sexta-feira, 15 de junho de 2018

Fleetwood Mac no disco Rumors: do caos à obra-prima

Fleetwood Mac é uma banda anglo-americana formada em 1967 e teve várias formações porém a mais bem sucedida contava com Lindsey Buckingham, Stevie Nicks, John McVie, Mick Fleetwood e Christine McVie.
Em 1977 eles lançaram o décimo álbum da banda chamado “Rumors”, ela passava por um momento bastante crítico por conta dos divórcios dos integrantes, o clima era de caos entre eles, esse momento de grandes conflitos emocionais acabou gerando um dos melhores álbuns da história do rock.

Já tinha ouvido falar desse disco antes mas só agora decidi ouví-lo e gostei muito, as músicas são maravilhosas, os arranjos e as letras são muito boas. 
Eu destaco as faixas “Go your own way’’, “Dreams” e “The Chain” que foram as que eu mais gostei, “Go your own way’’ é ótima de cantar e a melodia e as linhas de baixo do Jonh McVie  são incríveis, meu instrumento favorito é o baixo e eu adorei o som do instrumento nessa música.

 O Lindsey Buckingham compôs a letra que fala do divórcio dele com  a Stevie Nicks. Ela não gostou quando Buckingham trouxe a canção para as gravações do disco pois a letra era claramente sobre ela.

“Dreams” foi composta e cantada pela Stevie Nicks nele ela fala do fim do relacionamento com o Lindsay Buckingham de forma sutil, diferentemente de Buckingham que foi muito direto em “Go your own way”.

“The Chain’’ é creditada a todos os integrantes da banda,  Stevie Nicks e Lindsey Buckinham compartilham os vocais na música. 
Segundo o site Songfacts: “partes de diferentes  músicas  foram unidas para formar a faixa. A linha de baixo que chega a cerca de 3 minutos da música foi escrita independentemente por John McVie, que originalmente planejava usá-la em uma outra música".


Defino o disco “Rumors’’ como agridoce porque no decorrer das canções do disco é perceptível os momentos de doçura e amargura, assim como claridade alternando com momentos sombrios.

Todo o drama e conflitos emocionais vividos pelos integrantes do Fleetwood Mac gerou um disco excelente. O álbum “Rumors’’ completou em 2017, 40 anos de lançamento e deixou sua marca como um dos melhores disco de rock de todos os tempos.


Citação retirada do site Songfacts: http://www.songfacts.com/detail.php?id=3694

domingo, 15 de abril de 2018

Rouge volta a Belém após 15 anos e contagia o público

No dia 14 de abril de 2018 foi realizado no Hangar- centro de convenções em Belém o show do Rouge, foi o segundo show do grupo na capital paraense, o primeiro ocorreu em 2003 e eu fui assistir.

Em 2018 o Rouge voltou a Belém, desta vez o público era composto em sua maioria por pessoas que eram crianças e adolescentes em 2003, até porque dessa vez a censura era de 18 anos, diferente da época do primeiro show.

Elas iniciaram a apresentação cantando a música “Blá blá blá’’ que ganhou muita intensidade ao vivo e se transformou em um pop rock, o público estava muito animado, parecia que estava possuído pelo ritmo Ragatanga e cantou a música a plenos pulmões e pulou bastante. 

A energia que a plateia passava era grande, todos estavam muito felizes pelo show e aproveitaram o momento, havia poucas pessoas filmando com o celular, o público estava interessado em curtir a apresentação.

A animação do público era tão grande que contagiou as integrantes do Rouge, Aline e Luciana estavam com os olhos marejados e pareciam não acreditar na tamanha recepção calorosa que o público deu para o grupo.

 Li Martins, Aline e Luciana chegaram a agradecer a plateia pelo carinho e Fantine afirmou que o público belenense foi o mais caloroso e animado da turnê.
 Uma coisa  legal que percebi foi a boa sintonia entre Fantine e Luciana, mostrando que as divergências entre elas ficaram no passado.

O Rouge tocou todos os seus hits destaque para as músicas que mais gosto que são “Não dá pra resistir’’, “Beijo molhado’’, “Um anjo veio me falar’’ e “Brilha la luna’’. Elas são grandes cantoras e demonstram isso ao cantar muito bem as baladas e as músicas mais agitada, Rouge é o melhor grupo pop da história do Brasil e dificilmente serão superadas. 

Embora todas as integrantes sejam cantoras incríveis a minha favorita é a Luciana, desde sempre ela foi minha Rouge favorita, ela é uma grande cantora e muito carismática também, ela brilha no palco.

Já no final do show o Rouge tocou o novo single “Bailando’’, “Brilha la luna’’ e encerrou o show com o “Ragatanga”. Foi 1h30 de hits, todas estavam incríveis, principalmente a Luciana.

Eu só tirei fotos quando elas estavam cantando as 4 músicas que eu nunca gostei.
Não quis gravar vídeos ou tirar muitas fotos pois a minha intenção era  aproveitar  o momento e ver meu grupo pop preferido e que marcou a minha infância.

Adorei o show do Rouge, foi muito bom ver de novo um show depois de tanto tempo. Torço para que tenha mais uma apresentação do grupo em Belém.


sábado, 7 de abril de 2018

Visite a fonoteca Satyro de Mello


Estive na Fonoteca Satyro de Mello pela primeira vez em janeiro desse ano, na ocasião ouvi o disco de vinil Live Magic do Queen, dessa vez resolvi ir lá novamente e ouvi o disco Abbey Road dos Beatles, nunca tinha ouvido esse disco antes e gostei muito das músicas Come Together, Maxwell´s Silver Hammer e Here Comes the Sun.

A Fonoteca faz parte da biblioteca pública Arthur Vianna, da Fundação Cultural do Pará (FCP), reúne um rico acervo musical que é aberto ao público e pode ser visitado gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h.

Lá tem uma coleção de discos dos Beatles enquanto do Queen tem alguns como o Live Magic , Live Killers e o Jazz . Além disso, há muitos outros discos de vinis disponíveis lá de artistas de diferentes estilos musicais.

No espaço qualquer pessoa pode escutar música. O acervo, que contém raridades, também está aberto a doações. Atualmente, mais de 25 mil vinis estão disponíveis ao público.

É só chegar lá, escolher o disco no catálogo impresso e depois fazer a solicitação ao funcionário do local pois somente os funcionários são autorizados a manusear o material para manter a coleção preservada e organizada. Entretanto, o funcionário deixa contigo a capa do disco onde você pode ver as informações e às vezes até os encartes contidos nele.

A fonoteca é um espaço que vale muito a pena visitar em Belém, lá você pode ter contato com um rico universo musical e ouvir discos clássicos. 

Se você nunca ouviu o som de um disco de vinil podes ter a oportunidade de ouvir lá, o som do vinil é incrível. Recomendo uma visita no espaço.


Endereço:
Av. Gentil Bittencourt, 650 - 3° Andar
Contato:
(91) 3202-4332 / cbpav@fcp.pa.gov.br
Horário de funcionamento:
8h30 às 18h de segunda a sexta


Com informações obtidas em: http://agenciapara.com.br/Noticia/160959/historia-da-musica-paraense-e-preservada-na-fonoteca-satyro-de-mello
www.fcp.pa.gov.br/espacos-culturais/sede/biblioteca-arthur-vianna/fonoteca-satyro-de-mello

sábado, 17 de março de 2018

Luê lança seu novo disco "Ponto de mira"


Luê  é  uma cantora e instrumentista paraense. Em 2013 lançou seu primeiro disco “A fim de onda” as influências do disco eram uma mistura de pop, carimbo e guitarrada.
Nesse disco destaco as canções “A Fim de Onda”, “Nós Dois”, que conta com a participação do pai, Junior Soares, e “Cabeça’’.
Disco "Ponto de mira"

Luê se mudou para São Paulo e já vive lá há 4 anos. Em novembro de 2017 lançou seu novo disco “Ponto de mira” e é nítido ao ouvir o disco que a atmosfera urbana de São Paulo a influenciou na criação do disco, que leva o selo do Natura Musical.

Esse trabalho mostra as mudanças no som, nele há mais elementos eletrônicos que seu antecessor “A fim de onda”, em “Ponto de mira” já não se nota tanto a presença de elementos regionais como a rabeca, ela continua lá em duas faixas,  perdeu o grande destaque que tinha no disco anterior.


Segundo a própria Luê: “Acho que o lugar que você está inserido no momento te influencia, eu sinto isso. Quando estou em Bragança me sinto de um jeito, em Belém, de outro, e aqui em São Paulo também é diferente. São jeitos de existir”, comenta.

Em 2018 tive a oportunidade de assistir a dois shows da Luê, um que ela fez junto com o Junior Soares (pai dela) onde eles tocaram músicas do primeiro disco dela, algumas faixas do segundo disco e revisitaram o trabalho de Soares no Arraial do Pavulagem, esse show deles os únicos instrumentos que os acompanhavam eram o violão e a rabeca.


O outro show foi só composto por algumas canções do disco “Ponto de Mira’’ que contou com a participação do guitarrista Lucas Estrela (leia o post sobre o trabalho do L. Estrela nesse blog) e tinha uma bateria eletrônica. No show algumas canções tiveram os arranjos modificados e ficaram melhores que no disco é o caso de “Esse amor’’,Chega Logo” e “Sweet Solitude”.


“Esse amor’’ cresceu de intensidade ao vivo e virou um pop-rock.
Chega Logo” e  “Sweet Solitude” ao serem executadas ao vivo se transformam num reggae.  Talvez as músicas tenham ganhado novos arranjos nesse show por causa do Lucas Estrela, tenho que assistir a outros shows para saber se os arranjos ficarão mais parecidos com os do disco.




Luê é uma grande artista, se você nunca foi a um show dela recomendo que assista, as músicas são muito boas e vale a pena conhecer.


Fala da Luê foi concedida originalmente para o dol: https://www.diarioonline.com.br/entretenimento/musica/noticia-467892-lue-lanca-segundo-disco-ponto-de-mira-embalado-no-pop-contemporaneo.html

sábado, 10 de março de 2018

A primeira vez que ouvi o álbum Live Magic (1986) do Queen

Queen é a minha banda favorita gosto muito das músicas deles há anos, tenho alguns dvds e já tive alguns cds do grupo, porém eu nunca havia ouvido um Lp deles, até que nesse ano decidi ir a fonoteca e procurar um disco deles lá.



 Encontrei na fonoteca  o disco Live Magic que foi lançado em 1986 poucos meses após do fim da turnê Kind of Magic, que circulou pela Europa no mesmo ano, essa turnê  ficou marcada pelo show histórico no estádio de Wembley na Inglaterra, esse é considerado um dos melhores shows da história do Queen.
Parte da fonoteca

No disco temos as faixas “Under Pressure”, "I Want To Break Free","Radio Ga-Ga","A Kind Of Magic” entre outras. As canções que mais gosto nesse disco são Under Pressure e Radio Gaga, elas crescem de intensidade ao vivo. Um ponto negativo do disco é que algumas músicas foram editadas e por isso ficaram cortadas, o que gera um estranhamento ao ouvir o álbum, não entendi o porquê de terem feito isso.

Não lembro de ter ouvido um Lp na vida, talvez até tenha escutado, mas não me recordo. O som do Lp é totalmente diferente do som das plataformas digitais e também dos cds que eu já conhecia, o som do Lp parece ser maior, tem mais vida, parece que eu estava ouvindo o som ao vivo no show mesmo de tão bom que é, a voz do Freddie Mercury e o som dos instrumentos ganharam mais destaque no disco enquanto que o som gravado no cd parece que “achata” o som, não sei explicar direito mas a impressão que tive foi essa.








sábado, 3 de março de 2018

Hip-hop dance e os de aprendizados que já tive além da dança


Faz 1 mês que comecei a dançar hip-hop e tem sido um grande desafio para mim porque eu nunca havia dançado nada na vida inteira, nada mesmo, nem mesmo os hits do axé nos anos 90.

Quando decidi fazer as aulas de hip-hop sabia que não seria fácil por conta da minha falta de familiaridade com as danças em geral e isso gera uma certa falta de habilidade e também pela vergonha de errar, sim essa inibição é uma coisa que estou tentando vencer. Um outro desafio que estou que estou superando é a coordenação motora, executo os passos  da dança da melhor forma que eu posso.

A dança está me ensinando a lidar com os erros e a frustração de muitas vezes não conseguir executar os passos da forma que eu gostaria e está me mostrando que não devo ficar me cobrando excessivamente e que preciso ser mais paciente comigo mesma.

Dançar hip-hop tem me ajudado a me tornar mais flexível em todos os sentidos principalmente com relação a personalidade pois admito que  em muitos momentos já fui muito rígida e perfeccionista. Além dessa flexibilidade um outro benefício que dançar hip-hop me trouxe foi acabar com as dores nos meus ombros que pararam de doer desde que comecei a dançar.
Estou gostando das aulas de hip-hop e tenho aprendido muito mais que a dança, tenho aprendido a ser mais flexível.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Roberto Carlos em Fera ferida : dor e poesia

Fera ferida é uma música composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos em 1982 e faz parte do reportório de Roberto Carlos até hoje. A canção foi escrita  após o fim do  casamento de Roberto com Nice, na música fica claro o sofrimento do eu-lírico e as mágoas que restaram depois do término da relação.

Roberto e Erasmo são grandes compositores e eu acho essa música incrível porque conseguiram demonstrar de forma poética toda a dor e sofrimento de um fim de relacionamento, muitas pessoas podem se identificar com a letra que continua atemporal mesmo tendo passado muitos anos após o seu lançamento. Para mim essa letra é de uma beleza sem igual, nela há a mágoa misturada com a tentativa de seguir em frente depois do fim. Algumas estrofes me chamaram muito a minha atenção, são elas:
“Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo, sem laços
Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar, um amigo”

Aqui o eu-lírico está totalmente desnorteado com o fim do relacionamento e querendo ajuda para se recuperar de toda a tristeza após o fim.

“Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes”
Eu sei que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci”

Essas são as estrofes que considero mais bonitas de toda a letra  da  canção, aqui o eu-lírico fala que existiram momentos bons no relacionamento amoroso mas que foram destruídos pelas constantes brigas. O eu-lírico saiu machucado e com marcas dessa relação, as cicatrizes emocionais estão visíveis, mas ele não consegue verbalizar o sofrimento que sente e embora ele esteja calado ainda não esqueceu o que sofreu.

“Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração”

Nessa estrofe o eu-lírico demonstra que não irá voltar atrás na decisão de se separar da sua namorada, ele está decido que a seperação é inevitável uma fez que ele está profundamente magoado com tudo o que aconteceu, tanto que está ferido no corpo, na alma e no coração.

Fera ferida é uma música forte e trata de um tema que é comum em músicas dos mais variados gêneros mas faz isso de uma forma poética e brilhante, a música é linda e é uma das músicas que mais gosto do repertório do Roberto Carlos. Há duas versões mais populares dessa música, uma do próprio Roberto que interpretou a música de uma forma contida e mesmo assim expressa toda a tristeza da canção. 

A outra versão é a de Maria Betânia que deu a canção uma interpretação de dor voltada para fora, toda a tristeza é demonstrada de uma maneira clara por Betânia e a versão dela ainda tem um arranjo de violinos que aumentam de intensidade e dão o tom um tanto grandiloquente a canção. Tanto a interpretação de Roberto quanto a de Maria Betânia conseguem passar a emoção que a música pede e são duas grandes versões de uma mesma música.