de futebol entre outros acontecimentos.


Caso você queira ler a matéria do UOL que inspirou esse post este é o link: 
https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/02/10/por-que-cidadaos-saqueiam-lojas-quando-nao-tem-pm-nas-ruas.htm
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Carnaval 2017 é hora de...

Está chegando o carnaval 2017 e é tempo de........fazer nada pelo menos para mim é assim, nunca fui fã de carnaval, para mim ele não faz sentido algum.

Tenho a sorte de morar em uma cidade onde o carnaval é praticamente zero e quem gosta da festa vai viajar para as cidades do interior do estado onde realmente existe carnaval. Só tem uma coisa que eu gosto nesses dias que é o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, na verdade não é bem o desfile porque eu só simpatizo mesmo é com a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro e assisto ela desfilar se for no máximo a segunda escola a se apresentar na Marquês de Sapucaí, caso contrário prefiro dormir mesmo.


Antigamente eu ficava indignada com o carnaval, criticava tudo e todos e escrevia textos nas redes sociais expressando todo o meu descontentamento com esse período, porém o tempo passou e eu continuo não gostando de carnaval mas pelo menos entendi que não adianta ficar brigando em rede social.
 Nessa época carnavalesca são veiculadas as campanhas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (dsts) e a conscientização do uso de preservativos, os slogans dessas propagandas de prevenção sempre tentam relacionar o uso de camisinhas com fantasias de carnaval e como resultado saem frases como “no carnaval vista a camisinha”, “ use preservativo, a sua melhor fantasia”, “entre na folia segura ,use camisinha” entre outras frases toscas.

Acredito que essas campanhas de prevenção não surtem o efeito desejado e além disso só comtemplam casais héteros e gays, as lésbicas não são sequer mencionadas nessas campanhas e isso é um exemplo de invisibilidade lésbica (mas isso é assunto para outro post).

Outra coisa que me chama a atenção nos dias de carnaval é a cobertura que a imprensa faz da festa principalmente a Rede Tv com o seu famoso TV Fama onde os repórteres entrevistam famosos, passistas, rainhas de bateria entre outros. Sempre tem a pergunta que já é clássica que é a “como vai o coração”? , entre outras perguntas que os repórteres fazem e que muitas vezes são surpreendidos pela espontaneidade do entrevistado que fala coisas que não eram esperadas e assim garante momentos de puro humor involuntário para o telespectador. 


Vou aproveitar esse período de carnaval para fazer trabalhos acadêmicos pois é para isso que esse período irá me servir. E você? Como irá aproveitar esse carnaval?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Filme Thelma & Louise - Sororidade e feminismo

Thelma & Louise (1991) é um filme americano dirigido por Ridley Scott ( mesmo diretor de BladeRunner) e é estrelado por Geena Davis e Susan Sarandon.
O filme conta a história de duas amigas, Thelma (Geena Davis) é uma dona de casa reprimida e que vive em um casamento falido com Darryl, ela é dependente financeira dele que a trata com descaso e grosseria. Louise é (Susan Sarandon) é uma garçonete em uma lanchonete. Juntas elas decidem viajar de carro para uma pescaria de três dias. Porém a viagem não sai do jeito que elas haviam planejado.
A primeira vista a premissa do filme não parece ser muito interessante, porém no decorrer da história o espectador percebe que há muitos mais temas relevantes sendo abordados no filme do que uma mera viagem de amigas.

Durante a viagem Thelma conhece um cara em um bar e se encanta por ele, quando Louise vai ao banheiro o homem vai com Thelma até o estacionamento e  tenta estuprá-la mas é salva por Louise que mata o sujeito, a partir daí começa uma caçada da polícia em busca das duas amigas.
Louise e Thelma

Em um determinado momento Thelma diz a Louise que ela deveria ir a polícia falar sobre a tentativa de estupro que sofreu, porém Louise retruca: “cem pessoas viram você dançando com ele, quem acreditaria nessa história?”essa fala de Louise mostra para os espectadores o quanto a sociedade é machista onde a vítima de estupro é  sempre considerada culpada pelo crime que sofreu.
Thelma e Louise é um dos poucos casos de uma produção hollywoodiana onde o protagonismo é feminino, as personagens são complexas e não estão no filme para servirem somente de enfeite. Por causa de protagonismo feminino e amizade entre as personagens o filme foi muito criticado, para alguns críticos o filme era “anti-homem”.
A roteirista do filme Callie Khouri teve que na época responder a vários críticos que diziam que ela era uma “feminista exaltada” e que seu roteiro seguia esse estilo, Khouri respondeu aos críticos:“Que se danem esses críticos. Eles que vejam o tratamento dado às mulheres no cinema antes de me ofenderem pelo tratamento dado aos homens. Existe todo um gênero chamado exploitation film baseado na degradação das mulheres, e todo um grupo de críticos caipiras que aplaudem as virtudes desse gênero. Até que exista todo um subgênero que faça a mesma coisa com homens, calem a boca”.
Thelma & Louise pode não ser um filme feminista (o diretor nega que o filme seja feminista) porém retrata muito bem a desigualdade de gênero e o machismo.
Eu ouço falar desse filme há muitos anos, mas nunca havia o assistido porque sempre estava ocupada com outras coisas e tinha deixado o filme em segundo plano. Tudo mudou quando encontrei por acaso o dvd (sim, às vezes eu compro dvd) e decidi assistir. Esse filme já entrou para a cultura pop, ele já foi citado em um episódio de Rizzoli&Isles( tem um post sobre essa série aqui no blog) quando Jane e Maura vão em uma viagem arriscada em busca de um criminoso e Jane fala para ela : “você quer que a gente dê uma de Thelma & Louise?”.

Até no clipe da música Telephone de Beyonce e Lady Gaga tem uma cena que faz alusão ao filme.

Lady Gaga e Beyonce fazendo alusão a uma cena do filme

Eu gostei bastante do filme por conta dos temas que são abordados, das excelentes atuações  das atrizes. Thelma & Louise é um filme antigo mas que continua bem atual, ainda são poucos os filmes que tem mulheres como protagonistas e com uma história relevante. Quando tem mulheres protagonistas na maioria das vezes  são comédias românticas bobas ou filmes em que a mulher só está lá para fazer o papel de “gostosa”.
Assista Thelma & Louise e tire suas próprias conclusões.


Thelma & Louise (Thelma and Louise) – EUA, 1991.
Gênero: drama
Direção: Ridley Scott.
Roteiro: Callie Khouri.
Elenco: Geena Davis, Susan Sarandon, Harvey Keitel, Brad Pitt, Michael Madsen, Christopher McDonald, Stephen Tobolowsky, Timothy Carhart.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Filme Tomates Verdes Fritos trata com delicadeza temas difíceis

Tomates verdes fritos (Fried Green Tomatoes, 1991) é um filme americano, dirigido por Jon Avnete estrelado por Mary Stuart Masterson  Mary-Louise Parker, Kathy Bates e Jessica Tandy. O filme se passa em dois momentos : em 1930 no sul do Alabama com as personagens Idgie ( Mary Stuart Masterson) e Ruth ( Mary-Louise Parker) e nos tempos atuais ( no caso 1991) com Evelyn ( Kathy Bates ) e Ninny ( Jessica Tandy).

A sinopse do filme: Evelyn é uma dona de casa triste, vive em um casamento falido e é ignorada pelo seu marido, o Ed, toda semana eles vão visitar uma tia de Ed em um hospital, porém ela nunca permite que Evelyn entre no quarto.  Lá ela conhece Ninny, uma senhora que adora contar as histórias de sua vida e no decorrer das semanas Ninny conta para Evelyn histórias sobre IdgieThreadgoode, de como Idgie perdeu o irmão mais velho que adorava, Buddy (Chris O’Donnell), e de sua amizade com Ruth (Mary-Louise Parker).
Ruth e Idgie

O filme aborda vários deles como a amizade das personagens, o racismo e a violência contra a mulher no sul do Alabama e ainda mostra um romance entre Idgie e Ruth de forma bem sutil. Contudo, para mim os temas principais do filme são a amizade entre as personagens e o romence entre Idgie e Ruth.
 A amizade entre as personagens, ela permeia o filme inteiro, o telespectador acompanha, então, as duas histórias – a da amizade de Idgie e Ruth nos anos 1930, e a da recente amizade entre Ninny e Evelyn nos tempos atuais.
Embora  o tema principal seja a amizade entre as personagens há um outro tema que se destaca mesmo sendo abordado de forma bastante implícita que é o romance entre Idgie e Ruth, na história fica claro que elas são um casal embora isso não seja sequer falado no filme. A história delas é mostrada com muita sutileza e um telespectador desatento pode achar que Idgie e Ruth são apenas grandes amigas. Não há cenas de demonstração de carinho explícitas tampouco cenas de sexo, o que há entre elas em um determinado momento é uma cena de guerra de comida que serve de alegoria para uma cena de sexo.

Há anos que eu ouvia falar desse filme, mas que eu nunca havia assistido até porque o título dele não é muito atrativo e remete a programas de culinária. Só depois de ver o filme descobri que tomates verdes fritos é um prato típico do Alabama e por isso dá nome ao filme. 
Recomendo que você assista ao filme e tire suas próprias conclusões.



Tomates Verdes Fritos/Fried Green Tomatoes

De Jon Avnet, EUA, 1991.Com Mary Stuart Masterson (IdgieThreadgoode), Mary-Louise Parker (Ruth Jamison), Kathy Bates (Evelyn Couch), Jessica Tandy (NinnyThreadgoode), Cicely Tyson (Sipsey), Nick Searcy (Frank Bennett), GailardSartain (Ed Couch), Stan Shaw (Big George), Gary Basaraba (GradyKilgore) Roteiro Fannie Flagg e Carol SobieskiBaseado no romance Fried Green TomatoesattheWhistle Stop Café, de Fannie FlaggFotografia Geoffrey SimpsonMúsica Thomas Newman Produção Universal Pictures, Act III CommunicationsCor, 137 min (versão estendida), 130 min (versão normal)



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Curta-metragem Trabalhos Internos - Disney

Nessa semana fui assistir ao filme “Moana- um mar de aventuras” no cinema e antes de começar o filme foi exibido um curta-metragem chamado “Trabalhos Internos” (Inner Workings, 2017) que conta a história de Paul, um sujeito metódico que vive apenas para trabalhar e que deixa qualquer prazer ou momento de descontração em segundo plano. Paul está divido internamente entre o cérebro e o coração, os órgãos são alegorias das obrigações e das paixões.

O curta mostra os embates entre essas duas pulsões dentro de Paul, elas divergem sobre todas as coisas. Em um dado momento o coração pede que Paul coma panquecas com cobertura de mel, mas o cérebro o reprime com violência pois para ele o que vale são cumprir somente as obrigações e deixar qualquer paixão de lado.

 O coração sempre tenta fazer com que Paul faça algo diferente ao invés de só se dedicar ao trabalho enquanto o cérebro sempre nega e chega até deixa-lo preso em um canto. Os embates duram até o cérebro se dar conta que Paul está deprimido e sem perspectivas na vida pois acabou com as suas paixões, aí então o cérebro desamarra o coração e o deixa agir livremente.
O curta-metragem “Trabalhos internos” mostra de forma bem simples (a história não tem nenhuma fala dos personagens) e divertida a dualidade de sentimentos que Paul sofre e que por coincidência muitas pessoas podem estar passando pelo mesmo dilema, elas podem refletir um pouco sobre a própria vida após assistir o curta-metragem. Ele é uma excelente história que teoricamente foi escrita para o público infantil, mas que os adultos mais atentos podem perceber as mensagens da história e gostar bastante.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Álbuns que fizeram parte da minha vida

Hoje resolvi escrever sobre três álbuns que fizeram parte da minha vida, os cds são :Admirável Chip Novo da Pitty, O Tao do Caos da Madame Saatan e o Unplugged do Nirvana.


O primeiro deles é o Admirável Chip Novo da Pitty, esse álbum marcou um determinada fase da minha vida que foi a adolescência, nessa época eu passava por mudanças típicas do período. Eu sempre ouvia esse cd quando eu voltava da escola, minhas músicas preferidas eram Máscara e Teto de Vidro que eram como hinos para mim.
Nessa época eu me identificava muito com a Pitty, com as músicas e com o modo de ser dela, eu lembro até hoje quando vi o clipe de Máscara pela primeira vez na MTV, eu vi a Pitty e a identificação foi imediata pois no clipe da música ela falava de autoaceitação e aquilo fez muito sentido para mim pois eu estava passando por alguns problemas e ouvir que “o importante é ser você” foi bastante reconfortante.

 Além de servir de alento para as minhas então angústias e dilemas juvenis, o  Admirável Chip Novo me apresentou autores que até então eu nunca havia ouvido falar, através da Pitty eu conheci os autores Aldous Huxley e George Orwell e que depois fui ler os livros. Atualmente eu raramente ouço esse cd mas quando o faço todas as lembranças dessa época vem à tona.

O segundo álbum é o cd demo da Madame Saatan intitulado “O Tao do Caos”, nesse cd estão vários clássicos da banda como Apocalipse, Caos, Vingança, Pão e Círculo (sim, é “círculo” e não “circo”) Prometeu e Messalina Blues. Quando eu conheci a Madame Saatan em 2004 (onde ela foi a banda de abertura do show da Pitty em Belém), eles tocavam esse cd demo na íntegra, e o som era bastante pesado se comparado com o que eu costumava ouvir na época, eu me encantei pela Sammliz assim que a ouvi cantar.

Eu ouvi bastante esse cd e vi muitas apresentações da banda na televisão, nessa época do  O Tao do Caos a Madame Saatan tinha dois guitarristas o Ed Guerreiro e o Zé Mário que saiu da banda após poucos anos de formação do grupo. Nessa época a banda inseria de forma bem diluída referências regionais em algumas canções como é o caso do solo de guitarra em Pão e Círculo que se lembra solos de guitarrada.
A música Apocalipse ficou no repertório da banda durante muitos anos, qualquer show da Madame Saatan era obrigatório tocar essa música, o refrão: "Prepara para descansarcessar o fogodesertar” é inconfundível e era sempre cantado em uníssono pelos fãs da banda

Você pode ouvir todas essas músicas do cd O Tao do Caos da Madame Saatan no youtube.






O último álbum é o unplugged do Nirvana, ganhei esse cd de um tio meu que não o queria mais e por isso me deu, nesse tempo (2003/ 2004) eu me inspirava no estilo grunge e saia por aí vestida desse jeito.

Eu ouvia esse cd intercalando como Admirável Chip Novo da Pitty e no encarte do cd não tinha as letras, lá tinha apenas fotos e na época como eu estava começando a aprender inglês eu tinha uma revista de letras traduzidas onde eu cantava as músicas lendo as letras na revista. Eu ouvi muito esse cd e sempre tentava cantar as letras e interpretá-las, eu ouvia todas as músicas, mas as que eu gostava mais eram as canções “Come as you are” e “The Man Who Soldthe World” eu adorava essas músicas e até hoje sei as letras e sei cantá-las.

São três álbuns do mesmo gênero musical, o rock, mas de estilos completamente diferentes que eu ouvia bastante e que me influenciaram durante um período importante da minha vida e que me ajudaram na fase turbulenta que foi a minha adolescência